ÁGUIA DOURADA

ÁGUIA  DOURADA

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

IFÀ - O ORÁCULO DIVINO (parte 2)

Se a origem do ibi vem de uma disfunção ou falha de comportamento/caráter passado de uma geração a outra, além do Ebò, será conveniente também um trabalho específico para examinar a questão, na forma de uma regressão para liberar a emoção causada pelo eventual trauma.
Quando o ibi é decorrente de uma desarmonia com o Orisà, o procedimento será orientado de acordo com suas características e atributos, para que se alinhe a energia.
Já o ibi ajogun, que é fruto das forças destrutivas materiais, físicas, mentais ou espirituais, significa que sua origem está no desequilíbrio gerador de uma vulnerabilidade que propiciou todo tipo de influência negativa. Daí a importância da conexão com o Divino, seja mediante rezas, meditação e mesmo disciplina mental para não se deixar levar por emoções nocivas que poluam a aura e abram brechas através das quais as forças involutivas possam penetrar. Então, devem ser identificados os necessários recursos que melhor combatam e protejam a pessoa desses ataques.
De toda forma, o melhor antídoto contra feitiços e pragas de seres comprometidos com as forças involutivas do planeta, é prioritária uma mente pura e totalmente alinhada com as mais altas esferas Divinas da Criação.
É importante assinalar que a morte não é um castigo, mas parte de um ciclo natural. Cada pessoa já nasce com sua data determinada para partida da Terra. Entretanto, podem ocorrer condutas autodestrutivas  que provoquem acidentes inesperados, antecipando a morte ou até determinando uma morte em vida. Para situações em que se fique exposto a um perigo iminente como bala perdida ou estar no lugar errado na hora errada, existem meios de proteção.
Nenhum procedimento é realizado sem que seja prescrito pelo oráculo.



Em todos os casos de identificação do ibi, o sacrifício muitas vezes é recomendado. As pessoas, de um modo geral, têm forte preconceito e repulsa a esse tipo de procedimento. É preciso lembrar que se trata de ritual multimilenar, entregue aos humanos por seres divinos na alvorada da nossa presença na Terra e presente em todas as civilizações pré cristãs.
É uma reverência Sagrada à energia vital, Divina, que não pode ser  imitada ou fabricada pelo ser humano, transmutada para que a mudança de uma situação ocorra no plano físico. Os animais são sacrificados, sempre em caso de extrema necessidade, rezados e encaminhados com gratidão, na certeza de que se encontram em missão que concorrerá para a sua evolução acima da alma-grupo da sua espécie.
Com raras exceções, sua carne é toda consumida como alimento, respeitando-se o ciclo da Terra que se repete no moto contínuo onde a Vida nasce da Morte. Para que uma vida nasça ou se preserve, outra tem que morrer. Assim é, com todas as espécies animais da Terra, desde os micro organismos e das bactérias que se combatem no interior dos nossos corpos, até os vegetais que morrem para compor nossas saladas.

Ifá é um estudo rico e complexo que atravessa vidas. Orunmilà reconhece e honra seus filhos na Terra, de acordo com seu comprometimento diante das Leis de retidão de caráter por Ele exigidas - na certeza de que as contas a Ele, como Senhor do Destino, inevitàvelmente serão prestadas. 

IFÀ - O ORÁCULO DIVINO (parte 1)

Reza a lenda que Orunmilà, ao se afastar da Terra nos primórdios da nossa civilização, deixou as sementes de dendê (ikin) como instrumento de comunicação que os humanos poderiam utilizar, sempre que necessitassem do seu aconselhamento.
Orunmilà é intitulado “testemunha da Criação” –  portanto detentor de conhecimento total, e reconhecido como Orisà da Sabedoria Universal.
Seu sistema oracular denomina-se Ifà  e consiste na interpretação dos inúmeros versos contidos nas 256  combinações de um sistema binário dividido em oito marcas - os Odus – padrões ou caminhos através dos quais se manifesta toda a Criação Universal.



Na consulta a Ifà utiliza-se o ikin (sementes consagradas do dendezeiro), ou o opele (8 metades de sementes presas numa corrente, 4 em cada extremidade.). 
Cada Odu é sinalizado por dois quadragramas, sendo que nos Odus principais ambas as pernas são iguais. Nos demais, elas são diferentes – o que caracteriza a sua interdependência e interrelação. Em geral, o lado direito representa fatores em manifestação  e o outro, potencialidades
O fundamento do sistema oracular de Ifà consiste em rituais que conduzem o iniciado, à medida que vai galgando estágios superiores na hierarquia sacerdotal, a uma conexão cada vez mais profunda com o Espírito de Luz e Pureza conhecido como Elà.
Elà é a inspiração, o estado de consciência que se estabelece na consulta oracular.  Ifá ensina que quando um Odu é interpretado em total alinhamento com o Espírito de Elà, ali se ouve a própria voz de Orunmila. É como se Elà fosse o elemento akáshico que contém os registros do passado, do presente e do futuro. Este alinhamento se dá através de uma sequência de ancestralidade espiritual que vai, de Babalawo (sacerdote, Pai do Segredo)  a Babalawo, atravessando gerações, até os dois primeiros discípulos de Orunmilà, Akodà e Asedà.
Para que essa conexão não se perca e se fortaleça, é importante que ela seja transmitida por via iniciática e nutrida por um cotidiano totalmente devotado às orações, estudo e prática.   
Quando a sequência dos 16 Odus principais (chamados Odu Méji ou Olodu) é memorizada e imediatamente identificada, pode-se determinar a senioridade dos demais 240 Odus, que é a ordem em que chegaram ao mundo.  Este procedimento é essencial para que se possa determinar a orientação do Odu, ou seja, se ele está se manifestando positiva ou negativamente e resultam numa fórmula que possibilita respostas com simples sim ou não.
A relação entre os 16 Odus Meji pode ser mapeada de forma semelhante à Arvore da Vida cabalística. Consiste numa interação entre as dimensões, através dos 256 portais pelos quais a energia passa de uma dimensão a outra.
Cada Odu possui princípios metafísicos da polaridade que pode se manifestar de forma positiva ou negativa – denominados ire e ibi. Ire significa que um processo de mudança anuncia uma resolução propícia, enquanto que ibi aponta para uma resistência impedindo que se concretize a resolução efetiva.
Ire representa prováveis resultados, embora tudo dependa do livre-arbítrio que norteará as atitudes da pessoa. Cabe ao Babalawo averiguar se a pessoa compreendeu bem, a fim de assegurar a manifestação apontada pelo oráculo. Existem meios para isso. Muitas vezes está contido no verso do próprio Odu e pode acontecer da pessoa fazer um Ebò (oferenda) no sentido de canalizar de forma plena a energia – Asè – que está favorecendo a empreitada.
No caso do Odu se manifestar ibi, caberá ao Babalawo identificar a origem dessa resistência, para descobrir o caminho que levará o ibi a se transformar em ire. A função da consulta a Ifá é justamente romper todos os obstáculos e fazer com que qualquer situação se concretize em ire – a não ser quando se trata de uma contingência cármica, inevitável do destino.
Interferir nos desígnios cármicos pode, algumas vezes, funcionar durante certo tempo, mas a recaída é inevitável. 
A identificação do tipo de ibi que acomete a situação é o primeiro passo na Arte da Cura de Ifà.
Se ele provem do Ori (a mente em todos os seus níveis), geralmente o oráculo pede um Iborì (ritual de energização da cabeça, precedido da necessária limpeza). No entanto, nem todo problema dessa natureza será sanado apenas com um ritual mágico, mas será necessária a sua identificação e transformação através de outros procedimentos. Trata-se, na verdade, de uma autocura, e para que ela ocorra, as orientações do Babalawo devem ser pertinentes e, naturalmente, inspiradas por Elà. Desnecessário salientar que essa inspiração depende de uma sincera e pura entrega à disciplina ética/espiritual de Ifà, sem influências egóicas.


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

POR QUE A VIDA É ASSIM ? - Mauro Kwitko

A sociedade humana ainda está em um estágio inferior de desenvolvimento, sob a hegemonia dos nossos 3 chakras inferiores (visão terrena, sexualidade e Ego), e vive no mundo de Maya, a Ilusão, no qual praticamente todos nós mergulhamos, só percebendo a Verdade após o nosso desencarne, ao retornarmos para Casa, no Mundo Espiritual. Lá, vão desativando-se os nossos chakras inferiores e ativando-se os chakras superiores, e vamos, então, percebendo o nosso erro, o nosso engano, o nosso egoísmo, ficando a tentativa de correção para a próxima encarnação. 


Aqui na Terra revelamos as nossas inferioridades e, no Plano Astral, as nossas superioridades. Nós reencarnamos, entre outras metas, para encontrarmos as nossas inferioridades, e a nossa Missão é aprendermos a revelar aqui as nossas superioridades, aproveitarmos melhor a nossa inteligência, o nosso tempo, a nossa disposição, não em prol de nós mesmos e dos nossos e, sim, visando o bem comum, a melhoria da sociedade humana, colaborando para que um dia o Reino dos Céus instale-se definitivamente aqui na Terra.

Precisamos aprender a colocar o nosso Ego a serviço do nosso Eu Superior, mas para isso é necessário não dedicarmos o nosso tempo demais conosco mesmos, não desperdiçarmos os nossos dias e noites com atividades egocêntricas, em buscas infantis de auto-satisfação, de leviandade, de irresponsabilidade, numa atitude de desrespeito com o nosso Espírito.



A informação dos Seres Espirituais é de que, depois da morte do nosso corpo físico, a imensa maioria de nós retorna ao Plano Astral profundamente frustrados, arrependidos e envergonhados conosco mesmos, quanto ao real aproveitamento dessa atual passagem, uma parte sendo resgatados do Umbral e outra parte conseguindo lá chegar sem passar por essa zona, mas necessitando de atendimento em hospitais do Astral.
As frases mais ouvidas nos nossos retornos, são as ditas por nós: "Ah, se eu soubesse..." e "Ah, se eu lembrasse..." e a que escutamos: "Não te preocupes, tu terás uma nova oportunidade". Devemos recordar que já estamos na nova oportunidade... Podemos aprender a nos libertar do comando do nosso Ego, elevarmos a nossa freqüência vibratória e ultrapassarmos o estágio ainda infantil ou adolescente da maioria da humanidade, rumo a um estágio adulto, como alcançaram os Mestres.

Podemos perceber o nosso grau de egoísmo, o quanto somos comandados pelo nosso Ego, contabilizando quantas vezes falamos, pensamos e agimos em prol de nós mesmos, dos nossos desejos, as nossas satisfações, o nosso prazer, o nosso lazer. Podemos perceber isso com mais clareza pelo número de vezes que pensamos e falamos iniciando por "eu". Mas isso não significa apenas vaidade e orgulho, mas também o autocentramento da tristeza, da mágoa, do sentimento de rejeição, etc. O nosso Ego está no comando quando nos sentimos mais do que os outros, mas também quando nos sentimos menos, quando nos enaltecemos ou quando nos depreciamos, quando queremos brilhar ou quando queremos nos esconder, quando queremos vencer ou quando queremos perder, quando exaltamos os nossos feitos ou quando nos fixamos em nossas próprias dores e fracassos.
Existem três tipos de pessoas:

1. As que acreditam ser mais do que os demais, no sentido da sensação de superioridade ou no equívoco do sofrimento por si mesmos.
2. As que sentem que são iguais aos demais e, embora ainda bastante autocentradas, já vivem comunitariamente, pensando muito em si, mas também nos demais.
3. As que descobriram que os outros são mais importantes do que elas. Essas são Mestres na arte de viver.

Podemos perceber claramente em que tipo nos classificamos pela preocupação que norteia os nossos dias, pelo stress que sentimos na vida, pela sensação de tensão que nos aflige, pelas buscas de satisfação e alegria que nos chamam a atenção e pelo grau de sofrimento que sentimos. Sairmos do "eu" e vivermos para o "nós" é a grande lição que os Mestres nos ensinam. Poucos estão dispostos a aprendê-la e, menos ainda, a praticá-la em sua vida diária. Como sairmos do "eu" na prática? Uma das maneiras é percebermos como nosso Ego nos ilude, seduz e domina, por exemplo, nas polaridades:

 "Eu" sou muito bom nisso ou "eu" sou um fracasso...
 "Eu" quero alcançar o sucesso ou "eu" não consigo...
 "Eu" vivo para ajudar os outros ou Como "eu" sofro...
 "Eu" tenho um espírito de liderança ou "eu" preciso que me ajudem...
 "Eu" sinto muita pena das pessoas ou "eu" tenho pena de mim...
 A "minha" vida é ótima ou a "minha" vida é tão triste...
 "Eu" adoro me divertir ou "eu" sou muito depressivo(a)...
 "Eu" não tenho nada a ver com isso ou como "eu" fico indignado com as coisas...
 Nada "me" afeta ou Como "eu" me magôo...
 "Na vida é cada um por "si" ou Como "eu" me sinto rejeitado...

A ilusão da separatividade que o nosso corpo físico nos traz é a causa e a origem do "eu". Os discípulos e os futuros discípulos ainda acreditam ser uma individualidade e vivem para "si", os Mestres já se libertaram dessa ilusão. Cuidemos quantas vezes pensamos ou falamos a palavra "eu" e saberemos em que grau estamos
.

sábado, 31 de agosto de 2013

CONSIDERAÇÕES SOBRE ENTEÓGENOS - (autor desconhecido)

Acredita-se que há 3 milhões de anos atrás o homem se destacava de outros primatas, numa lenta jornada em busca de si mesmo. Neste período o cérebro triplicou o seu peso. Mas segundo a ciência foi há 500.000 anos que se formou o neocórtex, onde a consciência humana, que era nebulosa ganhava amais nitidez. O neocórtex está relacionado com o raciocínio abstrato.
Nos últimos cem mil anos o processo se acelerou de forma significativa. O homo sapiens tornara-se senhor do planeta e já devia contar com algo próximo de uma consciência de si mesmo como indivíduo singular da sua espécie e um sistema rudimentar de comunicação querendo se articular enquanto linguagem.
Nos últimos trinta mil anos uma verdadeira revolução ocorreu no processo evolutivo.
Por essa época, os nossos ancestrais caçadores e coletores já tinham uma forma de organização solidária que lhes garantiam a sobrevivência frente ao ataque dos predadores e os rigores do meio ambiente.

Até hoje, pesquisadores e cientistas buscam uma boa resposta para essa aceleração evolucionária, que corresponde aos últimos preparativos para que a humanidade entrasse na cena da História. Alguns autores, dentre eles Wasson e Mckenna, apresentam uma sólida argumentação, da qual compartilho, de que uma das causas principais da súbita irrupção da autoconsciência humana teria sido a simbiose do homem com o mundo vegetal e especificamente com os psicoativos.
Essa é a perspectiva poética e visionária que sempre se apresenta quando "consultamos" a inteligência e a memória que a Mente Vegetal guarda desses eventos. Por meio dessa tese podemos entender também o cenário onde esses homens viviam e seus conhecimentos sobre as plantas nutritivas, curativas e psicoativas, assim como o que causou mudanças e respostas cada vez mais rápidas na sua estrutura neural, estado de consciência e comportamento.
No entanto, foi no final da última glaciação, que ocorreu há uns doze mil anos, que as condições se tornaram propícias para a difusão da agricultura, domesticação de animais e pastoreio.
A intimidade com o manejo dessa última atividade trouxe um contato cada vez mais estreito com os fungos psilocíbicos associados ao esterco de gado. Floresceram a partir dessa época festas consagradas aos cogumelos sagrados, como parte dos cultos à fertilidade associados à Grande Deusa.


Vestígios arqueológicos da Arte desse período, principalmente a partir do oitavo milênio a.C., expressam de forma literal ou estilizada, o uso cerimonial dos fungos em povos e culturas bastante distantes entre si. Isto parece indicar a importância e a universalidade desses cultos na formação de uma espécie de pré religião, primeira separação que o homem fez de uma "esfera sagrada" em oposição a um "mundo profano". Certas plantas e árvores, ou a natureza de um modo geral, eram revestidas de atributos divinos ou mesmo divinizados. Hoje estamos em condição de afirmar que esta postura não tinha nada de ingênua ou simplória, correspondendo sim à ação da psilocibina e outros agentes enteógenos e as conseqüências das visões dela decorrentes nos mitos, símbolos e arquétipos que se apresentavam à consciência da época.
Essas hierofanias vegetais foram portanto, cronologicamente, as mais antigas de que se tem notícia. Atesta que, por esse tempo, no limiar da História conhecida, já havia uma familiaridade com o tema do sagrado/vegetal, do Deus/Vegetal, que remonta a tempos ainda mais longínquos. Sem dúvida, este foi um dos principais substratos que mais tarde vieram a formar os diversos Cultos dos Mistérios da Antiguidade e às grande religiões do mundo.Talvez o caso mais conhecido e também o mais eloquente seja o do Soma.
As influência das plantas enteógenas na experiência dos estados místicos associados a cultos agrários e de fertilidade podem ser encontrados desde a Ásia, passando pela Europa, até o extremo do continente sul-americano. Isto nos permite supor que elas foram, desde uma antiguidade ainda mais remota, o agente acelerador e detonador desse autêntico "big bang" da consciência que ocorreu nos últimos trinta mil anos.
Existe um certo consenso de que as triptaminas tenham sido esse enteógeno primordial, não só pela reconstrução e suposição histórica, como também e principalmente por causa da excelência e peculiaridade do êxtase ou "miração" triptamínica, cujas visões são inigualáveis em florescência, intensidade, conteúdo e principalmente na capacidade do Eu interagir no interior dos eventos que fazem parte desse estado de consciência cósmica.
A consagração dos insights das visões como sendo de origem divina, explica a reverência com que essas plantas eram tratadas.

Mais maravilhoso ainda é essa oportunidade que a Mente Vegetal ofereceu à Mente Humana e continua oferecendo ainda hoje na forma da mesma revelação que foi enviada aos nossos longínquos antepassados. Isso porque, "revelação" é uma Verdade sempre idêntica em si mesma, apesar de poder ser expressa por símbolos diversos dentro da psique humana. Ela é a mesma visão dos místicos e iniciados de todas as idades, o que varia é apenas a convicção e o juízo de valor que tiveram sob o que experimentaram. Isso fica claro quando constatamos as semelhanças e pontos comuns dos relatos das experiências de êxtase nas mais diversas tradições. Se no passado foram considerados bem-aventurados "aqueles que não viram e creram", maior prazer teremos nós quando pudermos enxergar tudo aquilo em que  nossa fé sempre acreditou !

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A MARAVILHA DO REIKI

Reiki é uma palavra bastante familiar a todos que, de alguma forma, se envolvem com as medicinas da Era de Aquário. No entanto, poucos conhecem o seu verdadeiro significado e área de atuação.

O Reiki é a Energia Criativa que permeia o Universo , no Céu e na Terra, canalizada e transmitida através de uma técnica específica, com a finalidade de restaurar o equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual.
A percepção dessa energia poderosa começou praticamente nos primórdios da humanidade, quando o ser humano colocava, instintivamente, a mão sobre as partes afetadas do seu corpo ou de outras pessoas, com a intenção de aliviar uma dor ou um mal.
Com o nome Reiki e da forma sistematizada como conhecemos, esta técnica teve início no final do séc.XIX.



Mikao Usui (nascido no Japão em 1865) viveu como monge num templo de Budismo Tendai e era versado em diversas técnicas de saúde holísticas.
Estudando Kiko ( aversão japonesa da chinesa Chi Kung),
Usui percebeu que nessas práticas de cura o doador acabava desvitalizado. Então estudou chinês e sânscrito, consultou antigos manuscritos budistas e prosseguiu seus estudos nas áreas da medicina, da psicologia e da espiritualidade, percorrendo não só o Japão como a China e a Europa.
Em 1914 Usui retirou-se no Monte Kurama, Japão, submetendo-se a rituais de iniciação. Durante 21 dias jejuou e meditou.  Na madrugada do vigésimo primeiro dia viu um intenso foco de Luz vindo em sua direção. Ao ser envolvido pela Luz, Mikao Usui iluminou-se  (iluminação é um processo que resulta na expansão de todos os centros energéticos do corpo, propiciando acesso direto a Infinita Sabedoria Universal) e sistematizou a forma correta de se utilizar a energia vital  (ki) sem, com isso, desvitalizar-se.
Saindo do corpo físico, viu bolhas coloridas, contendo cada uma os símbolos sagrados do Reiki.Teve acesso a sua utilização, com instruções e conhecimento específico de cada um.
Em 1922 Fundou em Tóquio a Usui Reiki Ryoho Gakkai, com a finalidade de iniciar pessoas, capacitando-as como canal na transmissão da sua técnica, com as respectivas ferramentas e símbolos sagrados.
Todo reikiano é iniciado por um mestre cuja linhagem deve ser honrada e respeitada. Assim o conhecimento é passado e praticado, de mestre para mestre – por sua vez portador da energia da tradição. As linhagens do Reiki compreendem a sequencia de mestres na história dessa transmissão iniciática de conhecimento, mas todas elas conduzem ao seu fundador, Mikao Usui.

O Reiki tornou-se reconhecido quando, por ocasião de um grande terremoto, Usui e seus discípulos aplicaram a técnica, socorrendo centenas de pessoas. Como forma de gratidão, Usui foi condecorado pela família imperial e o Reiki obteve destaque na sociedade japonesa. Mestra Hawoyo foi quem trouxe a técnica para o ocidente, à contragosto das elites japonesas, que desejavam que o Reiki se restringisse ao Japão.
Hoje o Reiki é reconhecido mundialmente e aplicado em vários hospitais - dentre eles o Hospital Sarah Kubitscheck em Brasília.

Não está associado a religião e seus benefícios podem ser usufruídos independente de qualquer tipo de  crença ou nenhuma. A energia está na Natureza e flui sempre, não necessitando da fé de alguém para se manifestar. No entanto, é polarizada segundo as necessidades de quem recebe.



Colocando suas mãos sobre determinadas partes do corpo, o transmissor faz fluir a Energia, removendo bloqueios e restabelecendo o fluxo natural de Energia Vital que desperta o potencial de saúde existente em todos nós.
Não é uma forma de cura alternativa e tampouco tem a pretensão de substitui a medicina. É apenas preventiva e auxiliar no restabelecimento das energias de manutenção da saúde. 
A tradição oriental é focada na saúde e não na doença. Terapeuta não é quem extirpa a doença, mas quem impede que ela se manifeste.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

O LADO PESSOAL E SUAS CONCLUSÕES

Retomando os anteriormente mencionados Quatro Compromissos Toltecas, podemos abordar o segundo (Não leve as coisas para o lado pessoal) e o terceiro (Não tire conclusões) simultâneamente, pois, observando atentamente, verificaremos que se complementam.

Nossas conclusões acerca de opiniões e atitudes alheias decorrem quase sempre da nossa própria perspectiva e a sensação de aparente segurança que certezas pessoais e absolutas nos conferem.
Apontar causas e justificativas nos dá sensação de segurança. É interessante notar que até a Ciência se tranquiliza procedendo desta forma, quando lança teorias absurdas para questões que absolutamente não consegue explicar, simplesmente para não admitir que ignora a resposta.
O fato de “levar as coisas para o lado pessoal” tem também a ver com a insegurança egocêntrica que sempre acaba nos colocando no centro dos acontecimentos – sejam positivos ou negativos.
Na maioria das situações nós nos superestimamos ou subestimamos , sem coragem de olhar imparcialmente para avaliar com neutralidade. É difícil manter a neutralidade, pois nossas suposições precisam nos apoiar sempre, para que estejamos cem por cento certos - enquanto o outro está forçosamente errado.
Mesmo quando fazem algo diretamente contra nós, na verdade estão espelhando seus próprios traumas, frustrações e raivas. Aliás, poderiam espelhar contra qualquer outra pessoa, segundo a oportunidade.
Isso não é nosso problema. É do outro.

Sentir-se magoado significa que se permitiu a outra pessoa expor e tocar nas nossas feridas. Se isso nos afeta, é um sinal de medo desse confronto com a nossa intimidade mais profunda - e o medo enfraquece e tolhe a liberdade.

Toda vez que nos sentimos ofendidos, ou pior ainda, necessitamos nos defender ou revidamos, estamos perdendo e concedendo energia a outra pessoa. A perda de energia é o pior desequilíbrio que podemos provocar em nós mesmos.
As forças negativas geradas pelo medo e que se desdobram na ganância, na agressão, na raiva, no egoísmo, na mesquinharia e na inveja sobrecarregam a psique das pessoas e elas descarregam em quem se atravessar no seu caminho.






Compreender a fraqueza que gerou um, velado ou não, a nós direcionado ataque, não significa endossar, mas passar por cima para não disperdiçar a nossa energia mental, tão valiosa e difícil de se re-harmonizar.
É importante desapegar do fato que nos ofende, “deixar ir” para que não formemos uma densa barreira que obstrua - a nós - a conexão com a Infinita Mente Universal, fonte da Vida, do bem-estar, da saúde, da felicidade, da Luz Cósmica. Seguir em frente, cuidando para estar cada vez mais afinado com essa conexão, ao invés de ter razão ou sair vencedor em disputas, é que deveria contar prioritàriamente para todo buscador desta Luz.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

SOBRE A CURA

Na visão corrente, a cura consistiria na remoção definitiva e, quase sempre miraculosa, de algum mal estar físico ou psíquico.
Na tradição cristã ela costuma ser fruto da intervenção direta de Deus ou de alguém por Ele delegado. Costuma vir como resposta a um pedido fervoroso.

Com a influência da filosofia oriental e seus conceitos de karma e dharma, o conhecimento sobre os chakras e nossos vários corpos, a atual visão quântica que nos reconhece como seres de energia - surgiu uma nova mentalidade sobre a cura, onde sequer caberia o papel do curador.


A verdadeira cura é a autocura. O “facilitador” da cura apenas sinaliza caminhos que poderão ser aceitos e percorridos voluntàriamente.
O cérebro é o HD que comanda o nosso corpo físico, regulando e equilibrando todas as funções bioquímicas. Ele é a sede física dos nossos pensamentos, emoções e palavras. Ele roda os programas que geram não só as emoções positivas como também o permanente monólogo sobre raivas, frustrações, mágoas, irritações, ciúmes, invejas, carências, enfim... toda uma coleção de emoções negativas que vão se acumulando e comprometendo um órgão ou sistema que, muitas vezes por conta da alimentação inadequada, já esteja debilitado. Todas as doenças são apenas respostas do nosso organismo a nossa atividade mental/emocional.


Somos os únicos responsáveis por tudo o que nos afeta, positiva ou negativamente.


Nossas emoções são portas abertas para tudo que lhes é afim. Sementes que florescerão de acordo com a sua própria espécie.


Cientes de que tudo o que pensamos e fazemos traz consequências para os nossos corpos, o fortalecimento do nosso sistema imunológico depende de nós mesmos. No entanto, se isto é teòricamente muito simples, sua prática consiste em trabalho persistente e treinamento disciplinado.
O Trabalho de Cura como concebemos no Céu da Águia Dourada parte de exercícios de autoexame e práticas que permitem a observação, com distanciamento e isenção, das questões ligadas a todos os aspectos negativos que nos envenenam os corpos e acabam, invariàvelmente, afetando o físico.
Não se trata de uma ação única e definitiva. Se as causas que levaram à doença, da natureza que for, persistem, ela retornará.
A cura é um processo contínuo de descondicionamento e reeducação psíquica. Um processo individual e responsável de amor a si próprio, que não se desfaz da noite para o dia, uma vez que nossos hábitos estão arraigados há anos e, por vezes, há décadas.
São instruções específicas direcionadas à prática cotidiana, com progressos, retrocessos e vitórias, rumo à transformação.


Não há cura sem transformação – e a transformação é o desabrochar, contínuo e cada vez mais evidente, do nosso Ser Divino. Há que se querer sinceramente, pois, conforme se sabe, nossa mente é soberana e ardilosa. Muitas vezes, nosso ego declara determinada intenção enquanto, ìntimamente está se autossabotando. As mudanças, além de difíceis, doem. É bem mais fácil permanecer na zona de conforto, vitimizando-se e esperando por uma solução externa – que nunca virá.


À medida que nos permitimos manifestar o Ser Divino que fomos planejados para ser, os vícios, medos, contrariedades e ansiedades do ego vão cedendo lugar a uma nirvânica felicidade. Isso é cura.


terça-feira, 18 de junho de 2013

IMPECABILIDADE

Prosseguindo com o tema Impecabilidade, abordado no último artigo postado, faltou ressaltar o seu aspecto primordial , que é a coerência.
Coerente é aquele que realiza exatamente aquilo que prega, ou melhor ainda, que não acaba fazendo exatamente o que critica nos outros.
Se a palavra tem poder, o exemplo é o melhor professor.

O primeiro ponto absolutamente lamentável para um Buscador da Luz é querer parecer e até tentar convencer os outros daquilo que não é. Quem “é” verdadeiramente, não precisa se exaltar. Quem necessita propalar seus poderes e alardear suas virtudes é porque estes não estão tão evidentes e se encontram, talvez, encobertos por tenebrosa sombra.
É perigoso começar enfeitando aqui, exagerando ali...e quando se apercebe, a pessoa acaba acreditando na sua criação mascarada, entalada num monte de mentiras. Isto é o pior que se pode fazer, não aos que fingem acreditar, mas a si própria.
Quem “é” verdadeiramente está tão envolvido pelo Poder Divino que não tem a pretensão de se ombrear com o Absoluto ou se outorgar alguma posição privilegiada na Sagrada Hierarquia.

Outro entrave na jornada do Buscador da Luz é, encantado com as maravilhas vivenciadas no seu próprio caminho, tornar-se sectário e desvalorizar os outros.

Há 300 000 anos habitamos este planeta e milhões foram os que ascenderam, evoluindo espiritualmente nos mais diversos caminhos. Portanto, não há um só, nem um melhor. Há apenas apropriados.
A competitividade foi um programa implantado e até certo ponto útil perante a sobrevivência no plano físico, nos primeiros tempos da nossa vida na Terra. Para a evolução espiritual é nociva, pois traz em si a semente da separatividade e da pseudo superioridade de uns contra outros, da ganância, do egoísmo e da falta de solidariedade que, ao final, nos afoga a todos. Em plena era da globalização, “o que acontece a um reflete em todos” - é algo que pode ser comprovado no dia a dia.

O terceiro tropeço na senda da Espiritualidade é a manipulação. Mal o Buscador se apercebe de uma pequena conexão com o Poder Absoluto ( o que nada tem de excepcional, pois todos somos partes Dele) já começa a querer ser superior e manipular o outro. A vontade de um ser humano é sagrada, pois a nós foi concedido o livre-arbítrio. Se até o Poder Divino respeita a nossa vontade, ameaçar veladamente, coagir e influenciar não são atitudes adequadas a quem se pretende um veículo deste Poder.
Essas observações se destinam ao verdadeiro todo Buscador da Luz, todo aquele primordialmente comprometido com o aprimoramento do seu Ser, para se tornar um cada vez mais transparente canal do Divino - que se resume no que entendemos por Espiritualidade.

terça-feira, 28 de maio de 2013

OS QUATRO COMPROMISSOS - inspirado em Don Miguel Ruiz


1 - SEJA IMPECÁVEL COM SUA PALAVRA
É o compromisso mais importante. É através da palavra que expressamos nosso poder criativo, seja através da fala ou do pensamento. Nosso mais poderoso instrumento, que tanto pode ser usado para nos libertar como para nos escravizar.
O primeiro passo é ter consciência do poder da palavra e então, torná-la impecável. Impecável significa "sem pecado". "Pecado" significa ir contra a nossa essência. Nossa natureza mais íntima. Nossa Verdade.
Se formos, cada vez mais, nos tornando impecáveis com nossa palavra, poderemos re-criar nossa vida na direção do bem, do amor, da harmonia. Realizando exatamente o que dizemos.
Alinhando palavra e ação, sem mentiras que muitas vezes só nos reconhecemos, podemos nos libertar de todo tipo de conflito.
Este é um compromisso difícil de assumir, pois vai contra a "programação" que nos foi ensinada. 
Por isso é fundamental que se esteja consciente do poder da palavra, pois foi o uso inadequado deste poder que criou tanto conflito e trauma em nossa vida.
Assumindo o compromisso de sermos impecáveis com nossa palavra, é preciso observar o que pensamos e o que dizemos. Observar nosso diálogo interior, evitando toda crítica, julgamento e culpa. Substituir tudo isso por intenções de apoio, afeto, confiança, aceitação. Aos poucos vamos realizando esse processo na forma como lidamos com os outros, como falamos com eles, como pensamos sobre eles.
Ser impecável com nossa palavra é usá-la para cultivar a semente do amor que existe em nós. É só em terreno fértil que esse amor pode crescer e frutificar.

2 - NÃO LEVE AS COISAS PARA O LADO PESSOAL
Se você leva as coisas para o lado pessoal é porque, em algum nível, concorda com o que está sendo dito.
Costumamos levar as coisas para o lado pessoal devido a uma coisa chamada "importância pessoal". Achamos que tudo o que acontece a nossa volta tem a ver conosco, por sermos o "centro" dos acontecimentos. 
No entanto, as atitudes alheias tem mais a ver com a forma como vêem o mundo, baseando-se em compromissos que assumiram consigo mesmos.
Quando nos sentimos ofendidos ou magoados por alguém, nossa reação é rebater como que defendendo uma "verdade". Mas são apenas nossas perspectivas. Os outros nada tem a ver com isso, pois suas perspectivas são outras.
Daí tantos conflitos e tanto caos criado em nossas vidas. 
Não levar para o lado pessoal é viver num tal estado de paz e amor que tudo ao redor acaba sendo visto por esse prisma. Se vejo tudo através desse ângulo, posso me libertar das críticas e até dos elogios, mantendo sadia neutralidade.
O contrário do amor é o medo e consequente insegurança. Quanto mais medo abrigarmos em nós, mais levaremos as coisas para o lado pessoal.

3 - NÃO TIRE CONCLUSÕES
Temos a tendência de tirar conclusões sobre tudo e presumir "verdades".
Buscamos conclusões para termos "certezas" que nos dão aparente segurança.
Tiramos conclusões até sobre nós mesmos, criando autojulgamentos.
Não tirar conclusões significa viver a vida como ela é, dinâmica, viva, aberta e eternamente em movimento. Parando de presumir verdades, podemos viver simplesmente para acolher transformações.
É sempre preferível perguntar abertamente, ao invés de achar que detemos a realidade dos fatos.

4 - DÊ SEMPRE O MELHOR DE SI
Este compromisso refere-se a ação dos três compromissos anteriores.
É importante sempre dar o nosso melhor, lembrando que esse melhor nunca será o mesmo, pois tudo se encontra em constante mutação. Sendo a vida dinâmica, aberta, em constante movimento, não é sensato buscar aquele melhor idealizado nos filmes nos quais nos fizeram acreditar.
Dar o melhor de si significa não se empenhar exageradamente - mas tampouco "fazer corpo mole". Dar simplesmente nosso melhor a cada momento. Nem mais, nem menos.
Fazer o melhor acaba sendo uma ação prazerosa,  ao invés de trazer ansiedade na espera dos resultados.
Dar o melhor é ser feliz no agora, sem pressão, ansiedade ou culpa. 

(Quem quiser se aprofundar no assunto, procurar a obra de Don Ruiz publicada pela Editora Cultrix)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

UMA NOVA CONSCIÊNCIA É POSSÍVEL

Inseridos no paradigma da Nova Consciência, não pleiteamos revolucionar ou esperamos que ocorra um abalo nas estruturas da sociedade, forçando uma mentalidade para a qual a maioria não está preparada. No entanto, estaremos alinhados com todo aquele que estiver pronto para “encarnar” essa nova Visão. Uma visão que gera cada vez mais sincronicidades e interessantes oportunidades de crescimento espiritual.
Atualmente, a Física enuncia muitas teorias em conformidade com os conceitos do Budismo, do Hinduísmo, do Tao, de Ifá. Um Universo onde o campo quântico de energia abrange a matéria e a forma, numa teia de energias interligadas.
Esse campo quântico faz com que passemos, dentro da Espiritualidade, a desconsiderar a matéria densa da dimensão tridimensional, cientes de que os espaços interatômicos são plenos da energia que faz com que possamos interagir e nos influenciar mùtuamente.



Conforme mencionado no artigo anterior, se somos parte de um Universo inteligente que nos responde e no qual a energia de outras pessoas nos influencia, é vital que cuidemos do ambiente onde nos inserimos, observemos cuidadosamente as pessoas com as quais interagimos e principalmente o tipo de sentimento / emoção que difundimos – pois tudo acaba, invariàvelmente, reverberando na nossa direção.



O grande desafio de se viver a Nova Consciência é aplicar na prática cotidiana o conceito de que concedemos “poder” a tudo ou todos aqueles aos quais dirigimos nossa atenção. Cientes de que estaremos concedendo poder a alguém ou a alguma situação perante aos quais nos sentimos ofendidos. Sempre que nos sentimos ameaçados por alguém, estamos permitindo que nossa energia seja sugada. Entramos em sintonia, positiva ou negativa, de acordo com as emoções que direcionamos aos outros. Cabe salientar a inutilidade e principalmente efeito nocivo de nos deixarmos levar por sentimentos ou emoções que não sejam condizentes com a nossa missão de vida, o nosso propósito evolutivo na atual reencarnação na Terra. Essa sintonia nos coloca na mesma gama vibratória de tudo aquilo que queremos evitar e conduz a um retrocesso nos nossos melhores propósitos.



Nesse contexto, a importância da nossa sagrada Planta de Poder, a Ayahuasca, no trabalho de conscientização e autoconhecimento que realizamos no Céu da Águia Dourada, é primordial.
Para nós, a Ayahuasca é um aliado, um possante instrumento facilitador para que identifiquemos todos os entraves, dissimulações, conflitos e atritos.que venham dificultar ou desviar o foco do nosso propósito primordial, que é o trabalho do Eu.

Existem, òbviamente, muitos outros recursos, mas independente do meio utilizado, a Nova Consciência demanda responsabilidade total pelo nosso êxito ou pelo nosso fracasso. Por isso, não faz parte da mentalidade desta nova Visão, barganhar ou pedir aos Seres Divinos que realizem – à título de “caridade” – tarefas que nos cabem, decorrentes de ações por nós provocadas. Tampouco que superem por nós os desafios que exigem o nosso próprio esforço e resultarão em valioso aprendizado.



Esforço e sacrifício são as tônicas da evolução em todos os âmbitos. Não basta simpatizar com a Era de Aquário, canalizar belas mensagens, acreditar que está viajando em dimensões paralelas num mundo iluminado e harmônico, usufruindo da companhia de Arcanjos e Mestres Ascensionados.
Pior ainda, se achar “bom demais” para estar aqui nesse plano, que estaria aqui “por engano”, ou que se encontra na missão especial de “guiar” os outros, impondo como verdade absoluta o seu modo de ver e viver. A Liberdade é a regra de ouro do Novo Tempo e cada um evolui segundo seu ritmo próprio, percorrendo o seu roteiro individual. Conversões forçadas e “salvações” já legaram um rastro de sangue e dor nos últimos milênios da nossa História.

Quem quiser se inserir no Novo Tempo da Consciência que transcende a estreiteza tridimensional dessa Era de inconsciência e separação, coloca-se diante da tarefa cotidiana de procurar se sintonizar apenas com as energias de sentimentos positivos, afastando todo pensamento que possa nos conectar com aquilo que pretendemos “deixar para trás”.
Não há como deixar de trabalhar esse aspecto de controle e vigilância mentais. Seria uma ilusão perigosa, pensar que se pode saltar etapas e acessar as mais altas esferas vibratórias, quando abrigamos ainda tantas mazelas psíquicas e resta tanto trabalho interno a ser realizado no plano tridimensional em que nos encontramos, todos nós encarnados em matéria densa.
Só fazendo resplandecer a própria Luz nos recônditos mais sombrios do nosso Ser, podemos empreender a viagem rumo ao Eterno Infinito Cósmico.

quinta-feira, 28 de março de 2013

A NOVA CONSCIÊNCIA E O CÉU DA ÁGUIA DOURADA



Um dos documentários mais populares na intenção de difundir a mentalidade da Era de Aquário foi “O Segredo”, formulando verdades de uma forma um pouco destorcida, quase que oferecendo uma espécie de varinha de condão que tudo transforma e sonhos realiza.



Desde que o trabalho de Einstein fez desabar o Universo mecanicista, começou-se a pressentir a realidade de um Universo inteligente, cujas partículas elementares reagem até ao pensamento – que é energia.  O físico Heisenberg, no início do século XX, já supunha que o ato da observação e da intenção afetavam diretamente o comportamento e a existência dessas partículas. Mais tarde, John Bell demonstrou com seu famoso teorema que “as entidades atômicas, uma vez conectadas, assim permanecem”. Hoje em dia, com a teoria das supercordas, já concebemos um Universo de múltiplas dimensões, reduzindo a pura vibração a matéria nas suas diversas formas.




Se o filme “O Segredo” é simplório e exagera um pouco quanto ao resultado concreto das suas afirmações, não está totalmente errado. De acordo com a física moderna, por trás das aparências do nosso mundo há, de fato, uma teia de relações de energias que se interligam.

Segundo o biólogo Rupert Sheldrake, as formas biológicas são criadas e sustentadas através de campos morfogênicos que estão sempre evoluindo e se transformando para criar determinada forma de Vida. Cada geração é estruturada por ele, acompanhando suas mudanças, à medida que ele responde as demandas do meio. Isso explicaria a evolução social dos seres humanos, saltando etapas em conjunto, rumo a realização de mais um degrau no seu potencial . Por isso, invenções e descobertas não raro ocorrem simultaneamente através de indivíduos sem contato entre si.

Podemos observar na História um nível de capacidade e de consciência coletiva que definimos como campo morfogênico comum, embora outras mentalidades recessivas dele compartilhem, da mesma forma que, por ex., neandertal e homo sapiens sapiens um dia coabitaram.

Então, o campo morfogênico que atualmente impulsiona a nossa geração, demanda uma Nova Consciência, ciente de que no Universo estamos todos intimamente ligados uns aos outros e que a influência dos nossos pensamentos, transcendendo os limites de tempo e espaço, é muito mais poderosa do que se poderia supor.

No entanto esse pensamento, para reverberar e se manifestar no âmbito material, deve estar em consonância com a Suprema Lei Universal e não, simplesmente, ter como objetivo satisfazer os seus desejos pessoais (como, conforme o filme, conseguir um bom emprego, possuir um carro de luxo, ter muito dinheiro, etc.).

Se por um lado, o Universo invariavelmente nos responde, é preciso que se mantenha a neutralidade, confiando que o melhor / mais apropriado sempre acontecerá, de acordo com as Leis cármicas universais, que, por sua vez, são moldadas pelas nossas atitudes pessoais e coletivas.



Partindo do fato que o Universo nos responde e que nossa energia pessoal sempre se direciona para onde voltamos a nossa atenção, a nossa prática cotidiana deve estar permanentemente voltada para a intenção positiva de jamais alimentar o negativo, jamais abrir brecha para a poluição mental que possa vir acabar manifestando efeitos indesejados no plano físico.



À medida que nosso Trabalho prossegue, tanto com o auxílio da nossa valiosa Planta de Poder, como principalmente integrando na prática constante (na vigília e no sono) o que Ela nos ensina, podemos galgar um nível de Consciência onde, cada vez mais, enxergamos a autêntica substância no campo energético acima da ilusória matéria sólida.

Nesse patamar, torna-se evidente a irradiação de influências de mão dupla: a maneira como somos influenciados e como também influenciamos as pessoas. Por isso, na nossa atitude e intenção com relação aos outros, é importante estarmos cientes de que nos elevamos quando elevamos os outros e nos rebaixamos quando direcionamos nossa atenção para o que não traduz positividade, perdendo precioso tempo apontando os defeitos dos outros.

O pensamento derrotista da separatividade, a crítica invejosa, as disputas de ego e sobretudo a fofoca “inocente” são o mais nocivo espelho onde o desavisado encontra o abismo sombrio e, muitas vezes, acaba se enredando na derrota da missão de uma encarnação inteira.




 A missão do Céu da Águia Dourada é facilitar a assimilação da Nova Consciência, fornecer subsídios para um melhor entendimento do drama humano e a realização bem-sucedida da nossa trajetória na Existência Eterna.

Nossos Trabalhos foram, nesta última fase, direcionados para a dissolução dos nós que nos aprisionam em círculo vicioso,  para transformar as armadilhas da sombra em oportunidades criativas de ascensão.

 

Como tudo é dinâmico no Universo, nosso 12º ano de atividades vem reafirmar o alinhamento que caracteriza, de forma cada vez mais efetiva, o Céu da Águia Dourada como um verdadeiro pontinho de Luz Divina, pautando a nossa ação em prol da implementação desta Nova Consciência. Uma Nova Consciência que possa traduzir, na prática, o programa da Era de Aquário na Terra.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

IFISMO - Os Ensinamentos de Orunmilá (parte 2)

Pelo fato de Ifá e o dele decorrente culto aos Orixás não possuir códigos de conduta do tipo "Dez Mandamentos" formou-se a idéia errônea de que se trata de uma prática amoral de comportamento, que desconhece os conceitos do bem e do mal. No entanto, vários Odus - caminhos de aconselhamento de Orunmilá - atestam a importância do bom caráter - denominado Iwà Pèlé - que, invariàvelmente, se reflete na conduta dos seres humanos.



Ifá exalta a necessidade do controle das emoções onde a paciência, a dignidade, a honestidade, o respeito, devem superar a mentira, o orgulho, a prepotência, a arrogância e a ambição desmedida. Não sob ameaça de castigo, mas como consequência da Lei Universal de ação / reação.
O compromisso de se construir um bom caráter é o maior desafio a que somos permanentemente submetidos perante os conflitos e tensões na nossa existência na Terra.
Para Ifá a verdadeira felicidade decorre de se ter Ìwà Pèlé, pois evita confrontos nocivos com os outros seres humanos, resultando num poderoso escudo de proteção, também nas esferas não terrenas.
A essência da espiritualidade se resume em cultivá-lo. Tem a ver com coração e não com reputação, pois esta é conferida pela sociedade, é transitória e não habilita ao mérito da eternidade.


O sincretismo religioso criou, reproduzindo o exemplo do Deus judaico-cristão, a falsa idéia de um Orixá que "castiga".
No entanto, reconhecendo o Ori (mente humana) como soberano no seu livre-arbítrio, Ifá aponta todo sofrimento como fruto do desequilíbrio nas atitudes. Eventos favoráveis ou nefastos são a manifestação de energias geradas pelo caráter, ou seja, resposta ao Ori : àquilo que verdadeiramente somos na intimidade e que, por vezes, podemos até mascarar diante de outros ou nós próprios, mas é plenamente conhecida da nossa centelha Divina e do Divino Orixá que nos impulsionou à Vida.
Apesar das regras e sanções religiosas, nossa civilização prioriza cada vez mais os bens materiais, em detrimento de valores reais e eternos, não hesitando em desrespeitar o direito alheio e até da Natureza, na sede de obter "coisas" que não fazem parte da nossa bagagem eterna. Coisas que integram o transitório mundo tridimensional do "ter" e nos desconectam de "ser" o nosso Eu Superior na sua plenitude.


Ifá assinala que, além da importância de se cultivar o bom caráter é preciso exercê-lo. Chama atenção do poder ilusório que serve aos interesses pessoais, na crença arrogante de possuir salvo-conduto para algum privilégio especial. O Odu Ogbe Iwori chega a advertir que honrar demasiadamente o dinheiro, impede ou leva a perda do bom caráter. A fortuna material deveria ser sempre um meio e não um fim.

Quando cultivamos e exercemos Iwà Pèlé atuando com integridade, na verdade estamos armazenando e difundindo boa energia (Asè/Axé) para cumprir da melhor forma o destino que escolhemos mediante desígnio cármico, conquistando um lugar no Universo de Olòdúmarè (Deus Supremo Criador) e sempre agradecendo ao nosso Ori - pois unicamente a ele devemos todas as nossas escolhas.