ÁGUIA DOURADA

ÁGUIA  DOURADA

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sábado, 1 de agosto de 2015

A ANCIÃ DE AGOSTO - "AQUELA QUE CURA" - por Jamie Sams


A tribo de todos os Seres Verdes é, às vezes, chamada de Tribo do Cobertor da Terra, pois juntando todos os Seres Plantas e Árvores,  formam um grande tapete que protege o solo da Mãe Terra de erosões e mantém em equilíbrio o ciclo das renovações. “Aquela que cura” é a guardiã dos usos medicinais de todas de plantas que cobrem a Mãe Terra. Ela conhece quais as plantas e suas partes que devem ser usadas nos remédios, assim como e quando devem ser ministrados.


Enquanto Guardiã dos Mistérios da Vida e da Morte, ela recepciona os novos espíritos que chegam a este mundo, assumindo um corpo humano. Quando um indivíduo completa sua caminhada na Terra, ela canta aos seres que estão “tirando suas vestes”, ou seja, que estão morrendo e voltando ao mundo dos espíritos. Ela também serve as Crianças da Terra costurando seus cortes, consertando seus ossos, dando Luz aos seus bebes e curando seus corpos e espíritos durante a sua caminhada na Terra.

“Aquela que cura” é também a guardiã dos ciclos de crescimento da Roda de Cura e de todos os Ritos de passagem. Ela nos ensina os passos da gestação, do nascimento, do crescimento, da morte e do  renascimento. Ela nos mostra como a Grande Roda de Cura da Vida gira, quando é hora de lutar pela Vida e quando desapegar, quando devemos permitir que nosso Espírito faça a escolha e como devemos aceitar a morte como mais um passo que nos conduzirá ao renascimento. 

“Aquela que cura” provê a cada ser humano a habilidade de largar o medo da morte e aceitar a mudança como uma nova  aventura. Se a morte é o fim de um relacionamento, o fim de um trabalho ou emprego, ou o fim da vida nesse plano físico, ela nos mostra como enxergar além da ilusão de um encerramento e celebrar cada curva na estrada como um passo que nos levará ao Todo.


A oitava anciã incorpora o Principio Feminino que serve às crianças da Terra dando assistência nos processos de Cura dos seres humanos. Ela enxerga a Essência Espiritual que esta nos seus corpos desde o nascimento. Ela enxerga as doenças que são criadas quando se perde a conexão com a Essência Espiritual durante a vida.

Ela ajuda na reconexão com a Chama Eterna do Amor quando  decidimos curar o corpo físico e prosseguir nossa caminhada sobre a Terra. 
Ela nos mostra como saber quando a missão na Terra está completa, quando estamos prontos para seguir em frente e nos prepararmos para o renascimento no Mundo dos Espíritos.



sábado, 21 de março de 2015

BUDISMO E ECOLOGIA PROFUNDA - por Jostin Khirsty


Os sistemas espirituais são mais do que a crença em uma divindade transcendente ou um meio para atingir o estado pós-vida. Eles são um modo de compreender tanto o cosmo quanto o nosso papel em sua preservação. Desse modo, estamos intimamente ligados à ecologia, que abarca a percepção cultural do parentesco e a dependência do ambiente natural para a continuidade da vida. 

O Budismo, um dos maiores sistemas espirituais do mundo, oferece uma filosofia bem desenvolvida de nossa ligação com a natureza. A ecologia profunda está focada na sobrevivência e na autorrenovação de todos os seres vivos. O casamento de sistemas espirituais com a ecologia profunda promove a percepção moral e cultural do parentesco do ambiente natural com a continuidade de toda a vida. 
Ouvimos falar da ocorrência de desastres ecológicos em todo o mundo com muita frequência. Quase todas essas crises resultam da negligência, apatia e avidez humanas. Elas variam do esgotamento de recursos naturais, da extinção de espécies, do crescimento da poluição e das mudanças climáticas à explosão populacional e ao consumo exacerbado. Desde de 1992 a Liga de Cientistas Engajados (Union of concerned scientists), com mais de cem ganhadores do prêmio Nobel e 1.600 outros cientistas de 70 países, tem advertido sobre a crise ecológica que se aprofunda, causada pelas atividades humanas no planeta. 
Os cientistas afirmam que é necessária uma grande mudança na administração da Terra e da vida sobre ela, se quisermos evitar uma enorme miséria e a irrecuperável mutilação do nosso planeta. Quase todos os avisos desse tipo são ignorados e ridicularizados. Uma proeminente fonte de desinformação a respeito do aquecimento global, por exemplo, foi governo Bush-Cheney. Eles silenciaram os cientistas que trabalhavam para o governo a respeito desse problema e empossaram profissionais céticos, recomendados por companhias petrolíferas para o posto de principais negociadores. O mundo tem estado atônito com a arrogância e a ignorância desses líderes políticos e seus apadrinhados. 
As razões para as ameaças à natureza, especialmente no Ocidente, não são difíceis de detectar. Espíritual e psicologicamente vivemos dentro de uma bolha, a bolha do "eu" e o restante do mundo "lá fora". Segundo o pensamento Budista, esse senso de separação se manifesta sob a forma de três venenos: ganância, má vontade e ilusão. Exemplos desses venenos podem ser vistos em toda a parte, no atual quadro de crise ecológica. A ganância tem raízes no crescimento econômico desenfreado, e o consumismo é a religião secular das sociedades industriais avançadas. Ao mesmo tempo, o complexo industrial-militar promovem a má vontade, o medo e o terror, enquanto os sistemas de propaganda, politica ou não, são bem conhecidos por iludir o público a respeito. A questão fundamental de nosso tempo é se podemos ou não fazer oposição a essas forças, desenvolvendo atitudes de respeito, responsabilidade e cuidado com o mundo natural, e assim criar um futuro sustentável. 
Desde sua origem na Índia, 500 anos antes do nascimento de Cristo, o Budismo disseminou-se pela Ásia e atualmente exerce influência crescente sobre a cultura ocidental. Nós no ocidente, estamos despertando para o fato de que existe uma ciência da mente mais antiga do que a nossa. 
O filósofo Allan Watts assinalou que, historicamente Buda (563-483 a.C) foi o primeiro grande psicoterapeuta da humanidade. Ele não apenas reconheceu o significado da ansiedade existencial( ou Sofrimento) que estamos sempre experimentando como também apresentou maneiras de tratá-la. Muitos psicólogos e psiquiatras consideram a atual descoberta da filosofia budista no Ocidente como uma espécie de segunda renascença. 
Ao longo dos séculos, a filosofia budista tem sido cuidadosamente estudada e documentada por estudiosos e praticantes pelo mundo afora. Um ponto de partida é o princípio central referente à interconexão de toda a vida- seres humanos, animais e vegetais - O ensinamento ético budista enfatiza que essa interdependência vem com um componente moral. Para nós, humanos, isso significa manter um senso de responsabilidade universal em tudo o que fazemos. 
A pedra angular de todo o ensinamento budista são as Quatro Nobre Verdades. A primeira verdade é a do sofrimento(a ansiedade existencial), começando com o nascimento, estendendo-se com o envelhecimento e, depois, inevitavelmente com a morte. A segunda verdade é que a ganância e o desejo humano são a raiz de nosso sofrimento. A terceira verdade afirma que é possível eliminar o desejo, a ganância e o sofrimento pela transformação da mente. A quarta verdade é o Nobre Caminho Óctuplo, um conjunto de práticas para cultivar essa transformação, levando à extinção tanto do desejo quanto do sofrimento. Os budistas asseguram que a cuidadosa percepção da ansiedade existencial produz uma empatia compassiva por todas as formas de vida. 
Dois outros conceitos formam a base do pensamento budista: a impermanência e a interdependência. Todos os fenômenos são impermanentes, porque tudo está em transição. A interdependência se refere ao fato de que tudo é parte de tudo o mais. 
As raízes filosóficas do movimento chamado de ecologia profunda podem ser encontradas nos escritos de Henry David Thoreau, Theodore Roszak, Lewis Mumford, Rachel Carson e outros, remontando a Baruch Spinoza e aos filósofos budistas. Mas foi em 1982 que o filósofo norueguês Arne Naess cunhou o termo, para distingui-lo de uma ecologia rasa, antropocêntrica e tecnocrática. Desde então, Naess tem divulgado detalhadamente uma plataforma abrangente, descrevendo o significado e o escopo da ecologia profunda, delineada num resumo de oito pontos: 
1- O bem-estar da vida humana e não humana é valioso em si mesmo
2- A interdependência, a riqueza e a diversidade das formas de vida contribuem para a realização desse valor
3- Os seres humanos não têm o direito de reduzir essa riqueza e essa diversidade, a não ser para satisfazer necessidades vitais. 
4- A atual interferência humana no mundo não humano é excessiva, e essa situação está piorando rapidamente
5- O florescimento da vida e da cultura humana é compatível com a diminuição gradual da população humana. Além disso, o florescimento da vida humana requer essa diminuição
6- Portanto, as políticas devem ser mudadas. As mudanças na política afetarão a economia básica e a estrutura tecnológica 
7- É necessária uma mudança ideológica que passe a enfatizar a qualidade de vida ao invés da luta por um padrão de vida sempre mais elevado
8- Aqueles que subscrevem os itens acima têm a obrigação de ajudar a implementar essas mudanças. 
Imaginar um ego isolado de tudo o mais e trancafiado num saco de pele é uma alucinação. Na verdade, tudo está conectado com tudo mais. Dada à enorme similaridade do pensamento budista com a ecologia profunda, não é difícil compreender que a egocentricidade precisa ser substituída pela ecocentricidade. 
Como podemos aproveitar a óbvia interconexão entre o pensamento budista e ecologia profunda para lidar com os problemas urgentes que ameaçam os seres vivos neste planeta? Como escreveu Vaclav Havel,ex-presidente da República Tcheca, "a única opção para nós é uma mudança na esfera do espírito, na esfera da consciência humana. Não basta inventar novas máquinas, novas regras e novas instituições. Devemos desenvolver uma nova compreensão do verdadeiro propósito de nossa existência na Terra. Somente ao efetuarmos essa mudança fundamental, seremos capazes de criar novos modelos de comportamento e um novo conjunto de valores para o planeta." 
Assim como Havel, dezenas de filósofos, economistas e políticos têm reconhecido que a crescente crise humana é resultado da falta de raízes espirituais profundas, produzidas em grande parte pelo fato de o significado e a identidade espiritual terem se divorciado da vida. Mas como podemos despertar para enfrentar essa crise? 
Atualmente existem evidências de uma mudança cultural emergente, já que milhões de pessoas e seus líderes estão se mexendo para lidar com essas questões, como se estivessem saindo de um transe. Aqui estão algumas possíveis vias de aproximação:
- Despertar coletivo
- Construção de sistemas sustentáveis
- Transformação da economia mundial
- Transformação da ética
Dizem que quando as pessoas viram Buda logo após a sua iluminação, ficaram tão perplexas pela extraordinária quietude de sua presença que pararam para perguntar: "O que sois? Sois um deus, um mago ou um feiticeiro?". A resposta foi surpreendente. Buda disse simplesmente:"Eu estou desperto." Sua resposta tornou-se o seu título, pois isso é o que significa a palavra buda em sânscrito: aquele que está desperto. Enquanto o restante do mundo estava em sono profundo, sonhando um sonho conhecido como estado de vigília, Buda livrou-se do sono e despertou. 
Embora o chamado para o despertar de Buda tenha ocorrido há muito tempo, tendo desde então se repetido inúmeras vezes por quase todos os sistemas espirituais conhecidos, é desastroso que uma metafísica mal compreendida nos tenha levado à alienação entre nós e a Terra e entre nós e os outros seres vivos. É imperativo que restauremos a percepção dessa interdependência. Naturalmente, uma transformação assim requer profunda reeducação a cada passo de nossas vidas. As fundações particulares, organizações não governamentais, instituições acadêmicas e organizações religiosas têm igual interesse em estabelecer prioridades nesse esforço. 
É importante que perdoemos as destruição do passado e reconheçamos que ela foi produzida pela ignorância. Ao mesmo tempo, devemos reexaminar, do ponto de vista ético, que tipo de mundo herdamos, tudo aquilo por que somos responsáveis, e tudo, o que lograremos às gerações futuras.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O TRABALHO COM A CHAMA TRINA

A manifestação Universal está subdividida em sete Raios primordiais que representam as energias fundamentais do Cosmos. Tudo interpenetram, desde os aglomerados galáticos até as ínfimas partículas sub atômicas. Cada um na sua gama vibratória emana uma cor, um som e uma qualidade  próprias. Cada ideia da Mente Universal é permeada pela característica vibratória de determinado Raio e cada um, por sua vez, contem um pequeno percentual dos demais, uma vez que o Universo, em todas as suas dimensões, é um holograma.
Interpenetrando a aura da Terra eles imprimem, cada um, padrões estruturais vibratórios específicos de acordo com o plano evolutivo correspondente a determinada espécie que ela abriga, dentro dos diferentes reinos elementais.
No plano humano os Raios vibram irradiando estímulos das altas linhagens hierárquicas, auxiliando no propósito superior de moldar e adequar a espécie humana a sua trajetória de retorno a sua origem Divina.

Quando  a matéria primordial da qual, no futuro, surgiria a espécie humana - emergiu do caos indiferenciado, fluiu através desses distintos canais fundamentais – os Raios.  Da mesma forma que cada espécie formou-se preponderantemente de um raio, cada ser humano proveio de um desses determinados Raios, marca registrada da sua essência Superior Divina.



No estudo dos Raios, que concerne a Chama Trina, note-se que a manifestação do Logos do nosso sistema solar – ao qual as religiões se referem como “Deus” - emanam três aspectos, conhecidos como os três primeiros Raios. Em cada Era, com suas sucessivas raças que encontraram o seu apogeu e declínio, preponderaram as características de um determinado Raio, com a finalidade de auxiliar a sua plena evolução.
A Chama Trina é um foco de energia sagrada composta por esses três primeiros Raios e emanada à partir do chakra do coração. Trata-se de uma força direcionada e específica  com a intenção de maximizar a abertura do portal para os chakras superiores, ligados as nossas atividades espirituais. É uma pequena Chama ígnea que se manifesta nas vibrações de cor azul, rosa e dourada, formando o módulo primário dos três primeiros aspectos do Logos Solar :

O Raio Azul manifesta o Poder e a Vontade empreendedora necessária para que se concretize toda a ação. Determinação e iniciativa que no plano humano resulta no domínio de si mesmo e no conhecimento do Eu, que não se deixa governar por outros. O absoluto arbítrio do seu destino é a sua fortaleza. Seu verbo é “querer”.

O Raio Rosa manifesta o Amor e o Desapego. Entrega incondicional à Fonte da Vida, compaixão e altruísmo. É o harmonizador que faz florescer o Bem em potencial no humano, já que inerente ao seu Eu Superior. A empatia que percebe o estado de consciência do próximo e se coloca no lugar dele. Fraternidade que ultrapassa a cooperação, pois provém do sentimento de unidade, enquanto a segunda vem da ação. Seu verbo é “amar”.

O Raio Dourado manifesta o conhecimento com Compreensão, que leva à Sabedoria, pois o conhecimento meramente racional é próprio do 5º Raio. Adaptabilidade, versatilidade decorrente de múltiplos interesses, capacidade de distanciamento e abstração para penetrar os mistérios do Universo e as Verdades absolutas. Traz a abertura para várias vertentes que facilitam a solução de problemas e também múltiplos interesses. Seu verbo é “pensar”.

A Chama Trina foi ancorada pelo Mestre Saint Germain dentro do seu Projeto Aquariano. Sua divulgação e todo o trabalho prático para o seu desenvolvimento é mais um recurso para a intensificação de potenciais, cura e Iluminação, dedicado aos buscadores alinhados com a mentalidade espiritual da Nova Era.
No Céu da Águia Dourada o ano de 2015 será dedicado a este Trabalho do seu patrono e Mestre Saint Germain.