ÁGUIA DOURADA

ÁGUIA  DOURADA

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sábado, 29 de maio de 2010

A CRIAÇÃO DA TERRA segundo a COSMOGONIA YORUBÁ

Yorubá é o nome que se utiliza para designar os povos de Oyó, que acabou por cobrir todas as etnias do mesmo tronco e que no Brasil resultaram na tradição Nagô, contribuição mais marcante e efetiva para a religiosidade afro-brasileira.
O historiador Frobenius ( Mythologie de l’Atlantide) afirma ter redescoberto na terra dos yorubás ramificações do desaparecido continente da Atlântida. Segundo ele, os atlantes teriam cruzado o oceano infiltrando-se na África. Já Samuel Johnson (The Story of the Yorubas) situa a origem dos yorubás no Egito Superior ou na Núbia. Estudos atuais sobre o Kemet – como é conhecido o Egito antigo, vêm corroborar a teoria de ali situar a origem da religião yorubá. Seja como for, elementos da prática religiosa yorubá comprovam ser das primeiras praticadas na Terra e nos teriam sido legados pelos ancestrais instrutores espirituais do planeta.
Dentro da tradição yorubá , a estrutura universal é regida por uma Divindade Suprema, Olodumare / Olorun, origem única e princípio de todos os mundos , que comanda e zela pela sua evolução. Este Ser permeia todos os reinos da manifestação cósmica, desde as maiores galáxias até os ínfimos espaços inter-atômicos. Descrito como aterekaye (aquele que cobre o mundo, fazendo todos sentirem a Sua presença) é o detentor do Poder Absoluto e Onipotente, o que já invalida uma precipitada atribuição de politeismo à religião yorubá. Pelo contrário, a reverência a grandiosidade de Olodumare é tão absoluta que, a Ele não se erguem templos, não se idealiza a imagem e tampouco se realizam, rotineiramente, sacrifícios ritualísticos. Contudo, cada um é livre para dirigir as suas orações e louvores a Suprema Inteligência Universal.

Segundo a concepção yorubá , todo o processo de existência se desenvolve nos planos físico – o aiyê – e sobrenatural – o orun. Tudo o que se manifesta no aiyê tem a sua pré-existencia no orun. Tudo o que existe no plano material possui o seu duplo no Orun, fato que, curiosamente, vem sendo concebido pela física atual. Segundo os Itan (mitos), corpo da tradição oral que norteia a totalidade de crenças e procedimentos da religião yorubá, Olodumare convocou Obatalá / Orisa nla para elaborar o planeta Terra dentro da dimensão do plano material.

“Durante a caminhada, Obatalá encontrou Exu, que indagou sobre oferendas que deveriam ser feitas para a consecução do trabalho. Obatalá não deu importância ao fato e, sedento, extrapolou no consumo de bebida alcoólica extraída da palmeira. Conseqüentemente, caiu em sono profundo e foi suplantado por Oduduwa, que, tomando os elementos necessários, saiu para efetuar a tarefa da criação da Terra. O local onde o trabalho teve início denominou-se Ifé (aquilo que é amplo) . Segundo a tradição, daí proveio o nome da cidade sagrada de Ilê Ifé”.

Em território yorubá há controvérsia sobre a figura de Oduduwa, visto tanto como divindade masculina, como feminina, associada à antiga tradição das deusas da fertilidade. A controvérsia de mitos disputando entre Obatalá e Oduduwa a criação da Terra revela dois momentos distintos que se complementam na memória política da civilização yorubá. Por um lado, o mito da criação do planeta Terra e por outro, a incursão de povos estrangeiros que ali se mesclaram.
Disto resultou que, embora rendam, fìsicamente, tributo a Oduduwa, reconhecem em Obatalá – já intitulado Orisa nla, o "Grande Orisa" – a divindade regente do planeta Terra e de todo o sistema solar. Outros itans já trazem a seguinte versão sobre a criação da Terra:

“Munido de uma concha com terra, uma galinha e um pombo, Obatalá jogou a terra sobre a imensidão das águas que cobriam o planeta e, em seguida, enviou a galinha e o pombo para espalhar a terra. Tarefa cumprida, Obatalá informou a Olodumare, que enviou agemo, o camaleão, à fim de conferir o trabalho. Da primeira vez, agemo informou que a terra ainda não estava suficientemente seca para a missão pretendida. Na segunda inspeção, comunicou que tudo estava à contento”.

De toda forma, tendo sido privado de cumprir a missão de criar a Terra, tornando-a habitável no plano físico - ou simplesmete complementando a obra da criação - Obatalá foi o responsável pela confecção do ser humano, possibilitando que encarnassem na Terra os seres que já aguardavam no Orun, a fim de concretizar aqui a sua existência material. Fato inconteste é que Obatalá criou as características físicas dos corpos que deveriam abrigar os habitantes humanos do planeta. Com barro e água, Obatalá confeccionou os corpos, aguardando que Olodumare complementasse com o emi – o sopro de Vida que os animaria.
Segundo os mitos, no início Orun e Aiyê eram mundos interligados, até que houve uma ruptura – relatada através de várias versões, que, no entanto, mantém a constante, aliás corroborada por tradições esotéricas, de que o ser humano transgrediu contra o Poder Supremo e uma barreira se levantou entre os dois mundos.

O privilégio desta livre comunicação foi cortado, sendo substituída pelo oráculo, legado por Orunmilá. Esta é uma outra história, que abordaremos oportunamente...

terça-feira, 25 de maio de 2010

SAINT GERMAIN e a Era de Aquário

Os excelsos Mestres da Grande Fraternidade Branca utilizam-se das cerimônias das religiões mais atuantes, com a finalidade de difundir a sua energia sobre os planos inferiores do nosso planeta, estimulando assim o crescimento espiritual do maior número possível de seres humanos.

Não realizam esta obra apenas em conexão com as religiões estabelecidas, mas também com quaisquer agrupamentos de caráter devocional. Assim, utilizam-se de instrumentos que realizam tarefas que contribuam para a missão evolutiva da Hierarquia em cada setor da nossa civilização terrestre.

Segundo os ensinamentos teosóficos, hoje popularizados através de outras correntes, o nosso sistema solar é constituído de Sete Raios de atuação. Em cada Era predomina um desses Sete Raios, com suas características, sempre com a finalidade de melhor servir à evolução da humanidade aqui encarnada. A época que está tendo início atualmente, denominada de Aquário e dando sequencia a de Peixes, está sob a influência da energia do Sétimo Raio, sob o comando do Mestre Saint Germain.

Saint Germain atingiu, após inúmeras iniciações, a condição de Mestre Ascensionado na sua encarnação como Príncipe Rackoczyi (entre 1696 e 1792, aproximadamente), quando se fez conhecer nas cortes européias como Conde de Saint Germain. Os seus maravilhosos feitos como personagem de vasta cultura, multiglota, alquimista, músico, poeta e escritor, tornaram a sua biografia fascinante - mas não é este o propósito da presente matéria.

A ampla difusão de conhecimentos até então esotéricos é a base de atuação do trabalho do Mestre Saint Germain, unindo a tecnologia e o grande impulso científico adquirido, a um patamar superior de espiritualidade. Procura cultivar o desenvolvimento da faculdade de intuição e sensibilidade tidas, até então, como paranormais. A energia do Sétimo Raio, por ele utilizada, objetiva instituir no nosso planeta a ordem cerimonial pela atividade do poder que, quando corretamente dirigida, produz o ritmo que organiza o caos para um nível de consciência superior.

A revitalização de inúmeras práticas religiosas de civilizações antigas, desde a astrologia até o culto dos elementais da natureza, o espiritismo, a utilização de cristais, plantas sagradas e oráculos, tudo isso assinala o advento de uma era onde a liberdade vem substituir o obscurantismo cego da intolerância que culminou nas fogueiras da Era de Peixes.

Como supremo Hierofante de todas as Sociedades Secretas, o Mestre Saint Germain manifesta a força cósmica da síntese, com a finalidade de harmonizar na Terra todas as tendências da espiritualidade sincera.

Graças a sua abertura de idéias, sempre voltada para a Magia Cerimonial, pudemos contar, à partir do séc.XX, com o renascimento de práticas orientais de yoga e meditação, xamânicas, assim como todo tipo de escolas iniciáticas das mais variadas linhagens. Como Senhor da Liberdade, o seu trabalho é marcado pela oportunidade do ser humano exercer o seu livre-arbítrio, arcando, lògicamente, com as conseqüências que esta maioridade responsável acarreta.

A Liberdade, como tudo que se submete à lei da manifestação, infelizmente traz em si a contrapartida da vaidade que deturpa a realidade e do fanatismo que embota o discernimento. Então, não é raro encontrarmos, dentro do contexto da Era de Aquário, uma infinidade de práticas criadas pela imaginação individual e destituídas de qualquer fundamento verdadeiro. Uma profusão de mensagens desinteressantes, prolixas e repetitivas são “canalizadas” por auto-intitulados discípulos de Saint Germain e de outros, com autoria atribuída aos mais diversos guias espirituais, desde Arcanjos, até Maria de Nazaré.

Os Mestres Ascencionados não escrevem livros e o processo iniciático ainda se dá, como sempre foi, “da boca ao ouvido”.

Cabe a cada um fazer bom uso do seu livre-arbítrio para dele tirar proveito e discernir com competência.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

VIAGEM SUFI

Alguns estudiosos do Islã, entendem que o Sufismo seria a denominação da dimensão esotérica do Islamismo. Conhecido como o misticismo do Islã, o Sufismo é uma filosofia de autoconhecimento e contato com o divino através – predominantemente - da música e da dança.

No entanto, a filosofia sufi é universal por natureza e suas raízes bem anteriores ao surgimento do Islã e das chamadas religiões monoteístas. Embora se tenha notícia da existência de vários santos sufis muito antes da época do profeta Maomé, foi, entretanto, a partir do século XI que as escolas sufis começaram a se organizar.

Pelo fato de existirem escolas não ligadas ao Islamismo, alguns muçulmanos consideram o Sufismo como fora da esfera do Islã. São considerados heréticos pelos muçulmanos ortodoxos e, na época medieval, chegaram a disfarçar, através de uma simbologia poética, tudo que pudesse ser considerado um desafio à crença do " Deus único”. Hallaj, um dos grandes representantes do Sufismo no séc. X, foi executado por ter ensinado, em estado de êxtase, que Deus e ele eram um.

Ainda assim, o movimento Sufi se expandiu através de vários continentes no decorrer de um milênio. No início expressava-se através da língua árabe para, em seguida, utilizar o persa, e outras línguas orientais.

Para alguns autores, a palavra Sufi é oriunda de suf que significa "lã" em árabe. Aparentemente, seus primeiros praticantes tinham por hábito vestir-se com lã. Para outros autores, a origem deve ser procurada na palavra árabe safa, que significa "pureza". Seja como for, para os grandes estudıosos de linguístıca estas palavras têm origem no egípcio antigo, onde as palavras sof, sef, saf, suf, sif - todas remetem ao termo “pureza”. Tudo indica que a palavra “sufi” seja de origem egípcia, o que não significa que o Sufismo seja egípcio, mas teve sua base lá. Na verdade, o Sufismo é atemporal, embora tenha conexões profundas com a sabedoria do Kemet, o Egito Antigo.

Para os sufis, Deus é puro amor e o contato com Ele pode ser alcançado pelos homens através de uma união mística, independente da religião praticada. Devido a este conceito de Deus, foram, muitas vezes, acusados de blasfêmia e perseguidos pelos próprios muçulmanos, uma vez que contrariam a idéia convencional de Deus.

O video em anexo é um convite – como dizia o mestre sufi Ahmad ibn Ajiba - para uma viagem à presença do Divino, purificando e embelezando o nosso interior.

sábado, 15 de maio de 2010

O que é a GRANDE FRATERNIDADE BRANCA

A Grande Fraternidade Branca é constituída por um conjunto de seres que se encontram em vários planos e dimensões. Cada um deles prossegue evoluindo dentro dos seus próprios processos e cumprindo as mais diversas tarefas e missões. Encontram-se seja no plano físico, no plano astral, no plano mental, nos planos da alma ou ainda no plano da Suprema Luz.
Formam uma Hierarquia de consciências luminosas e inteligentes, constituindo um conjunto de múltiplas unidades energéticas luminosas que integram a chamada Corte Celestial: Logoi, Elohim, Manus, Cohans, Mestres Ascensionados, Hierarquias Angélicas, Devas, Elementais, todos como auxiliares e mensageiros cósmicos da Suprema Luz Universal, atuantes na evolução de todos os seres vivos da Terra.
Atualmente, em evolução na Terra, existem Seres originários de diversas escolas planetárias, ou seja, de planetas vizinhos e galáxias. Todos precisam seguir as Grandes Leis Universais estabelecidas pela Suprema Luz. Essas Leis determinaram que cada Hierarquia Planetária é responsável pelos seres que nela evoluem, trabalham e servem; portanto, todos obedecem à Hierarquia Planetária em que estão servindo.
Estas Unidades Hierárquicas estão inseridas em outras unidades maiores, num sistema piramidal planetário que, por sua vez, situa-se dentro de outro sistema maior, que é a Hierarquia Solar, e assim sucessivamente. Todas possuem suas próprias tarefas e missões, visando implementar e desenvolver as coletividades planetárias. Cada uma dessas Unidades Hierárquicas está em perfeita união e sintonia com a Luz Criadora Universal.
A Hierarquia segue um sistema onde os mais evoluídos se encontram nos níveis mais elevados e constituem o Governo Oculto do Mundo, que preside, comanda e sustenta tudo o que ocorre no planeta Terra, para que se cumpra o Plano Divino. Respeita o livre-arbítrio coletivo através dos governantes das nações, mas procura induzir, de forma velada, à observação da justiça e das liberdades individuais e coletivas, para que haja uma contínua expansão da consciência, da mente, do sentimento, da sensibilidade e da compreensão. Trabalham para que os princípios básicos da Vida Universal sejam sedimentados nos corações, mentes e almas da humanidade. Auxiliam para que todos os seres humanos adquiram os mesmos direitos, deveres e oportunidades de evolução, à fim de cumprir suas tarefas na Terra, vivendo em harmonia e equilíbrio com todos os seres e forças da natureza.
Alguns membros da Hierarquia integram igualmente Conselhos de outras galáxias.
NO PLANETA TERRA
Desde a sua criação, a Terra passou pela solidificação, pela formação da ionosfera, estratosfera, pelas primeiras formas celulares, até chegar as primeiras formas primitivas humanas físicas. Neste período de dezoito milhões de anos, o planeta serviu de berço para a encarnação de diversos seres do cosmos, havendo registros da presença desses extraterrestres mais e menos evoluidos.
Nesta época houve a encarnação das chamadas 1ª e 2ª raças-raiz, tão bem conhecidas da Teosofia e de outros estudos ocultistas, que não eram propriamente físicas. A materialização só ocorreu com a 3ª raça raiz, Lemuriana. Após um período de extrema saturação de baixas vibrações e decadência, abalando inclusive o equilíbrio dos orbes vizinhos, os Diretores Estelares decidiram intervir. Os Hierarcas, reunidos nos Conselhos Superiores condenaram-na e a seus habitantes.
Sanat Kumara, Logos Planetário e Regente do Planeta Vênus, (mencionado na Bíblia como “o Ancião dos Dias” ) apresentou-se como voluntário para recuperar o planeta Terra, à fim de torná-la viável para abrigar a evolução humana. Depois que Sanat Kumara assumiu o compromisso de vir para a Terra e aqui permanecer até que o último ser humano se iluminasse,144 000 almas de Vênus, chamados Senhores da Chama, ofereceram-se para vir com ele e apoiar sua missão.
Eles se estabeleceram em Shamballa, a "ilha branca" de onde o Grande Regente deveria dirigir a Terra, situada num outro plano dimensional, na região que hoje se conhece como deserto de Gobi. Shamballa é o grande foco de Luz que mantém o equilíbrio energético por todo o planeta. Recebe energia de centros energéticos Solares e extra-solares, como de Vênus, do grande Sol Central e de outros Centros Cósmicos. É o centro de irradiação da vida planetária rumo à Ascenção.

domingo, 9 de maio de 2010

NOSSO DESEMPENHO

“Acabará a espécie humana sobre a Terra? Não. Hão de sobrar novos Adão e Eva a refazer o amor e dois irmãos, Caim e Abel, a reinventar a guerra”. Affonso Romano de Sant’ Anna
Desde que, em 1950, Crick e seus colaboradores decifraram o código genético, foi comprovada a unidade da cadeia da vida. Ou seja, algas, árvores, bactérias, animais e humanos somos descendentes de uma única forma originária da vida que surgiu há aproximadamente 3,8 bilhões de anos.
A decodificação do genoma humano, em fevereiro de 2000, confirmou o estreito parentesco entre todos os organismos vivos, comprovando que a mosca, o verme e o ser humano compartilhamos de uma irmandade fundamental baseada em 1523 genes iguais, pois todos somos constituídos a partir de vinte proteínas básicas, combinadas a quatro ácidos nucléicos : guanina, adenina, citosina e timina.
Cada célula do nosso corpo contém informação básica de toda Vida conhecida, proveniente de um ancestral comum, que se desenvolveu originando as ramificações progressivas da árvore da vida.
De australopitecos passamos a homo habilis, homo erectus e, por fim, a homo sapiens sapiens. Conforme evidências da natureza, nenhuma espécie tem duração eterna. Sintomas de esgotamento nas estruturas ou nos paradigmas que regem o seu funcionamento desencadeiam um processo de perda de potencialidade para o futuro propiciando uma nova guinada evolutiva.
A interpretação dos desastrosos fatos históricos conhecidos, ameaçando a sobrevivência do planeta, leva a crer que nossas potencialidades biológicas , como espécie, estão se esgotando e faz-se necessária uma alteração no nosso comportamento. Alteração essa que, aliás, as religiões estabelecidas vem tentando, em vão, nos últimos dois mil anos.
Caso não logremos êxito, nossa espécie será substituída por outra, como foi o homo sapiens neandertalensis, pois não podemos esquecer que todos os seres vivos da atualidade são meros sucessos ecológicos temporários e o resultado de uma seqüencia de fracassos anteriores.
Poderíamos mesmo situar o ser humano no clímax da criação e, conforme patològicamente se auto-intitula, criado à imagem e semelhança de Deus ?
Se por um lado, tem sido capaz das mais sublimes produções artísticas e de avanços tecnológicos extraordinários, continua, como desde sempre se tem notícia, prepotente, egoísta, corrupto, agressivo, intrigante, farsante, assassino. Assassino da sua própria espécie e infanticida.
Como “criado à imagem do Criador”, comete a megalomania de se auto situar no centro do Universo, proclamando que todas as coisas, desde plantas, animais, a Terra e até os outros astros se encontram a sua disposição, para mandos e desmandos.
Será que somos tão especiais a ponto da Consciência ser uma característica peculiar da nossa recentíssima espécie e o nosso desaparecimento anularia o fenômeno da inteligência em todo o Cosmos ?
O fato é que esta espécie que sempre se permitiu, em nome da pátria e da religião, eliminar os seus semelhantes, agora se encontra em condições tecnológicas de atentar contra a vida do planeta que lhe dá a Vida.
Seria essa nossa propensão agressiva decorrente de alguma falha nos circuitos cerebrais e no projeto do nosso genoma, por ocasião da leve mutação no código genético dos nossos ancestrais ? Teria ocorrido uma mutação espontânea desastrosa no genoma, na ocasião em que passamos dos 24 cromossomas dos primatas para os atuais 23 cromossomas dos humanos ?
Uma vez que as religiões não lograram esse aprimoramento ético, fala-se hoje, nos círculos ligados à Nova Era, na alteração no DNA que encerraria esse desastroso período de desvairado e pernicioso comportamento humano.
Só nos resta cumprir cada um a sua parte em prol do próprio aprimoramento e de uma mutação espiritual que supere os condicionamentos da nossa natureza genética, rumo à marcha eterna, aqui ou em outro orbe.