ELIANE HAAS

ELIANE HAAS

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

INTOLERÂNCIA versus ERA DE AQUÁRIO

Os Mestres Ascensionados que atuam na Grande Loja Branca foram, pela primeira vez, apresentados ao grande público por Helena Blavatsky. Algumas décadas mais tarde, com a popularização da Era de Aquário e sua característica eclética, os Mestres passaram a ser citados – e até “canalizados”- em profusão, divulgados por uma espécie de doutrina. Em seguida foram acrescentadas as contrapartes femininas – companheiras das quais nunca se ouviu falar na Teosofia. Se Divindades masculinas, costumam ter uma shakti (seu aspecto feminino), jamais se ouviu falar que Mestres Ascencionados(as) tivessem companheiros(as) ou atuassem acompanhados(as) de “almas gêmeas”.

O Mestre Saint Germain, avatar responsável pela Era de Aquário, caracteriza-se pela introdução de um espírito eclético que se propôs resgatar todas as práticas da espiritualidade ancestral dos povos da Terra, que foram destruídas/proibidas pela religião estabelecida, justamente por ser um paladino da Liberdade. A começar pela Liberdade individual.
Uma vez que inúmeros Mestres já instruiram e forneceram à humanidade ensinamentos sobre como melhor proceder, chegou finalmente o tempo de se comprovar a assimilação do aprendizado. Não mais associado a culpa, castigo e uma hipotética redenção, mas através do entendimento profundo da Lei Cármica de Causa e Efeito. Responsabilidade sobre as atitudes e suas consequências.
Considera-se como "resgatável" - o que significa, capaz de se alçar a um patamar superior - 10% da humanidade encarnada.
Essa parcela, ou seja, milhões de pessoas, são aqueles que se destacam do "rebanho" massa indiscriminada , com maturidade espiritual suficiente para realizar seu processo de individuação, discernindo, optando e dispensando "guias" que lhe tolham a Liberdade. Esses estarão aptos a realmente vivenciar a mentalidade da Era de Aquário.
Subentende-se que a Era de Aquário seja a Era do exercício do livre-arbítrio pleno conferido pelo Supremo Poder Universal ao ser humano e que, conforme atesta a História, foi tão usurpado e desrespeitado durante a perseguição ao diferente, que imperou no mundo “civilizado”, sobretudo nos últimos dois mil anos.
Por isso, é motivo de grande estranhamento que pessoas que se declaram identificadas e se consideram inseridas no Projeto da Nova Era não demonstrem o mais básico comprometimento com a Liberdade do seu companheiro de jornada espiritual. 
Líderes de movimentos espirituais que floresceram e, graças a esse espírito libertário - que é a marca  do Mestre Saint  Germain - conseguiram sobreviver, pretendem exercer domínio completo sobre o direito de ir e vir das criaturas que optaram por lhes ser associadas - não subjugadas.
Patrulhar, aplicar sanções e determinar o que é bom e o que é  mau, proibindo pessoas de freqüentarem e vivenciarem as experiências espirituais que bem entenderem é atitude típica do obscurantismo intolerante e repressor da Era de Peixes. Cheira a Santa Inquisição.
É preferível que as pessoas, se não pretendem ampliar seus horizontes, se atenham àquilo que realmente sabem, ao conhecimento que de fato dominam, ao invés de pretenderem aderir a modismos com os quais não se identificam. Saint Germain e Era de Aquário nada têm a ver com proibições, autoritarismo, exclusivismo e disputas de poder.
Seria, portanto, mais coerente manter-se na velha e boa linha do rígido dogma do certo/errado, onde o "pecado" é punido e a virtude não teme o erro, se seguir ancorada na "cartilha da doutrina"...e, por favor, esquecer o nome do Mestre Saint Germain e sua Era de Aquário.

sábado, 12 de novembro de 2011

SINCRETISMOS E O CULTO YORUBÁ

De acordo com os odus Osa Meji e Osetura (v. artigo Orunmila em 10/07/10) o poder especial simbolizado pelo pássaro - conferido à mulher por Olodumare ( Supremo Arquiteto Universal) - encerra obrigação moral de respeito ao feminino, como princípio essencial na estrutura e funcionamento do mundo.
Ao contrário das religiões posteriores, de cunho ético (Judaismo, Cristianismo e Islamismo), onde a figura feminina é excluída do processo criador, o culto Yorubá reconhece o elemento feminino como indispensável na manifestação física do Universo.
Isso é reafirmado através do mito no qual o devido respeito e reverencia é reivindicado por Oxun junto à Divindade Suprema e, à partir daí, as divindades masculinas são obrigadas a incluir o feminino em todos os processos de criação e manutenção do nosso planeta.
Então, não se trata aqui de um feminino importado para suprir alguma lacuna, na figura de alguma mulher encarnada na Terra. O Catolicismo, por exemplo, veio a resgatar de um quase anonimato a mãe de Jesus no Concílio de Éfeso, em 431, proclamando-a “mãe de Deus” – medida que os protestantes não aceitaram e continuam adotando uma concepção religiosa exclusivamente masculina.
Ao contrário de personagens femininas mártires assexuadas, no culto Yorubá venera-se o feminino gerador da Vida, ligado à Mãe-Terra, extensão de Gaia, o corpo que nos gerou, nutre e um dia acolherá nosso descarte físico.
Assim, o reconhecimento básico da autoridade feminina passa a se estender também à mulher no âmbito humano. No culto Yorubá, como na totalidade dos cultos “pagãos” – pré-patriarcais – o feminino está personificado nas grandes sacerdotisas.
Em Osa Meji está especificado que “os homens nada realizam de substancial sem a participação das mulheres”.
HUMANIZAÇÃO DO DIVINO
Quanto aos mitos (itans), que são a espinha dorsal do conhecimento e culto Yorubá, parece que seu simbolismo não tem sido bem assimilado pela sociedade que os importou, insistindo em personificar / humanizar energias arquetípicas.
À exemplo do que ocorria na mitologia grega – para citar apenas a mais popular – os atos amorais, impuros, incestuosos e violentos passaram a ser atribuídos, de forma degradante, àqueles a quem cultuamos como energias inteligentes criadoras e mantenedoras da Vida, que velam pela nossa trajetória na Terra. Sempre auto-referentes, não conseguiram, ou não quiseram, entender que se tratam de padrões-espelhos das nossas próprias fraquezas.
Com isso, passaram a sincretizar os Orixás (v. artigo Orixá 11/06/10) com seres humanos canonizados e cultuados pela igreja católica. O ápice da total incompreensão culminou na associação de Exu ao “demônio” – personagem importado de uma teologia opressora que o inventou com a finalidade de instilar o medo, pois inexiste na mentalidade Yorubá.
Houve um esvaziamento do Poder dos Orixás, deturpando-lhes a forma de culto, como se houvesse alguma possibilidade concreta de se manipular essas forças à maneira dos santos católicos, mediante rezas, pedidos e promessas.
Através do sincretismo, o nome dos Orixás se popularizou de boca em boca que sequer sabem do que estão falando.
O CULTO E INTERFERÊNCIA DOS ORIXÁS
Em primeiro lugar, qualquer trato com, ou manipulação que se pretenda das energias conhecidas como Orixás, depende dos oráculos sagrados. Esses oráculos não se baseiam na intuição mediúnica auto-proclamada, mas em conexão legitimada e estabelecida com essas Forças, mediante rituais específicos e tradicionais, onde não cabe improvisação. Só eles determinam se é cabível e há possibilidade de sucesso no empreendimento.
Isto porque tudo depende de uma permissão cármica. De nada adianta alcançar uma dádiva que não nos cabe por direito e pela qual, mais cedo ou mais tarde, teremos que responder e compensar, já que usurpada a nosso favor.
A própria idéia de se pretender a atenção e a intervenção de um ser superior como espécie de pistolão que nos satisfaça os desejos, é pueril e estranha à mentalidade Yorubá.
Quando consultada, a interferência dos Orixás só se dá dentro da tradição que os trouxe à Terra, ou seja, através de oferendas, sacrifícios e rezas / encantamentos. O resto são crendices e emprego da força mental – que também pode ser capaz de operar milagres...mas não é Orixá.
O BEM E O MAL
No culto Yorubá, Bem e Mal coexistem como faces de uma única moeda, pois sustentam toda a Manifestação Universal. Sem a escuridão, a Luz não seria percebida.
A belíssima imagem de um Cosmos absolutamente negro onde pontilham luzes estelares que provém da Luz maior é um exemplo desta realidade.
O Mal é relativo e os seres humanos procuram aprender com ele e superá-lo na Roda de Encarnações, rumo a sua evolução.
No entanto, um ser maléfico que rivalize e desafie o Poder da Divindade Suprema, Olodumare, é inconcebível no culto Yorubá.
Imaginar que pessoas que se pretendem espiritualizadas assim pensem, é motivo de grande estranhamento, pois para nós, nada / ninguém se oporia à Vontade Divina, já que o Supremo é Absoluto.

domingo, 25 de setembro de 2011

PROFECIAS & ASCENSÃO PLANETÁRIA

Diante da divulgação de inúmeras profecias apocalípticas e as evidentes transformações geológicas e ecológicas que vem ocorrendo no nosso planeta, seguidamente nos chegam questionamentos sobre o que teríamos a dizer sobre este momento de transição e o nosso futuro. Muitos interpretam esses sinais como uma catástrofe global e até possível extinção da civilização na Terra.

Gaia realmente está destinada a galgar um patamar superior na sua evolução e Toda Ascensão requer transformação.
Aproximadamente 10% da humanidade, ( ou seja, cerca de 6,7 bilhões de seres humanos encarnados ) está – consciente ou inconscientemente - comprometida com esse Projeto de Ascensão Planetária. Muitos já estão aqui para organizar e administrar uma Nova Consciência rumo ao patamar acima da terceira dimensão. Alguns com a tarefa de guiar e auxiliar nas calamidades e posteriormente reconstruir sobre as catástrofes que se sucedem. Alguns ocuparão posições de proeminente liderança, enquanto outros exercerão tarefas humildes, mas não menos importantes na missão de semear e expandir a Luz no nosso planeta. Certo é que todos serão faróis de sabedoria e lucidez, sem fanatismo dogmático, sempre influenciando através do exemplo de vida e do comportamento equilibrado, solidário e firme.
Embora, superficialmente, a situação política, econômica, ecológica e social pareça totalmente entregue as forças involutivas, um novo paradigma de união já germina sob a carcaça do que, inevitavelmente, vai desabar.
Brota um mundo acima da freqüência tridimensional que moldou o medo da finitude e a ganância selvagem. Um mundo construído por uma humanidade iqualitária, idealista e solidária. Amorosa ?, muito se fala em amor mas poucos sabem do que se trata. Este seria um tema para outra ocasião. O tão exaltado amor vem gerando mal entendidos capazes de provocar crimes, violência e guerras nos últimos 2000 anos em que tanto dele se falou.

O acréscimo no número de ciclones, raios, terremotos, furacões e tempestades, não se trata de “castigo” divino – como alguns simploriamente interpretam. A magnitude dos desígnios Divinos no âmbito cósmico está bem além dos nossos destinos individuais.

Cada um desses fenômenos – sob o nosso ponto de vista, catástrofe - tem a ver simplesmente com as mudanças no corpo de Gaia e são instrumentos da sua Ascensão. Tem a ver com a distribuição de energia e com o mecanismo de aquecimento global.

A emissão de gases poluentes produzindo o efeito estufa, de fato acelera o aquecimento, mas este, na verdade, ocorreria invariavelmente, pois faz parte do Projeto de Ascensão da Terra.

Sua causa provem do interior do planeta e é decorrente do aumento da velocidade de rotação do seu eixo interior.

A rotação da Terra está mais acelerada. Isso está provocando um atrito intenso entre o manto, a crosta e as camadas de magma do seu interior, elevando a temperatura do ferro que compõe o eixo central. A pressão da sua massa é que produz o aquecimento de toda a superfície, alterando as águas e nos ares, assim como o movimento das placas tectônicas.

Esse atrito é que está provocando o aquecimento, provocando também o derretimento das calotas polares, alterando as correntes e, por conseguinte, a atmosfera. Como parte do processo de Transição do planeta, é óbvio que nada poderia evitá-lo ou impedi-lo.

Então, com o derretimento das geleiras, o nível das águas vai subir, o número de terremotos e furacões não diminuirá e muitas alterações nos continentes acontecerão, fazendo desaparecer porções de terra e empurrando outras para a superfície. O derretimento é apenas um dos aspectos da grande complexidade desta Operação em curso, se levarmos em consideração também os códigos de freqüência e o campo magnético da estrutura cristalina do gelo das calotas.

Outros aspectos ligados a esse Projeto de Ascensão são a reversão dos pólos magnéticos e a inclinação do eixo da Terra. Cabe ressaltar que as reversões polares ocorrem no Sol, na Lua e não será a primeira vez que ocorrerá na Terra. Já a alteração na inclinação axial, atualmente de 23,8º, será provavelmente decorrente do derretimento, influindo na distribuição de peso entre as massas de água dos oceanos e da terra firme dos atuais continentes.

Embora muitos profetas, videntes e canalizadores fixem datas, como e exatamente quando, tudo isso se manifestará, ninguém sabe.

Ter a pretensão de conhecer os desígnios do Grande Mistério seria insensatez vaidosa.

Quando se profetiza a partir de um ponto específico do tempo-espaço o potencial de realização submete-se a um fluxo mutante. Por isso seria impossível fazer previsões na linha do tempo, quando tangem a esfera Cósmica.

Cabe a cada um procurar cumprir a sua parte, confiando sem medo, com tranqüilidade e entrega total, ciente de que está à serviço da Consciência Planetária e seu Projeto, ocorra ele de forma tranqüila a pouco afetar nossos destinos individuais ou atingindo proporção catastrófica global.

A forma como tudo se sucederá, dependerá do quociente de Luz e nível vibratório.

Acima de tudo, não podemos esquecer que:

- nossa importância no planeta não é mais relevante do que a de outras espécies. Não somos o centro da Criação e, muito menos, a razão de ser do planeta Terra. Nossa recente presença aqui é circunstancial na existência de um corpo celeste de mais de 4 bilhões de anos, que, aliás, já abrigou outras espécies, hoje extintas.

- e, principalmente, que nada ocorre sem planejamento e determinação das Sagradas Hierarquias Terrestre e Galáctica.

domingo, 18 de setembro de 2011

A AYAHUASCA NO CÉU DA ÁGUIA DOURADA

Segundo os ensinamentos iniciáticos das antigas tradições, nossa missão na Terra é, vivenciando a dualidade, evoluir, aprender, buscar a Luz onde toda a Vida teve origem. Passar pela experiência da encarnação em matéria buscando o conhecimento Maior, desvendando um pedacinho do Grande Mistério Cósmico onde estamos inseridos e admitindo a plena soberania do Eu Divino, que é a nossa essência.

Descobrir como o amor é a vibração de toda a Emanação Divina e o verdadeiro Conhecimento, a chave fundamental da evolução.

A beleza e a força das culturas ancestrais das Américas, vivendo em contato estreito e reverente com a consciência da Natureza, criaram Mestres Xamânicos que desenvolveram um profundo entendimento e aprenderam a trabalhar com o conhecimento das plantas, seus dons e limitações, com os Reinos das Quatro Direções e seus elementais. Assim, criaram um sistema próprio de evolução espiritual e suas civilizações passaram pelas fases naturais do desenvolvimento, apogeu e declínio, desintegradas pelos colonizadores europeus.

Como as línguas nativas não possuíam escrita, o conhecimento baseava-se na oralidade.

À medida em que as etnias iam sendo dizimadas ou conquistadas por meio da guerra, eram forçadas a assimilar os costumes e dogmas coloniais europeus. A maior parte do saber ancestral foi diluído ou sincretizado, uma vez que os remanescentes foram obrigados a adotar a doutrina cristã e acabaram finalmente absorvidos pela cultura industrial.

Uma nova mentalidade foi implantada. Uma mentalidade que trouxe benefícios tecnológicos, mas embotou a sensibilidade, a intuição e a espiritualidade.

No presente momento de despertar da Terra e resgate dos legados ancestrais em todo o planeta, (res)-surge um Neo Xamanismo, destinado a restaurar esses elementos perdidos de sabedoria e conhecimento.

Hoje, num contexto diferente, chegamos a um ponto onde essa ancestralidade valorosa pode ser honrada – por quem assim o desejar e estiver em sintonia com esse chamado – pois alguns dos Guardiões desta Medicina Sagrada caminham novamente pela superfície do planeta, encarnados nas mais diversas nações.

Na contramão das doutrinas religiosas formais, é um presente da Mãe Natureza, oferecendo a chave para a jornada Interior do auto-conhecimento e do êxtase, em conexão direta com o Divino, rumo à ascensão.

Seguindo esta linha, a finalidade das Jornadas no Céu da Águia Dourada com a Planta de Poder Ayahuasca, é romper filtros criados pelo inconsciente, tornando consciente, através de trabalho sistemático, grande parte dos nossos conflitos e aspectos reprimidos no decorrer desta ou de encarnações anteriores.

As chamadas Plantas Mestras são capazes de acelerar vivências e expandir nosso foco de consciência, tornando possível vislumbrar nossa Verdade mais íntima através de lentes multidimensionais. Esse acesso é possível quando as direcionamos no propósito de aquietar a mente consciente e iluminar as sombras corrosivas do que guardamos bem escondido no nosso íntimo - e nos recusamos a admitir ou enxergar.

Na conexão com o Divino não adotamos crenças dogmáticas, pois estamos convictos de que sectarismos maniqueístas fazem parte de um paradigma obsoleto que causou muitas dores à humanidade. Para esta mentalidade não haverá lugar dentro da espiritualidade universalista e cósmica da Nova Era.

No entanto, não há como ignorar no Céu da Águia Dourada a presença evidente e efetiva da egrégora que nos sustenta e ilumina, ligada à Hierarquia Dévica. Ela é encabeçada pelas primeiras energias inteligentes que comandam a Natureza do nosso Planeta, desde muito antes dele abrigar seres humanos. Essas energias, conhecidas e cultuadas em várias culturas no decorrer dos nossos quase 300 000 anos, foram, na era atual, identificadas pela cultura africana yorubá e denominadas “Orixás”.

O trabalho com a Ayahuasca, conforme o concebemos, é o processo mais eficiente para quem busca, através do Divino dentro de si, o acesso aos mundos interiores e também às dimensões mais elevadas do que os limites tridimensionais da nossa atual existência.

No entanto, cabe a ressalva de que o uso das Plantas Sagradas - como todas as medicinas na infinita diversidade do nosso Planeta - não é adequado a todas as pessoas, dependendo de uma afinidade física, psíquica e espiritual.

É um caminho para corajosos e responsáveis que se empenham em emprestar um sentido maior as suas existências, através do aprimoramento individual em termos de aprendizado e evolução, para ter uma missão cumprida a apresentar quando seu tempo aqui na Escola Terra se “esgotar”.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ALIMENTAÇÃO VIVA - controvérsias

Uma das mais populares tendências junto aqueles que pretendem uma maior qualidade de alimentação é o Crudivorismo – a dieta composta exclusivamente de frutas, folhas, raízes e grãos crus, na convicção de que o fogo mata os nutrientes e que o corpo humano só estaria verdadeiramente adaptado a consumir os alimentos da forma como a natureza os fornece – assim como o fazem os animais.

Se, por um lado, a chamada “alimentação viva”, ou seja, de alimentos não-cozidos, vem conquistando cada vez mais adeptos, esta inovação vem suscitando controvérsias, inclusive do antropólogo Richard Wrangham, professor da Universidade de Harvard.
Ele sustenta que o hábito de cozinhar os alimentos remonta a 1,8 milhão de anos, época em que o homo erectus surgiu na África, e que graças justamente a esse hábito, pudemos nos tornar “humanos”. Segundo ele, no cozimento dos alimentos reside o segredo da nossa evolução.
Analisando os cardápios dos esquimós do norte do Canadá, dos kalahari africanos e dos aborígenes australianos, concluiu que não há registros de povos que tenham uma dieta inteiramente crua. O cozimento da refeição esquimó do final do dia foi objeto de estudo na Universidade de Oxford e a conclusão foi que viver de uma dieta inteiramente crua resultaria na perda de peso e deficiência crônica de energia.
Alimentos cozidos são digeridos mais facilmente , já que o organismo gasta menos energia para quebrar suas moléculas. Estudos sobre o amido cozido presente na aveia, no trigo, nas batatas e no pão, revelaram que 95% dele é digerido pelo corpo humano, enquanto que no cru a taxa cai pela metade.
Pesquisas do Dr. Wrangham junto a grupos crudívoros demonstraram que a proporção de alimentos crus diminui o índice de massa (relação entre peso e altura de uma pessoa), indicando talvez que os alimentos crus não proporcionem a quantidade suficiente de calorias para manter um corpo saudável.
Um estudo realizado com 513 pessoas, na Alemanha, comprovou que, além de perderem em média 10 kg quando passavam da dieta cozida para a crua, quase um terço das pessoas apresentava deficiência crônica de energia. 50% das mulheres pararam de menstruar e os homens apresentaram disfunções sexuais – o que, se não alterar objetivos pessoais, pode ser comprometedor para a manutenção da própria espécie humana.
Segundo o mito grego, o fogo nos foi concedido por Prometeus, após roubá-lo de Zeus.
Não há consenso sobre a data exata em que os humanos começaram a controlar o fogo, mas certa é a sua sacralidade atávica, em todas as civilizações da Terra, quando guardiões cuidavam para que não se extinguisse.
Presente dos deuses ou não, significou a maior conquista da humanidade, passo decisivo na nossa sobrevivência e evolução. Graças a ele os primeiros hominídeos puderam se defender de predadores e manter o calor necessário para a preservação da vida, além de forjar instrumentos para extensão da mão, que permitiram o desenvolvimento da agricultura e possibilitaram todo o avanço tecnológico que nos preservou a vida e nos transformou no que somos: criadores e destruidores.
O cozimento dos alimentos por parte dos nossos ancestrais, alem de conservá-los por mais tempo ( numa situação difícil e incerta, em que a comida não se encontrava à disposição nos supermercados ) também matava parasitas e outras bactérias que poderiam ser nocivas. Vale ressaltar também que sem a fervura da água, certamente não teríamos sobrevivido.
O cozimento tornou a digestão mais fácil, diminuindo também o tamanho dos maxilares, estômagos e intestinos.
Além disso, tudo indica que o cozimento estaria diretamente ligado ao desenvolvimento do neocórtex próprio do homo sapiens sapiens. Segundo Wrangham, a alimentação cozida produziu crescimento na caixa craniana dos habilinos (um tipo de símio) e esse fator teria também levado ao aparecimento do homo erectus – nosso antecessor -, com o aumento do cérebro em cerca de 40%. Devido a dieta cozida, o cérebro teria crescido de 870 cm³ até a caixa craniana atual, de aproximadamente 1 400 cm³.
Então, a arte, a filosofia e toda a contribuição científica e tecnológica que nos tornaram o que somos, só foram possíveis devido a esse crescimento de massa cerebral, decorrente da dieta cozida.
A questão está lançada e o debate está aberto.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

Religião não conduz, necessariamente, à Espiritualidade e, para se vivenciar a Espiritualidade, não é necessário seguir alguma religião formal.

Independente das civilizações que a Terra possa ter hospedado, mas ainda não são admitidas pela arqueologia oficial, fato concreto é que, há pelo menos 80.000 anos – conforme atestam pinturas rupestres e rituais de sepultamento - podemos assegurar que o homo sapiens prestava reverência ao Sagrado, na forma de Poder criativo/destruidor de uma Inteligência Superior.
A forma de acessar e cultuar esse Poder apresenta, nas sociedades arcaicas, uma uniformidade surpreendente, se considerarmos a total falta de comunicação entre os continentes. Teorias que tentam comprovar, num mundo sem tecnologia e ciência, peregrinações à pé através dos continentes ou viagens oceânicas, são, no mínimo, uma tentativa de forçar alguma outra “ explicação plausível ” para o óbvio, que seria um Governo Central que aqui nos colocou e ensinou os rudimentos que tornaram viável a nossa sobrevivência no contexto de uma natureza inóspita e ameaçadora.
Todas as mitologias apontam para Seres Divinos que aqui “ desceram” e nos instruíram também como cultuar e manipular as energias que nos re-ligam ao Princípio Criador e , por fim , nos abandonaram à própria responsabilidade para que, mais maduros, exercêssemos o livre-arbítrio. Na literatura de Ifá há o relato de que Orunmila – Aquele que, como testemunha da Criação/Emanação (big bang), tudo sabe - após instruir os humanos, ausentou-se, deixando, no entanto, o oráculo como instrumento de aconselhamento.
Então, podemos registrar dezenas de milênios de rituais semelhantes em todos os continentes, onde a forma de se manipular as energias Divinas da Natureza – reconhecidas como “ deuses” (ou, no nosso caso, Orixás) – obedece a um padrão único, encontrando apenas diferenças e variáveis culturais. Este foi o ambiente onde imperavam a magia e o êxtase da Espiritualidade maior.
Com o passar dos tempos, diante do crescimento demográfico e, certamente, devido a uma necessidade de controle de massas e do desenvolvimento da tecnologia, a prática espiritual nos últimos milênios foi assumindo um cunho estritamente moral, adotando “cartilhas de comportamento” dogmáticas e padronizadas que eximiam as pessoas do exercício do seu livre-arbítrio pleno, fazendo com que apenas executassem as ordens, sob pena de castigo. O “pecado” substituiu o livre-arbítrio com suas conseqüências - uma espécie de camisa de força que, de um modo geral, descaracterizava completamente a simbiose com o Divino dentro de cada um. Os fiéis - sob pena de se tornaram excluídos da sociedade – passaram a cumprir uma espécie de contrato de adesão, remunerando seus sacerdotes (sempre masculinos) como legítimos intermediários entre o Divino e sua Emanação, e podendo mediante comportamento adequado ao cabresto das doutrinas, receber, ao final da vida, a recompensa ou o castigo eternos.
Esta foi a forma de religião que norteou os últimos milênios, principalmente no ocidente. Pela primeira vez, viu-se na Terra uns impondo aos outros - à força - suas convicções a cerca da sua comunicação – que deveria ser íntima e sagrada - com o Divino. Sob o nome de “religião” legitimaram-se incontáveis guerras e massacres.
A comunicação com o Divino passou a ser padronizada e quem não se adequou, perdeu o direito de existir. Sob a autoridade auto-conferida de um pseudo “certo ou errado” , foram dizimadas todas as etnias das Américas. Cabe ressaltar que eram civilizações onde o profano e o sagrado se interligavam profundamente, pois uma coisa não deveria se dissociar da outra.
Diante desse desrespeito ao próximo, das violências, intolerâncias, ganância e péssimos exemplos de comportamento, as instituições religiosas passaram a ser muito mal vistas e repudiadas, pelo menos, pelas pessoas que valorizavam o respeito próprio/mútuo e cultivavam no interior do seu Ser um resquício de vínculo com a Divindade Suprema que permeia todo o Universo. Essas pessoas, pelo seu inconformismo libertário diante de interesses corporativos estranhos ao genuíno acesso ao Sagrado, buscaram as fontes originais da Espiritualidade arcaica, que mesmo relegadas à clandestinidade, nunca desapareceram.
Outros, menos sensibilizados pela Espiritualidade maior, optaram pela via do ateísmo, confundindo o Divino com as tiranias e selvagerias das religiões estabelecidas, não querendo, tampouco, compactuar ou se submeter à mediocridade retrógrada das suas doutrinas.
Com o advento de uma Nova Era que se avizinha, estando uma pequena parte da humanidade pronta e sedenta de se libertar de doutrinas falidas que “ educaram” uma humanidade covarde, corrupta, gananciosa e auto-destrutiva, restabelecendo seus vínculos com a Espiritualidade Maior, presenciamos o reflorescer das inúmeras práticas iniciáticas das culturas arcaicas, tidas como primitivas e inferiores. Aquelas que nos foram legadas pelos instrutores primeiros, conhecidos como “povos das estrelas”, construtores das pirâmides e detentores de conhecimentos registrados no nosso inconsciente coletivo através dos mitos.
Vários elementos das práticas xamânicas das culturas africanas e ameríndias, sua concepção ecológica na veneração pela Natureza do nosso planeta e magia dos seus elementos, práticas de meditação e inteiração com as Plantas Mestras vem sendo despertadas e reabilitadas.
Chegamos, finalmente, ao ponto em que as pessoas sedentas de uma direta conexão com o Divino ( também ) dentro de si, passam a se conscientizar da diferença entre Religião e Espiritualidade.
Enquanto as religiões “conduzem” uma esmagadora maioria adormecida e incapaz de questionar, mediante regras e proibições ameaçadoras - que instigam a culpa, a repressão e a falsidade, - seguem dogmas e preceitos de supostos “livros sagrados”, incompatíveis com a atual realidade social e psíquica, - baseiam-se na crença cega em um deus antropomórfico e externo a nós, que nos vigia, favorece, pune, “ama” – e desagrega - conforme o grau de obediência, sustentando promessas para depois da morte.
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Quem atingiu maior grau de sensibilidade e maturidade espirituais, desperta para um patamar mais conectado com o Sagrado, entendendo que as religiões massificadas dificilmente conseguem resgatar aquele elo perdido do acesso ao Divino dentro de nós mesmos. O Divino que não está nas doutrinas e dogmas dos livros, mas na própria Natureza Cósmica.

Então, busca o êxtase do Sagrado que nos faz, não crente em, mas consciente absoluto de Deus, na transcendência atemporal da nossa Voz Interior - que é o nosso Eu Divino - e em profunda intimidade e conexão com a Emanação Universal.
Não “amamos” a Deus porque alguém nos ordenou, dizendo que ele é “bom e pai”, mas porque sentimos a transcendência da Sua absoluta magnitude - na pele, na mente, no Todo.
Assim, livres e soltos no Universo, vamos prosseguindo na nossa jornada eterna, totalmente conscientes e responsáveis, procurando aprender com nossos erros e nos tornando seres mais íntegros, corajosos e, principalmente, vivendo em Paz no aqui e agora.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O QUE VEM A SER IFÁ


Em decorrência das repetidas perguntas que me chegam à respeito da tão popular e distorcida religião dos Orixás, venho introduzir o assunto, discorrendo sobre Ifá, que é a fonte de todo conhecimento e procedimentos sobre como cultuar e utilizar em nosso benefício, essas energias da Natureza.



O sagrado corpo literário de Ifá coloca a seguinte questão: - como saber se estamos cumprindo satisfatòriamente a missão do nosso destino ? Segundo os velhos sábios, quando nossa vida se preenche com paz e harmonia. Isso não significa que o sofrimento e a dor sejam abolidos - pois são inerentes à encarnação na Terra - mas quando se consegue obter equilíbrio interior, dentro do aprendizado que a vida traz. Citando mais literalmente: “se comermos apenas coisas doces, evitando as amargas, todo alimento perderá o seu sabor”.
Ifá é um sistema oracular voltado para a cura, transformação interior e crescimento espiritual. Quando nos deparamos com um problema, o oráculo é consultado e o caminho prescrito será associado à possível solução.



A finalidade da consulta ao aconselhamento oracular é elucidar e solucionar conflitos, evitando comportamentos ou atitudes ( auto-) destrutivas. É um instrumento destinado a buscar solucionar impasses e não um recurso adivinhatório. Ifá não prediz eventos , mas explica as conseqüências que certamente poderão advir de determinadas atitudes.
Se houvesse algum benefício em operar milagres e predizer fatos, a pessoa se tornaria dependente do oráculo e não aprenderia a por em prática a solução das suas questões, exercer o seu livre arbítrio e, por conseguinte, evoluir segundo o seu próprio mérito.
Ifá não instrui sobre como conseguir o que se deseja, mas como obter o que se necessita – naquele momento, naquela circunstância. Sempre que, apesar do aconselhamento, insistimos obstinadamente num determinado querer, perdemos uma oportunidade de aprendizado e auto-transformação. Se gastamos tempo querendo ter o que achamos que nos caberia por direito, perdemos a chance de descobrir o que realmente nos seria útil. Uma vez resolvidos os conflitos internos, abre-se naturalmente espaço para que se manifeste a positividade que nos é destinada, em todos os níveis.
A resistência à mudança é a fonte daquilo que Ifá denomina elenini – ou seja, formas-pensamento gerados e alimentadas pela própria psiquê, que atuam contra nós, criando subterfúgios para não realizarmos aquilo que sabemos ser o mais adequado para o nosso sucesso. Elas são identificadas pela teologia cristã como “demônios”, colocados fora da esfera psíquica como entidades independentes que, com vida própria, comprazem-se em prejudicar as nossas boas intenções. Este recurso do “bode-expiatório” acaba resultando num entrave para o amadurecimento psíquico e evolução espiritual, pois todo fracasso é creditado a “outrem”, impedindo assim que se assumam responsabilidades. São uma fonte de desculpas e justificativas para todos os nossos fracassos.
É preciso ter em mente que, nos casos em que eventualmente ocorrem influências negativas externas, nós mesmos é que criamos condições de afinidade para que isso ocorresse. Ifá não se baseia em dogma, mas numa forma de encarar o Universo através de uma única permanência : movimento e constante mudança. Ao invés de propagar uma doutrina, renova-se a cada instante, lançando o desafio da auto-descoberta.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O ENIGMA DOS CRÂNIOS DE CRISTAL

Na década de 20 do séc. XX, Mitchell Hedges e sua filha adotiva Anna realizavam uma expedição nas então Honduras Britânicas, atual Belize, quando encontraram evidencias de uma antiga cidade perdida. Denominaram a área como “Lubaatum”, que significa “Cidade das Pedras Caídas” no idioma Maia. Anna teria avistado um material brilhante entre uma escavação e convenceu seu pai a dar continuidade aos trabalhos, mesmo descrendo da possibilidade de se encontrar algo importante no local.
Tratava-se da parte de um crânio esculpido em cristal de quartzo. A mandíbula só veio a ser encontrada cerca de três meses depois à sete metros do local inicial. Ele mede 13,18 cm de altura, 12,38 de largura e 20 cm de comprimento com 5,13 kg de peso. Denominou “Skull of Doom” ou “Crânio do Juízo Final”.
Em 1970 o restaurador de obras de arte Dorland examinou o crânio denominado Mitchell-Hedges e declarou que este seria uma réplica quase em tamanho natural de uma mulher jovem de 21 a 29 anos.
Examinado nos laboratórios da Hewlett-Packard em Santa Clara / Ca., por D. Trull, obteve-se o fator de dureza do material que é de 7 Mhos e gravidade específica de 2,65. Para termos idéia, um canivete não consegue produzir sequer um arranhão. D. Trull da Hewlett-Packard finaliza declarando que não teria condições de realizar um trabalho semelhante. Segundo a equipe da HP sobre o 'Skull of Doom' :
"Os testes revelaram que ele possui um elaborado sistema interior de prismas e lentes que permite refratar e refletir a luz projetada sobre o Crânio de Cristal de maneiras específicas. Esses sistemas de lentes pressupõe uma competência técnica atingida apenas recentemente ( é importante ressaltar que esse Crânio foi encontrado em 1924 , quando não existiam computadores , nem se conhecia o laser ). Depois de lançar um foco de luz forte diretamente sobre o crânio, e enquanto ele era banhado em uma solução de álcool benzílico, descobriu-se que quem o tenha esculpido ou manufaturado o crânio, ao fazê-lo havia desconsiderado o eixo natural do próprio cristal. Teoricamente, o cristal deveria ter se despedaçado. Outro detalhe embaraçoso é o de que não importando a que temperatura ele fosse submetido pelos pesquisadores, o Crânio de Mitchell – Hedges permanecia sempre a 21,11 graus celsius."
Todas essas conclusões foram surpreendentes e outro fenômeno associado aos Crânios de Cristal seria sua capacidade de projetar imagens holográficas em seu interior.
Teria sido esculpido contra o eixo natural do cristal, ou seja, de maneira "incorreta". Quem trabalha com cristais atualmente, sabe e baseia-se no eixo para a sua confecção, porque se esculpido contra a granulação, o material se quebra - mesmo com o uso do laser ou qualquer material de corte. Exames microscópicos não detectaram qualquer arranhão no material, evidenciando que não houve uso de instrumentos metálicos para o corte.
Os arcos zigomáticos (o arco ósseo que se estende ao longo dos lados e parte frontal do crânio) são precisamente separados da peça do crânio e agem como tubos de luz, usando princípios similares aos da óptica moderna, à fim de canalizar luz da base do crânio para os orifícios oculares. Estes, por sua vez, são pequenas lentes côncavas que também transferem luz de uma fonte abaixo, para a parte superior do crânio.
No interior do crânio há um prisma e minúsculos túneis de luz, pelos quais os objetos que são colocados abaixo do crânio são ampliados e aumentam o brilho. Eles teriam sido utilizados pelos Astecas e Maias em rituais e cerimônias religiosas.
Exames realizados no material atestam que não foram elaborados nos tempos contemporâneos. Alguns exemplares são feitos de puro cristal de quartzo transparente, outros de ametista, quartzo rosa e quartzo escuro, compostos de tamanhos diferentes, variando desde uma polegada até próximo ao tamanho natural.
O emprego do quartzo como material para sua confecção evidencia finalidade específica além da meramente estética, quando poderiam ser utilizados materiais de mais simples manuseio.
O quartzo é um material que possui propriedades físicas de catalizar e serem autoperceptivos. Atualmente, o mesmo tipo de quartzo empregado é usado em aparelhos eletrônicos de vídeo, áudio e informática em geral, devido a sua capacidade de amplificação e ressonância. Ainda temos como propriedade natural o efeito piezo-elétrico que amplifica, transforma, concentra e transfere energia, substituindo o ímã em instrumentos sonoros, como os tweeters.
Se a sua lapidação fosse feita por diamantes, resultaria numa tarefa exaustiva que demandaria inúmeras pessoas em horas de trabalho que abrangeriam séculos para que cada peça fosse finalizada, devido à dureza do material.
Diante destas evidências, não resta dúvida sobre a procedência alienígena da tecnologia que confeccionou as peças.