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domingo, 5 de fevereiro de 2012

CRER OU NÃO CRER EM DEUS

Quase sempre que essa questão é discutida, procura-se respaldo na opinião de cientistas de renome. Talvez porque, na sua ingenuidade, acreditem que eles, no seu âmbito de pesquisa macro ou microcósmica, possam constatar a 'presença de Deus' deixada no interior de alguma partícula ou topar com Êle vagando pelo espaço sideral.
No entanto, na grande maioria das vezes, acabam decepcionados com uma negativa, por parte deles, da crença em "Deus". Não que os cientistas não possam estar próximos de uma compreensão sobre a Suprema e Absoluta Mente Universal. Há, porém, um fôsso intransponível, uma discrepância conceitual que leva a uma barreira de pontos de vista divergentes.
Einstein foi um dos cientistas mais questionados sobre o assunto. Tanto no seu livro Mein Wetbild - Wie Ich die Welt sehe (Como vejo o mundo) publicado em 1953, como em declarações verbais fez declarações que bem elucidam essa discrepância :

“Todos os que se destacaram na espiritualidade de todos os tempos distinguiram-se através desta reverência perante o Cosmos. Sem dogmas ou um Deus concebido à imagem do homem, trata-se de uma re-ligação cósmica. Podemos notar que muitos ditos ateus de todas as épocas da história humana nutriam-se com esta forma superior de “religião”. Contudo, seus contemporâneos muitas vezes os tinham por suspeitos de ateísmo.” Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pelo destino e pelas ações dos homens".

Rabinos protestaram e até o cardeal O`Connel, de Boston, advertiu que:
"a Teoria da Relatividade encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação".

Einstein retrucou :
"Não consigo conceber um Deus pessoal que influa diretamente sobre as ações dos indivíduos, ou que julgue diretamente criaturas por Ele criadas. Minha religiosidade consiste em uma humilde admiração pelo espírito infinitamente superior que se revela no pouco que nós, com nossa fraca e transitória compreensão, podemos entender da realidade. A moral é da maior importância - para nós - porém, não para Deus".
O molde judaico-cristão que vem norteando a religiosidade formal da civilização ocidental entende Deus como um Ser antropomórfico, habitante apartado do Universo, que governa como um déspota autoritário e se imiscui incansàvelmente nos problemas de toda a sua “criação”, vigiando, punindo e premiando a humanidade terrestre. Para alguns teístas, mesmo depois de se constatar que o nosso planeta não se situa no centro em torno do qual brilham o sol, a lua e as estrelas, este Senhor ainda parece se preocupar em ser devidamente reconhecido e honrado pela espécie humana da perférica e ínfima Terra.
Conforme o texto bíblico, trata-se de um Ser tendencioso, ciumento e vingativo que, por conta de uma desobediência jogou a humanidade no planeta Terra, entregue a um destino aleatório, onde a capacidade de resignação de alguns menos favorecidos é testada, enquanto aos “eleitos” uma fácil trajetória plena de benesses é concedida. Aliás, um planeta no qual as demais espécies lhe foram submetidas - já que “criadas” para o seu deleite - o que serviu como carta branca para uma catastrófica destruição da Natureza, conforme estamos presenciando no atual momento.
Um “deus” que, nas suas preferências, ao final de 300 000 anos da espécie no planeta, destaca um filho “dileto”, elevando-o ao patamar divino. Para os cristãos, condiciona a “redenção” de toda a humanidade posterior à simples crença e aceitação dessa sua “condição divina”. Para os judeus, ela está vinculada à chegada de um “messias” que, num passe de mágica, transformará em bem todo o mal que assola a vida na Terra.
Independente das ressalvas que nos façam os cabalistas, estamos aqui nos referindo às escrituras bíblicas – da Torah e dos Evangelhos - de domínio público, independente de interpretações esotéricas que não estejam em concordância total com o acima citado, porém inexpressivas, pois restritas ao estudo hermético de minorias.
Realmente, são pontos de vista tão fantasiosos que, não apenas cientistas estudiosos do Universo, como qualquer ser humano dotado do mínimo discernimento espiritual recusa-se a compartilhar. Neste caso, quem não aceita essa artimanha despropositada que vai contra todas as Leis Universais, prefere se apartar, acaba declarado – e até prefere declarar-se - “ateu”.
No entanto, o novo tempo de maturidade que se avizinha vem popularizar cada vez mais a concepção sempre ensinada pelas tradições espirituais arcaicas na Terra – aquelas que seguiram suas vias próprias. Que apesar de perseguidas conseguiram prosseguir alheias ao domínio das religiões formais, cultivando tradições ancestrais.
Em níveis de consciência mais sutis, concebe-se uma Mente Absoluta e Infinita como o Princípio Cósmico Universal , raiz de tudo e que tudo engloba em perfeita harmonia e equilíbrio, do qual tudo procede e, ao final do grande ciclo do Ser, tudo será absorvido. (o que agora está previsto pela astrofísica).
Trata-se de um Divino que é Vida e movimento , detectável em todos os átomos do Cosmos material, como também nas dimensões (que a Matemática já confirmou) que não conhecemos. Trata-se, não de um “criador”, mas de uma Potência Onipresente e Onisciente. O Eterno evolucionário e não-criador, que se desdobra à partir da própria essência.
A esfera sem circunferência, a Lei única que impulsiona toda a manifestação . Lei imanifestada, porque Absoluta - e que em seus períodos de manifestação é o Eterno vir a ser.

Assim considerando, fica difícil imaginar que alguém familiarizado com algumas Leis do Cosmos ou com as maravilhas do fenômeno Vida no plano terrestre, não se emocione e preste reverência a essa Inteligência Suprema que tudo harmoniza com absoluta perfeição e permeia essa imensidão infinita.

É curioso observar que, justamente os povos ancestrais, pagãos – portanto idólatras primitivos e apegados a crendices atrasadas, concebiam o Divino de forma bem menos simplória do que a religião que lhes sucedeu como unanimidade no mundo ocidental. O “Grande Mistério” reverenciado pelos índios norte-americanos coincide muito mais com essa concepção de um Infinito Poder Universal do que com a imagem antropomórfica de um “senhor” que, em meio a trilhões de galáxias, mantém vigilância permanente no cotidiano de cada ser humano aqui na Terra.

Também os yorubás, taxados de fetichistas idólatras e politeístas, concebem um Poder Supremo acima de toda a Hierarquia Divina. Tão acima que não se classifica na categoria das Divindades e não pode ser descrito nem cultuado diretamente. A Ele não se erguem templos, nem tem representação pictórica. É mencionado por vários nomes, sendo o principal OLODUMARE : OL(Oni)ODU – de extensão infinita, ou autoridade e poder supremos, MARE imutável. Conhecido também como ELEDÁ – o que existe por Si mesmo, OLORUN ALAGBARA – o Supremo Poderoso, ALAYÉ - o Eterno dispensador da Vida, ELEMI – o Sopro da Vida.

Esperemos que, com o advento da Era de Aquário, a questão “crer ou não crer em Deus” deixe, finalmente, de ser parâmetro de julgamento à respeito das pessoas na Terra. Por conta desse patrulhamento, muitos foram perseguidos e discriminados como seres de caráter duvidoso ou má índole. No entanto, maior malefício à humanidade causam os religiosos fanáticos que, no decorrer da História, vem atentando contra a vida do seu semelhante, na “defesa e em nome de Deus” (sic) – como se isso, na infinitude do Universo e dimensão tempo/espaço, tivesse a mínima relevância.

Que cada um possa, finalmente, ter o direito de descrer, ou crer, de acordo com o seu nível de consciência espiritual.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O SAGRADO FEMININO SOB A ÓTICA OGBONI-IFÁ

Os Orixás são considerados nossos genitores, uma vez que associados a elementos cósmicos ou à natureza. Dessas energias que interagem e se entrelaçam, emanam as formas materiais que abrigam a nossa existência individualizada na Terra.
O Poder Feminino foi, desde que o ser humano tomou consciência de si, associado à capacidade de criar e destruir a Vida, reverenciado como controlador das grandes energias sobrenaturais. Suas imagens, sob diversas formas, são as primeiras manifestações artísticas nos sítios arqueológicos desde o Paleolítico, sempre representando a fertilidade e primeiro contato do ser humano com o Divino.
A Terra precisa ser aguada constantemente, recebendo o “sangue branco”- a chuva - para propiciar nossa alimentação e sobrevivência. Então a MãeTerra – na cultura africana conhecida por vários nomes, sendo o mais popular atualmente, Onilé - passa a ser reconhecida como organismo vivo e cultuada como Divindade.
Ela é agba-nla , a grande cabaça doadora de Vida que precisa ser sempre ressarcida, pois o equilíbrio é mantido através de um constante sistema de compensação. Alimenta-se dos corpos mortos para que lhe seja restituída a capacidade geradora. Restituição e renascimento são a espinha dorsal dos ensinamentos de Ifá, que por sua vez sustentam a concepção yorubá das relações entre o orun (o universo espiritual) e o aiye (a manifestação material).
Então, iku (a morte) restitui à Terra o que lhe pertence, permitindo, assim, os renascimentos e, sob esse aspecto, seria simbòlicamente importante como instrumento de restituição de asé (energia vital.)
Toda restituição demanda destruição da matéria individualizada que, uma vez reabsorvida, vai nutrir a massa geradora, restauradora de asé – num ciclo contínuo que perdurará enquanto o planeta existir.
Sendo a Terra aquela que, desde os primórdios, tudo vem testemunhando e até hoje nada acontece fora da sua presença, costuma-se realizar pactos em Seu nome e a esse testemunho recorremos quando nos sentimos injustiçados.
Talvez esteja nessa necessidade imperiosa de ser constantemente ressarcida e aguada para poder procriar com abundância, a razão da ambigüidade do Poder Feminino, tão freqüentemente expressada em mitos e rituais de vida e morte. Daí a importancia da ancestralidade, que é a corrente que garantiu a continuidade da nossa existência na Terra. Os renascimentos dependem dos ancestrais e sua matéria de origem é a lama.
Logo após o Neolítico, ou seja, no início da Idade dos Metais, na transição quando o nômade caçador se estabelece como agricultor e funda os primeiros agrupamentos humanos, a Divindade Feminina responde por todos os processos da nossa existência neste planeta.
Com o estabelecimento e a posse da terra, a sociedade torna-se patriarcal /patrilinear e clãs familiares são fundados e chefiados por linhagens masculinas e as mulheres vão perdendo o seu poder. Segundo os mitos, Ogun - a tecnologia – teria arrebatado a liderança, numa disputa com todas as iyabás (Divindades femininas), com o auxílio de Elegbara, Orunmila e Sango.
Antepassados divinizados assumiram papel de divindades primordiais e houve uma redistribuição de tarefas entre os inúmeros Orixás. Aí começa a fase patriarcal na história da humanidade.
A sacralidade da Terra e tudo o que nela vive, é o ponto de partida da concepção yorubá do mundo.
Mesmo conscientes da existência de um Poder Universal Absoluto (Olodumare) que rege todas as galáxias no céu e as próprias Divindades na Terra (Orixás), essas energias da natureza que nos tocam e influenciam o nosso cotidiano é que são cultuadas. É a elas que se recorre nos momentos de aflição e se reverencia nas ocasiões de júbilo.
As Divindades femininas do panteão yorubá , as iyabás (Ayaba/Aya-oba – rainha) possuem os mesmos atributos das Deusas nas demais civilizações arcaicas, pois as diferenças são apenas culturais, uma vez que os arquétipos – pertencendo ao inconsciente coletivo da espécie humana - são os mesmos.
Nanã é a mãe ancestral, importada das terras do Daomé. É a mulher sábia, a anciã que atingindo a menopausa, já não verte sangue. Por isso retém em si o poder da procriação. Como associada à lama e às águas contidas na terra, liga-se ao processo de fertilidade da terra. Simboliza a maternidade arcaica indiferençada, pois é a mãe de todos os seres, à partir dos moluscos dos pântanos. São seus filhos os mortos e os ancestrais.
Já Yemanjá surge como Mãe do homo sapiens. Como “Mãe dos filhos-peixe” (Iya-omo-ejá), simboliza a vida que veio do mar e também daqueles que saíram do líquido amniótico. É uma divindade do rio que emigra para o mar (domínio de Olokun, que fica então relegado às regiões abissais.
O fascínio de Yemanjá – sob diversos nomes - abrange todas as civilizações do planeta e enriquece o folclore ligado aos seres encantados do mar. Como maternidade educadora, rege a consciência e, portanto, é reverenciada como mãe de todos os seres pensantes - Mãe do homo sapiens.
Oyá é uma Divindade do rio. Seu nome significa “aquela que rasga” – no caso, o rio Niger. É o arquétipo da guerreira, plena de atributos, todos conquistados por esforço próprio, assim como da transformação. Por isso, embora Yemanjá seja a “dona” das mentes, é à Oyá que recorremos nos processos de auto-conhecimento e superação de crises.
Oyá é a própria eletricidade dos raios que transmutam as energias na atmosfera do planeta. Como Senhora dos ventos, distribui as sementes expandindo a Vida e, por outro lado, dissemina as doenças.
Como transita entre as nove dimensões da Terra, preside e está presente também no portal da morte.
Associada ao irrefreável poder animal representado pelo búfalo, carrega chifres, como todas as Divindades lunares nas diversas civilizações. Oyá é a contraparte feminina do Orixá Sango.

De Osun provem as águas, pois ela é o próprio útero da Terra. Senhora da fertilidade, dela depende a Vida no planeta. É interessante considerar que todas as águas, mesmo as dos mares e das chuvas, provem dela – e que toda a água existente na Terra, sempre foi a mesma.
Ela vem das profundezas, dos mananciais que guardam os tesouros - por isso é a dona do ouro e das pedras preciosas – e o segredo da Vida. Osun é a mãe de todos os seres porque preside o processo da gestação, que assegura a continuidade da Vida. Assim, é também a Deusa do amor e da beleza.
É a grande força oculta que opera em silêncio, para irromper na violência das cachoeiras que tudo arrasta e dissolve.
Ocultando o segredo da geração - que é o "milagre" supremo ( que até hoje a ciência reproduz, mas não cria), Osun torna-se também a Senhora da Magia.
Esse poder gerador associa todas as Deusas e, por extensão, todas as mulheres, pois elas detém autoridade decisiva de vida e morte - já que delas depende a sobrevivência das crianças - e são, no plano humano, as representantes naturais da Magia Ancestral.
Esta Magia é associada aos pássaros (símbolo da projeção astral), que em todas as culturas surgem como seres alados, imagens fundamentais da energia feminina superior no Universo.
A representação máxima deste poder são as Iyami Agba, Senhoras da noite e também das fogueiras, arquétipos da coletividade ancestral feminina desde a criação do planeta. É um poder que, mesmo atribuído às mulheres velhas, pode, em certos casos, pertencer igualmente a jovens que o recebam por herança ou o adquiram por direito de linhagem espiritual, através de rituais. O poder do Sagrado Feminino é supremo no aiye (plano material), mas para que o equilíbrio seja mantido, está submetido ao triunvirato supremo logo abaixo de Olodumare (Deus / Absoluto Arquiteto do Universo): Obatalá (Logos solar), Orunmila (Senhor da sabedoria e do oráculo) e Elegbara (o Orixá Eshu – transformador da energia em matéria).

Este é apenas um resumo introdutório. Um aprofundamento requer o estudo dos itan (mitos) do corpo literário de Ifá, pois o assunto é riquíssimo e bastante complexo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ 2012

Queridos Amigos e Amigas,
mais um ano finalizado e mais uma etapa que se inicia na nossa infinita Jornada, no momento, de passagem pelo planeta Terra.
Agradeço a Olodumare, o Supremo Arquiteto Universal, por estar inserida neste processo reencarnatório, e às Energias Divinas denominadas Orixás, pela constante sustentação que proporcionam ao Trabalho desta Casa.
Quero, neste limiar de 2012, desejar a todos os companheiros que se consideram membros da nossa Escola Neoxamãnica, bem como aos amigos que nos acompanharam, também através do Blog, uma Mente lúcida e equilibrada - pois Ela, nosso Ori, - quando positivo, resulta na chave para uma existência bem sucedida.
Em sintonia com o seleto grupo de Mestres Ascencionados e iniciados, trabalhadores, curadores e guerreiros da Luz, no plano material e em outras dimensões, está na hora de nos alinharmos, ombro a ombro, contribuindo com intenção e atitude para o advento de um paradigma mais condizente com o novo Projeto que se avizinha, para o destino da Terra.
Que possamos continuar, através dessa Sagrada Luz Divina : a Ayahuasca, dar a nossa contribuição, prosseguindo no propósito do aprendizado, acessando as sublimes Verdades do nosso Eu Interior e os mistérios da Vida.
Peço à Egrégora que vela pelo Céu da Águia Dourada, comandada por nosso Pai Obatalà e minha Mãe Oyà, muita proteção, saúde e discernimento, para que sejamos todos vitoriosos em mais este segmento da nossa estadia na Terra.
Que o amor nutra os nossos corações, a energia dos Orixás nos beneficie e a orientação do nosso Mestre Saint Germain nos norteie !
Eliane Haas

terça-feira, 22 de novembro de 2011

INTOLERÂNCIA versus ERA DE AQUÁRIO

Os Mestres Ascensionados que atuam na Grande Loja Branca foram, pela primeira vez, apresentados ao grande público por Helena Blavatsky. Algumas décadas mais tarde, com a popularização da Era de Aquário e sua característica eclética, os Mestres passaram a ser citados – e até “canalizados”- em profusão, divulgados por uma espécie de doutrina. Em seguida foram acrescentadas as contrapartes femininas – companheiras das quais nunca se ouviu falar na Teosofia. Se Divindades masculinas, costumam ter uma shakti (seu aspecto feminino), jamais se ouviu falar que Mestres Ascencionados(as) tivessem companheiros(as) ou atuassem acompanhados(as) de “almas gêmeas”.

O Mestre Saint Germain, avatar responsável pela Era de Aquário, caracteriza-se pela introdução de um espírito eclético que se propôs resgatar todas as práticas da espiritualidade ancestral dos povos da Terra, que foram destruídas/proibidas pela religião estabelecida, justamente por ser um paladino da Liberdade. A começar pela Liberdade individual.
Uma vez que inúmeros Mestres já instruiram e forneceram à humanidade ensinamentos sobre como melhor proceder, chegou finalmente o tempo de se comprovar a assimilação do aprendizado. Não mais associado a culpa, castigo e uma hipotética redenção, mas através do entendimento profundo da Lei Cármica de Causa e Efeito. Responsabilidade sobre as atitudes e suas consequências.
Considera-se como "resgatável" - o que significa, capaz de se alçar a um patamar superior - 10% da humanidade encarnada.
Essa parcela, ou seja, milhões de pessoas, são aqueles que se destacam do "rebanho" massa indiscriminada , com maturidade espiritual suficiente para realizar seu processo de individuação, discernindo, optando e dispensando "guias" que lhe tolham a Liberdade. Esses estarão aptos a realmente vivenciar a mentalidade da Era de Aquário.
Subentende-se que a Era de Aquário seja a Era do exercício do livre-arbítrio pleno conferido pelo Supremo Poder Universal ao ser humano e que, conforme atesta a História, foi tão usurpado e desrespeitado durante a perseguição ao diferente, que imperou no mundo “civilizado”, sobretudo nos últimos dois mil anos.
Por isso, é motivo de grande estranhamento que pessoas que se declaram identificadas e se consideram inseridas no Projeto da Nova Era não demonstrem o mais básico comprometimento com a Liberdade do seu companheiro de jornada espiritual. 
Líderes de movimentos espirituais que floresceram e, graças a esse espírito libertário - que é a marca  do Mestre Saint  Germain - conseguiram sobreviver, pretendem exercer domínio completo sobre o direito de ir e vir das criaturas que optaram por lhes ser associadas - não subjugadas.
Patrulhar, aplicar sanções e determinar o que é bom e o que é  mau, proibindo pessoas de freqüentarem e vivenciarem as experiências espirituais que bem entenderem é atitude típica do obscurantismo intolerante e repressor da Era de Peixes. Cheira a Santa Inquisição.
É preferível que as pessoas, se não pretendem ampliar seus horizontes, se atenham àquilo que realmente sabem, ao conhecimento que de fato dominam, ao invés de pretenderem aderir a modismos com os quais não se identificam. Saint Germain e Era de Aquário nada têm a ver com proibições, autoritarismo, exclusivismo e disputas de poder.
Seria, portanto, mais coerente manter-se na velha e boa linha do rígido dogma do certo/errado, onde o "pecado" é punido e a virtude não teme o erro, se seguir ancorada na "cartilha da doutrina"...e, por favor, esquecer o nome do Mestre Saint Germain e sua Era de Aquário.

sábado, 12 de novembro de 2011

SINCRETISMOS E O CULTO YORUBÁ

De acordo com os odus Osa Meji e Osetura (v. artigo Orunmila em 10/07/10) o poder especial simbolizado pelo pássaro - conferido à mulher por Olodumare ( Supremo Arquiteto Universal) - encerra obrigação moral de respeito ao feminino, como princípio essencial na estrutura e funcionamento do mundo.
Ao contrário das religiões posteriores, de cunho ético (Judaismo, Cristianismo e Islamismo), onde a figura feminina é excluída do processo criador, o culto Yorubá reconhece o elemento feminino como indispensável na manifestação física do Universo.
Isso é reafirmado através do mito no qual o devido respeito e reverencia é reivindicado por Oxun junto à Divindade Suprema e, à partir daí, as divindades masculinas são obrigadas a incluir o feminino em todos os processos de criação e manutenção do nosso planeta.
Então, não se trata aqui de um feminino importado para suprir alguma lacuna, na figura de alguma mulher encarnada na Terra. O Catolicismo, por exemplo, veio a resgatar de um quase anonimato a mãe de Jesus no Concílio de Éfeso, em 431, proclamando-a “mãe de Deus” – medida que os protestantes não aceitaram e continuam adotando uma concepção religiosa exclusivamente masculina.
Ao contrário de personagens femininas mártires assexuadas, no culto Yorubá venera-se o feminino gerador da Vida, ligado à Mãe-Terra, extensão de Gaia, o corpo que nos gerou, nutre e um dia acolherá nosso descarte físico.
Assim, o reconhecimento básico da autoridade feminina passa a se estender também à mulher no âmbito humano. No culto Yorubá, como na totalidade dos cultos “pagãos” – pré-patriarcais – o feminino está personificado nas grandes sacerdotisas.
Em Osa Meji está especificado que “os homens nada realizam de substancial sem a participação das mulheres”.
HUMANIZAÇÃO DO DIVINO
Quanto aos mitos (itans), que são a espinha dorsal do conhecimento e culto Yorubá, parece que seu simbolismo não tem sido bem assimilado pela sociedade que os importou, insistindo em personificar / humanizar energias arquetípicas.
À exemplo do que ocorria na mitologia grega – para citar apenas a mais popular – os atos amorais, impuros, incestuosos e violentos passaram a ser atribuídos, de forma degradante, àqueles a quem cultuamos como energias inteligentes criadoras e mantenedoras da Vida, que velam pela nossa trajetória na Terra. Sempre auto-referentes, não conseguiram, ou não quiseram, entender que se tratam de padrões-espelhos das nossas próprias fraquezas.
Com isso, passaram a sincretizar os Orixás (v. artigo Orixá 11/06/10) com seres humanos canonizados e cultuados pela igreja católica. O ápice da total incompreensão culminou na associação de Exu ao “demônio” – personagem importado de uma teologia opressora que o inventou com a finalidade de instilar o medo, pois inexiste na mentalidade Yorubá.
Houve um esvaziamento do Poder dos Orixás, deturpando-lhes a forma de culto, como se houvesse alguma possibilidade concreta de se manipular essas forças à maneira dos santos católicos, mediante rezas, pedidos e promessas.
Através do sincretismo, o nome dos Orixás se popularizou de boca em boca que sequer sabem do que estão falando.
O CULTO E INTERFERÊNCIA DOS ORIXÁS
Em primeiro lugar, qualquer trato com, ou manipulação que se pretenda das energias conhecidas como Orixás, depende dos oráculos sagrados. Esses oráculos não se baseiam na intuição mediúnica auto-proclamada, mas em conexão legitimada e estabelecida com essas Forças, mediante rituais específicos e tradicionais, onde não cabe improvisação. Só eles determinam se é cabível e há possibilidade de sucesso no empreendimento.
Isto porque tudo depende de uma permissão cármica. De nada adianta alcançar uma dádiva que não nos cabe por direito e pela qual, mais cedo ou mais tarde, teremos que responder e compensar, já que usurpada a nosso favor.
A própria idéia de se pretender a atenção e a intervenção de um ser superior como espécie de pistolão que nos satisfaça os desejos, é pueril e estranha à mentalidade Yorubá.
Quando consultada, a interferência dos Orixás só se dá dentro da tradição que os trouxe à Terra, ou seja, através de oferendas, sacrifícios e rezas / encantamentos. O resto são crendices e emprego da força mental – que também pode ser capaz de operar milagres...mas não é Orixá.
O BEM E O MAL
No culto Yorubá, Bem e Mal coexistem como faces de uma única moeda, pois sustentam toda a Manifestação Universal. Sem a escuridão, a Luz não seria percebida.
A belíssima imagem de um Cosmos absolutamente negro onde pontilham luzes estelares que provém da Luz maior é um exemplo desta realidade.
O Mal é relativo e os seres humanos procuram aprender com ele e superá-lo na Roda de Encarnações, rumo a sua evolução.
No entanto, um ser maléfico que rivalize e desafie o Poder da Divindade Suprema, Olodumare, é inconcebível no culto Yorubá.
Imaginar que pessoas que se pretendem espiritualizadas assim pensem, é motivo de grande estranhamento, pois para nós, nada / ninguém se oporia à Vontade Divina, já que o Supremo é Absoluto.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

SALTO QUÂNTICO DE CONSCIÊNCIA - Ricardo Kelmer

A cada dia mais e mais pesquisadores ligados ao estudo da consciência, antropologia, psicologia e botânica se debruçam sobre uma possibilidade no mínimo intrigante e polêmica. É provável que as plantas psicoativas (que induzem a mente a funcionar em estados especiais) possam ter contribuído significativamente para o surgimento da autoconsciência, fator decisivo que proporcionou aos nossos ancestrais, num determinado ponto da evolução, as condições para sobreviver e gerar a incrível espécie a qual pertencemos: o Homo sapiens.

Admitir tal hipótese é mexer num vespeiro. Muita gente se indagará: “Quer dizer que nós humanos só existimos porque um bando de macacos comeram umas plantinhas e ficaram doidões?” Imagino os mais religiosos: “Era só o que faltava! Deixa só Deus escutar isso!” Pois infelizmente para muita gente, e até para alguns deuses, essa hipótese vem sendo estudada com seriedade e encontra ressonância positiva no meio científico.
Quem já passou por uma experiência com as tais “plantas sagradas”, como a Ayahuasca, o Peiote e a Jurema, sabe perfeitamente do imenso poder que elas guardam. E sabe também que elas não se prestam a um consumo recreativo, exatamente porque costumam tocar muito fundo em nosso interior, abalando nossa compreensão da realidade e de nós mesmos e nos fazendo emergir da experiência profundamente transformados.
Xamãs e pajés do mundo inteiro as utilizam há milhares de anos em contextos religiosos e terapêuticos. Atualmente médicos e pesquisadores de vários países estão unindo medicina acadêmica com antiquíssimas práticas xamânicas que envolvem o uso de plantas psicoativas e, com essa curiosa união, vêm obtendo resultados animadores na cura de muitas doenças como a dependência química.
Atualmente no Brasil proliferam-se seitas e dissidências de seitas que em seus rituais utilizam chás à base dessas plantas, chamando a atenção de estudiosos para o emergente fenômeno.
Toma-se o chá para entrar num estado de consciência não ordinário, onde é possível viver experiências sensoriais e cognitivas as mais diversas.
Há quem encontre pessoas vivas ou mortas, santos, entidades animais ou espíritos de plantas.
Há os que experimentam capacidades psíquicas incomuns ou vivenciam uma intensa sensação de união com a Natureza e tudo que existe.
Há quem passe por profundas experiências de auto-investigação psicológica como também de autocura ou seja tocado por revelações importantes que podem mudar toda uma vida.
Pode não acontecer nada mas também pode ser prazeroso ou doloroso. Pode ser infernal ou divino mas será sempre construtivo. Depende de cada um e de seu momento. Os religiosos radicais, sempre obcecados, diriam que é coisa do demônio. Alguns psicólogos talvez usassem o termo “terapia de choque”. Talvez nada mais seja que um providencial reencontro consigo mesmo e com sua verdade mais íntima.
Por que a crescente procura atual pelas plantas de poder dos xamãs? Por qual razão tantas pessoas ousam se submeter a uma experiência incerta, largando a segurança de sua mente cotidiana e desafiando o desconhecido de si mesmo? Minha impressão é que isso tudo talvez signifique, em última instância, uma forma de religação à Natureza. Religação sim, porque, na verdade, nós também fazemos parte da Natureza. O que houve é que, infelizmente, passamos a nos ver separados dela e com isso nos distanciamos demais da sabedoria natural do planeta e agora, perdidos num mundo cada vez mais caótico e insano, buscamos com avidez crenças e experiências que nos reconectem ao sentido maior da vida e às nossas verdades mais profundas. Entendo isso como um anseio natural e legítimo de uma espécie adoecida: o anseio de cura, liberdade, totalidade e harmonia com a Mãe Terra.
O que liberta também escraviza.
Por minha própria experiência, sei que plantas psicoativas podem ser bastante úteis porque nos fazem olhar para dentro, nos reconectam às leis naturais e ao sagrado de nossas vidas, nos lembram de nosso potencial para a autocura e ajudam a nos libertarmos de medos, culpas e bloqueios. Não há como não se transformar após um profundo encontro consigo mesmo. É por isso que quem passa por tais experiências xamânicas engrossa a legião dos que entendem o mais importante: somente a profunda mudança interior de cada um é que fará finalmente com que o mundo mude para melhor.
Este talvez seja o convite que as plantas sagradas fazem neste momento à nossa espécie: quanto mais pessoas se religarem à sua verdade mais íntima, mais próxima a humanidade estará de seu ponto de equilíbrio. Por outro lado, sei também que a espécie humana está doente e que, na busca angustiada pela cura, é capaz de exagerar no remédio. Por isso, nessa urgente busca por valores espirituais, é preciso, acima de tudo, priorizar a liberdade e atentar para o risco sempre presente de cairmos escravos exatamente daquilo que um dia elegemos como libertador.
As plantas sagradas não ficam de fora desse perigo. Tenho amigos que fazem parte de seitas que utilizam tais plantas e certamente discordarão. Respeito o que eles pensam e admiro sua busca pessoal. Porém, como tudo o mais que existe, as plantas sagradas também possuem dois lados. Se um lado liberta, o outro está lá prontinho para escravizar caso você não se mantenha atento, equilibrado e sem apegos excessivos.

Religiões, seitas e gurus funcionam muito bem para os que necessitam de regras ou se sentem mais seguros pertencendo a um certo grupo. Eles estão em seu caminho e isso deve ser respeitado. Mas há pessoas que conseguem beber em todos os ensinamentos e usufruir do melhor que eles lhes oferecem sem ter de se enquadrar em nenhum específico. É um caminho mais solitário, evidente, e exige um contínuo “estar aberto” - mas que exatamente por isso recompensa quem o trilha com a liberdade que nenhum outro caminho pode oferecer. As regras da seita ou as palavras do guru podem até iluminar durante um tempo, sim, mas até mesmo essa luz pode cegar para os horizontes seguintes da jornada.
O principal ensinamento das plantas de poder (assim como deveria ser o de todo guru) é este: devemos abandonar todas as muletas e aprender a caminhar por nós mesmos. O atual processo coletivo de reconectar-se aos valores da Natureza através das plantas psicoativas não significa uma espécie de retrocesso evolutivo e que devemos voltar a saltar pelas árvores. Nada disso. Uma vez ultrapassados, os marcos da evolução da consciência sempre nos impulsionam para o novo, jamais para trás. Acontece que a verdadeira evolução avança em forma de espiral e é por isso que quando o caminho parece retornar a um determinado ponto, na verdade ele está sim passando novamente por lá - porém num novo nível, mais acima, numa nova dimensão.
alvez essas poderosas plantas, que acompanham nossa espécie desde seu nascimento numa impressionante relação simbiótica, estejam agora nos oferecendo a preciosa oportunidade de mais um salto quântico da consciência, uma intensa transformação da mente e de sua interpretação da realidade - como fizeram nossos peludos antepassados em algum ponto de sua jornada. Agora, porém, diferente deles, possuímos razão e discernimento. Possuímos milênios e milênios de experiência sedimentados no inconsciente comum da espécie e temos nossos próprios erros para nos guiar.
Retornaremos à Mãe Terra e ao sagrado, sim, porque não há outro caminho se quisermos de fato sobreviver como espécie. Mas o faremos num novo nível porque agora estamos mais capacitados para enfrentar o grande mistério da vida, esse mistério que nos maravilha e assombra cada vez que olhamos para o sem-fim do mundo lá fora ou para o infinito interior de nós mesmos.
fonte: site Universo Místico

terça-feira, 18 de outubro de 2011

QS - o QI ESPIRITUAL

Todo o século XX foi marcado pelo conceito de QI como medida de inteligência através de testes. Os defensores da causa consideravam a inteligência a mais valiosa das qualidades humanas, passando a testar e classificar os diferentes atributos cognitivos em crianças e adultos, à fim de determinar seus lugares na sociedade.

Alguns cientistas argumentaram que a inteligência é um conceito demasidamente complexo para ser condensado num valor numérico.
No final da década de 90, o psicólogo Wilhelm Gardner propos a Teoria das Inteligências Múltiplas, de acordo com a qual, os seres humanos poderiam apresentar diversas maneiras de aprender e processar informações, contrapondo uma fator de inteligência geral a habilidades correlatas.Assim, Gardner identificou oito tipos de inteligência:
Lingüística – habilidade em se expressar através da liguagem escrita e falada.
Lógica-matemática – capacidade de raciocínio abestrato, análise e proposição de hipóteses e teorias científicas e tecnológicas.
Interpessoal – capacidade de entender, motivar e lidar com pessoas.
Intrapessoal - capacidade de conhecer a si-próprio.
Corporal-cinestésica – capacidade de usar o corpo humano no seu limite.
Naturalista – total sinergia com a natureza.
Musical – habilidade nata em compor e reproduzir música.
Existencial – capacidade de formular e questionar a existencia de si e do que o cerca.
Agora Dana Zohar e Ian Marshall lançaram o livro QS – Inteligência Espiritual (editado no Brasil pela Record) – propondo a existência de mais um tipo de inteligência, capaz de expandir o horizonte das pessoas, torná-las mais criativas e atuantes na busca pelo significado da vida.
O livro foi matéria de capa nas revistas americanas Newsweek e Fortune e baseia-se em pesquisas sobre o Quociente Espiritual (QS) , que seria o chamado “ponto de Deus”, uma área nos lobos temporais responsável pelas experiências místicas e que nos faz buscar significado e valor para a nossa vida.
Segundo a Dra. Zohar, tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
A Inteligência Espiritual coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica em ser capaz de usar o espiritual para obter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal.
O QS amplia nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona a abordar e solucionar problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida e é utilizado para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
Enquanto a inteligência emocional nos permite julgar em que situação nos encontramos e como nos comportar apropriadamente dentro dos limites de determinada situação, a inteligência espiritual nos permite perguntar se queremos estar nessa situação particular. Implica em trabalhar com os limites da situação.
Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma.
O QS tem a ver com o significado de algo e não apenas como as coisas afetam nossa emoção e como reagimos a isso.
Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
- Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo.
- São levadas por valores idealistas.
- Demonstram capacidade de encarar e contornar as adversidades.
- São holísticas.
- Celebram a diversidade.
- São independentes.
- Dispõem de grande curiosidade estimulada pelo estudo dos enigmas da Vida e do Universo.
- Demonstram capacidade para conceber as coisas desde um contexto mais amplo.
- Demonstram espontaneidade.
- Demonstram compaixão.