ELIANE HAAS

ELIANE HAAS

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sábado, 1 de agosto de 2020

IMPLANTANDO A NOVA CONSCIÊNCIA - parte 2

“Nenhuma espécie se dedica, com tanta tenacidade, à realização de sua desgraça, à destruição dos seres e das coisas; nenhuma pratica com tanta obstinação a violência e o assassinato individuais e coletivos; nenhuma trata suas crias com tamanha incoerência, descuido e até crueldade; nenhuma sujeitou suas fêmeas durante tanto tempo. Assim, por mil razões, o homem se tornou um animal louco”.

André Bourguignon - História Natural do Homem

 

De fato, o ser humano é o único que mata impiedosamente os membros da sua espécie, não para aplacar a fome, mas por motivações supostamente autotranscendentes como a família, a pátria, a religião – fatores que a Natureza desconhece. Este é um comportamento inquestionàvelmente patológico.

Nossa propensão às guerras religiosas, patrióticas ou ideológicas, nosso vício pelas intrigas, separatividade, o domínio e a manipulação, sempre se manifestou, independente dos avanços nas civilizações. Aos primeiros clamores de tresloucados líderes, a massa se inflama e parte para defender família, pátria, dinheiro – e até Deus - sacrificando a própria vida. Sempre dispostos a matar o diferente, pessoas que sequer conhecem. Defendem sua opinião e todos os opositores de seus interesses são declarados inimigos.

As noções abstratas de família e pátria incitam à violência e os que melhor matam e dominam são aclamados e venerados como heróis. Apesar dos esforços filosóficos, culturais e religiosos desde o início da civilização o comportamento e os impulsos permaneceram inalterados. Acumulando riquezas, não raro de forma ilícita, poucos refletem sobre o propósito da vida e a maioria insiste em ignorar a sua finitude.

Impregnados de profundo antropocentrismo e teocentrismo, seriamos uma abençoada espécie criada a imagem divina que atingiu o objetivo final de todo um processo cósmico para dispor do planeta e, quiçá, das vizinhanças do sistema solar. Fomos educados na convicção de sermos o pináculo de um processo evolutivo, o resultado de uma convergência de antecedentes que se plasmaram com a única finalidade de parir essa espécie “eleita” e criada “sob os à imagem do divino”. Às demais espécies animais e vegetais restaria o honroso desígnio de nos servir.

A Terra se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos. As bactérias surgiram há cerca de 3,8 bilhões de anos, habitando sozinhas durante os primeiros 2 bilhões de anos. Os organismos multicelulares só apareceram há 700 milhões de anos. Há 550 milhões de anos ocorreu a explosão cambriana marcando o início do reino animal aquático, tendo as espécies vegetais surgido há 400 milhões de anos. Há 280 milhões de anos surgiram os dinossauros, resultando nas aves 60 milhões de anos mais tarde. Nesta época surgiram também os primeiros mamíferos. O homo sapiens passou a compartilhar a Terra com outras espécies de hominídeos há pouco mais de 150 000 anos e a elas sobreviveu. Já teremos daqui desaparecido milhões de anos antes que o sol se consuma, incendiando a Terra.

Somos, portanto, nada mais especial do que uma dentre as muitas espécies que o planeta hospedou e talvez ainda hospedará.

Relutamos em aceitar como normal a esquizofrenia de uma origem divina embotada pelas artimanhas mentirosas de uma espécie assassina, gananciosa, corrupta, egocêntrica e desrespeitosa que nas suas permanentes disputas não hesita em cometer até o infanticídio. São características nossas, que as chamadas “bestas” da espécies animais não demonstram.

Dotados, por um lado, de genial capacidade para resolver problemas de sobrevivência e por outro, a incapacidade de superar problemas individuais, de ser feliz e de preservar o ambiente que nos sustenta, destruindo estruturas vivas que levaram bilhões de anos para se formar. Parecem ignorar que cada vida aniquilada jamais poderá ser substituída. Apesar da inteligência abstrata e todo um cabedal de experiência, nosso cerne sempre permaneceu inalterado. Porque deriva de um fator genético.

Estamos, pela nossa genética, incapacitados de incorporar as regras morais ditadas pelos esforços religiosos. A questão não é comportamental, pois a História comprova que esse tipo de repressão ou adestramento acaba explodindo de forma ainda mais selvagem e visceral.

Muitos cientistas que inicialmente aceitavam sem relutância a versão darwinista da evolução, à falta dos necessários elos que comprovariam as fases de transição entre as espécies, também estão convencidos de que o homo sapiens , tendo surgido “pronto” na face da Terra, foi resultado de um experimento genético promovido por inteligências alienígenas.

Atualmente, também correntes ligadas ao esoterismo mencionam com frequência a presença de um código genético reptiliano presente em certas elites da espécie humana. Seria originário da implantação de genes de seres provenientes de mundos extraterrestres. Examinando a espécie humana como um todo, diríamos que esse código não se restringe às elites dominadoras, mas a toda a espécie humana, pois as características reptilianas, avêssas as noções de paz e solidariedade tem estado presentes em todos os estágios das mais diversas civilizações, em todos os tempos, desde sempre.

Daí proviria a dicotomia que nos faz capazes de atos de extrema abnegação e compaixão – nossa essência Divina - até ímpetos da mais brutal e indiferente selvageria - herança reptiliana.

Aqueles que detém o poder político tem estado preocupados em dominar e conhecer o mundo exterior, inclusive alimentando a pretensão de desbravar / explorar outros planetas, quando sequer temos conseguido dar conta dos problemas que geramos aqui. Enquanto isso, o nosso interior, nosso sentido do Eu Sou, nossa mente eterna permanece relegada a um plano adormecido na ilusão da separatividade. Seus cuidados acabam entregues a terapeutas e medicamentos.

É preciso uma alteração profunda na mente para que uma transformação se concretize.

 

A proposta é, portanto: deflagrar uma ação imediata e efetiva para reparar o genoma individual, implantando uma Nova Consciência, sem resquícios de ímpetos reptilianos.

A Ciência costuma dizer que os seres, individualmente, mutam mas não evoluem. Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. O que evoluiria seriam as espécies. Entretanto, se nos basearmos na ressonância magnética da Teoria dos Campos Mórfogênicos, (v.artigo anterior), no atual estagio em que nos encontramos, nós não somos unidades distintas num meio fragmentado. É possível que ocorra uma filtragem da seleção natural de mutantes genéticos individuais influenciando e alterando o meio que estiver em sintonia e conectado.

Baseado no exposto no artigo anterior, trata-se de uma tarefa perfeitamente possível para quem se empenhar com vontade e disciplina.

Segundo Aldous Huxley, “O homem é a natureza que tomou consciência da sua própria existência”. Portanto, o caminho é assumirmos a responsabilidade do nosso processo evolutivo, partindo do espiritual. Essa nossa pulsão de morte, identificada por Freud como sendo de cunho estritamente biológico, dificilmente será resolvida pela cultura, mas sim pela Inteligência Espiritual.

Só ela, alterando a sequencia dos comandos que possibilitarão as modificações estruturais do Ser, pode nos tornar os agentes da nossa própria evolução.

Só ela, num estudo consistente voltado para o autoconhecimento, pode abrandar e anular esses arroubos de disputa, egoísmo e agressividade que não se alinham com a nossa natureza Divina. Só ela pode nos transformar a ponto de evitar nossa inevitável extinção, antes mesmo que tenhamos atingido nosso completo apogeu nesse tempo aqui na Terra.

Só ela é capaz desenvolver nossa potencialidade real para podermos usufruir da inestimável oportunidade do milagre da Vida, sendo felizes e pacíficos nesse planeta de beleza deslumbrante.

É trabalhando individualmente na mutação rumo à Nova Consciência que pretendemos nos inserir no projeto de uma Nova Era na Terra.


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