ELIANE HAAS

ELIANE HAAS

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

OS QUATRO COMPROMISSOS TOLTECAS

Dentro da programação de estudos e práticas nos Trabalhos do Céu da Águia Dourada, que já contemplou o Gokkai ( os Cinco Princípios do Reiki), abordamos agora os Quatro Compromissos Toltecas..

A civilização pré- colombiana Tolteca foi um império notável, localizado onde hoje é a região central do México. Introduziu na América o calendário, desenvolveu a escrita, a fundição de metais e trabalhos em pedra, tendo seu florescimento no período denominado pós-clássico,a (aproximadamente 700 d.C., a 1250 d.C.) considerada uma cultura refinadíssima, que introduziu não só novos padrões arquitetônicos, mas primou pela busca e destinguiu-se pelo cultivo do mais alto nível de aperfeiçoamento espiritual que um ser humano pode almejar na Terra – conhecido como Toltequidad. 
O reflexo da sua sabedoria, certamente herdada de tradições ancestrais, incorporada e transmitida por diversas linhagens até hoje, encontra seu expoente máximo em Teotihuacan, a “cidade onde o homem se torna Deus”.
Os Compromissos foram compartilhados conosco pelo xamã e pesquisador Don Miguel Ruiz.

Nossa Mente é constantemente invadida por energias psíquicas que criam toda sorte de sentimentos desagradáveis e perturbadores, como tristeza, frustração, discórdia, ciúme, inveja, carência, egoísmo, dependência, irritabilidade, etc. São verdadeiros parasitas que se alimentam de brechas abertas por emoções negativas, quase sempre produzidas pelo medo. Tudo isso acaba se incorporando num sistema de crenças onde a pessoa acaba aprisionada – como se fizesse parte irreversível da sua personalidade – viciando-se na dor, no sofrimento, na ausência de uma plenitude que se distancia cada vez mais, num futuro inalcançável.
Examinar cada Compromisso à luz da Ayahuasca facilita a identificação e o treino do controle da emoção por trás de cada parasita, à fim de parar de alimentá-lo. Não se trata de tarefa fácil e daí a importância de se contar com a Ayahuasca como Aliada, pois a cada Compromisso nós nos defrontamos com essas formas vivas que emergem poderosa e sorrateiramente no nosso dia a dia.
Vigiar e deixar de cultivar as emoções que alimentam os parasitas requer treino e determinação onde muitas vezes falhamos, mas nem por isso se desanima e deixa de refazer o acordo perante o Compromisso. 
A finalidade de se trabalhar para honrar os Compromissos Toltecas é tornar a vida na Terra mais leve e agradável. É cumprir seu tempo aqui como verdadeiro Guerreiro/a, aumentando seu Poder Pessoal, na condição de um Ser Livre.

Estes são os Quatro Compromissos, conforme apresentados por Don Miguel Ruiz : 

1 - SEJA IMPECÁVEL COM SUA PALAVRA

É o compromisso mais importante. É através da palavra que expressamos nosso poder criativo, seja através da fala ou do pensamento. Nosso mais poderoso instrumento, que tanto pode ser usado para nos libertar como para nos escravizar.

O primeiro passo é ter consciência do poder da palavra e então, torná-la impecável. Impecável significa "sem pecado". "Pecado" significa ir contra a nossa essência. Nossa natureza mais íntima. Nossa Verdade.

Se formos, cada vez mais, nos tornando impecáveis com nossa palavra, poderemos re-criar nossa vida na direção do bem, do amor, da harmonia. Realizando exatamente o que dizemos.

Alinhando palavra e ação, sem mentiras que muitas vezes só nos reconhecemos, podemos nos libertar de todo tipo de conflito.

Este é um compromisso difícil de assumir, pois vai contra a "programação" que nos foi ensinada. 

Por isso é fundamental que se esteja consciente do poder da palavra, pois foi o uso inadequado deste poder que criou tanto conflito e trauma em nossa vida.

Assumindo o compromisso de sermos impecáveis com nossa palavra, é preciso observar o que pensamos e o que dizemos. Observar nosso diálogo interior, evitando toda crítica, julgamento e culpa. Substituir tudo isso por intenções de apoio, afeto, confiança, aceitação. Aos poucos vamos realizando esse processo na forma como lidamos com os outros, como falamos com eles, como pensamos sobre eles.

Ser impecável com nossa palavra é usá-la para cultivar a semente do amor que existe em nós. É só em terreno fértil que esse amor pode crescer e frutificar.

2 - NÃO LEVE AS COISAS PARA O LADO PESSOAL

Se você leva as coisas para o lado pessoal é porque, em algum nível, concorda com o que está sendo dito.

Costumamos levar as coisas para o lado pessoal devido a uma coisa chamada "importância pessoal". Achamos que tudo o que acontece a nossa volta tem a ver conosco, por sermos o "centro" dos acontecimentos. 

No entanto, as atitudes alheias tem mais a ver com a forma como vêem o mundo, baseando-se em compromissos que assumiram consigo mesmos.

Quando nos sentimos ofendidos ou magoados por alguém, nossa reação é rebater como que defendendo uma "verdade". Mas são apenas nossas perspectivas. Os outros nada tem a ver com isso, pois suas perspectivas são outras.

Daí tantos conflitos e tanto caos criado em nossas vidas. 

Não levar para o lado pessoal é viver num tal estado de paz e amor que tudo ao redor acaba sendo visto por esse prisma. Se vejo tudo através desse ângulo, posso me libertar das críticas e até dos elogios, mantendo sadia neutralidade.

O contrário do amor é o medo e consequente insegurança. Quanto mais medo abrigarmos em nós, mais levaremos as coisas para o lado pessoal.

3 - NÃO TIRE CONCLUSÕES

Temos a tendência de tirar conclusões sobre tudo e presumir "verdades".

Buscamos conclusões para termos "certezas" que nos dão aparente segurança.

Tiramos conclusões até sobre nós mesmos, criando autojulgamentos.

Não tirar conclusões significa viver a vida como ela é, dinâmica, viva, aberta e eternamente em movimento. Parando de presumir verdades, podemos viver simplesmente para acolher transformações.

É sempre preferível perguntar abertamente, ao invés de achar que detemos a realidade dos fatos.

4 - DÊ SEMPRE O MELHOR DE SI

Este compromisso refere-se a ação dos três compromissos anteriores.

É importante sempre dar o nosso melhor, lembrando que esse melhor nunca será o mesmo, pois tudo se encontra em constante mutação. Sendo a vida dinâmica, aberta, em constante movimento, não é sensato buscar aquele melhor idealizado nos filmes nos quais nos fizeram acreditar.

Dar o melhor de si significa não se empenhar exageradamente - mas tampouco "fazer corpo mole". Dar simplesmente nosso melhor a cada momento. Nem mais, nem menos.

Fazer o melhor acaba sendo uma ação prazerosa,  ao invés de trazer ansiedade na espera dos resultados.

Dar o melhor de si é ser feliz no agora, sem pressão, ansiedade ou culpa. 

 

domingo, 2 de agosto de 2020

PELO DESPERTAR DE UM NOVO TEMPO

No atual estágio em que nos encontramos na Terra, é imperioso que - nós que realizamos um Trabalho que consiste em auxiliar a nossa missão de aprendizado e despertar - dediquemos toda a atenção à sincronicidade com as mais altas Consciências que comandam a Terra e tudo o que aqui ocorre.
Assim, o Trabalho do Céu da Águia Dourada se volta para o equilíbrio interno que nos permite aprender, desenvolver e explorar nosso potencial espiritual - que é o que nesse momento realmente importa.
Sabemos que o Planeta-água, como Ser vivo, é sensível as nossas emanações vibratórias.
Estamos aqui para, através da nossa transformação interna, dar nossa pequena parcela de contribuição para a elevação da gama vibratória que abrigará a Nova Mentalidade. Mentalidade esta que, em meio ao caos, vai despontando e seguindo o fluxo da Alma coletiva para, inexoravelmente, evoluir.
Se pessoas indagam por que não tomamos posição perante os gravíssimos problemas sócio-políticos, respondemos que é porque estamos convictos de que eles são reflexo do interior de cada um e não serão resolvidos através de medidas externas. Essas medidas jamais atingirão a consciência das pessoas.
Isso não significa que não estamos cientes dos acontecimentos, porém a implantação de um novo paradigma requer, como única solução, uma transformação das mentalidades.
Até o presente, todas as tentativas no sentido de buscar soluções externas só mascararam as "boas" intenções e geraram hipocrisia, opressão, violência e injustiça - porque só houve uma mudança de lado nos conflitos, enquanto a essência permaneceu a mesma.
Toda vez que uma palavra se perde em discussões inúteis e disputas infindáveis, não constrói e deve se calar. Portanto, quem está desperto segue com calma e firmeza perante a certeza de que, em decorrência das ações coletivas pelas quais todos somos responsáveis, tudo ocorre como deve ser e a seu tempo se transformará, quando a medida de cooperação generosa for atingida.
Assim, estaremos engrossando as fileiras daqueles que, cada vez mais numerosos, despertam para a Fraternidade de um Novo Tempo.
Esta é a Instrução para aqueles que, ao longo das décadas tem, nesta Casa, usufruído dos ensinamentos e esclarecimentos proporcionados por essa Luz Divina que é a nossa Sagrada Ayahuasca.


“ O Novo Tempo é Deus no Céu quem determina.
É liberdade, paz, justiça e emoção.
Que a Imperatriz afaste os véus da ilusão
e aqui na Terra vingue a Lei do Coração”
(As Filhas da Lua – Hinário da Era de Aquário nº13)



 

Muitas são as cobranças para que nos posicionemos perante as ocorrências que se sucedem em nosso meio, por parte de pessoas até então ligadas entre si por laços de amizade e hoje separadas em facções opostas.

Temos a convicção de que existe um Comando Superior na Terra, que independe do poder das potências políticas e respeitando o livre-arbítrio, permite e assiste pacientemente a tudo que acontece. Por ter sido este o caminho escolhido pelo nosso coletivo, nada há o que dizer e sim vibrar para que se fortaleçam as energias positivas, cada vez mais em consonância com as decisões de quem realmente decide: o verdadeiro Governo da Terra.
No momento estamos em plena colheita de tudo o que foi semeado pelo inconsciente coletivo do país e do mundo.

Quando todo o malefício for purgado e as forças involutivas forem se enfraquecendo, as mudanças ocorrerão de forma rápida. Toda Crise é o olho do furacão da mudança. Seu ponto de mutação.

Assim como uma Nova Consciência vai nascendo nos corações e nas mentes, o velho paradigma vai morrendo e aqueles que o sustentam e dele se alimentam, pressentem o perigo da morte e se debatem ferozmente contra isso. Por este motivo, a separatividade, o egoísmo, a ganância, a injustiça, a perversidade e o desrespeito a tudo e a todos, parecem ganhar força - pois ainda encontram eco dentro de um número suficiente de corações.

No entanto, muitos corações estão sendo tocados e quando o processo evolutivo espiritual atingir o nível necessário, a hora vai chegar.

Mesmo em meio a essa aparente carência de consciências alinhadas com o Bem Superior, aqueles que então se sentirão convocados para implantar o novo modelo de desenvolvimento e convivência humana – que não contemplará as obsoletas ideologias que até agora conhecemos – estarão preparados.

O que temos a fazer no momento é nos recolher em meditação e focar nas nossas palavras, pensamentos e emoções, contribuindo para que, através das nossas ações, essa transição seja a mais breve e menos dolorosa possível.

 


sábado, 1 de agosto de 2020

IMPLANTANDO A NOVA CONSCIÊNCIA - parte 2

“Nenhuma espécie se dedica, com tanta tenacidade, à realização de sua desgraça, à destruição dos seres e das coisas; nenhuma pratica com tanta obstinação a violência e o assassinato individuais e coletivos; nenhuma trata suas crias com tamanha incoerência, descuido e até crueldade; nenhuma sujeitou suas fêmeas durante tanto tempo. Assim, por mil razões, o homem se tornou um animal louco”.

André Bourguignon - História Natural do Homem

 

De fato, o ser humano é o único que mata impiedosamente os membros da sua espécie, não para aplacar a fome, mas por motivações supostamente autotranscendentes como a família, a pátria, a religião – fatores que a Natureza desconhece. Este é um comportamento inquestionàvelmente patológico.

Nossa propensão às guerras religiosas, patrióticas ou ideológicas, nosso vício pelas intrigas, separatividade, o domínio e a manipulação, sempre se manifestou, independente dos avanços nas civilizações. Aos primeiros clamores de tresloucados líderes, a massa se inflama e parte para defender família, pátria, dinheiro – e até Deus - sacrificando a própria vida. Sempre dispostos a matar o diferente, pessoas que sequer conhecem. Defendem sua opinião e todos os opositores de seus interesses são declarados inimigos.

As noções abstratas de família e pátria incitam à violência e os que melhor matam e dominam são aclamados e venerados como heróis. Apesar dos esforços filosóficos, culturais e religiosos desde o início da civilização o comportamento e os impulsos permaneceram inalterados. Acumulando riquezas, não raro de forma ilícita, poucos refletem sobre o propósito da vida e a maioria insiste em ignorar a sua finitude.

Impregnados de profundo antropocentrismo e teocentrismo, seriamos uma abençoada espécie criada a imagem divina que atingiu o objetivo final de todo um processo cósmico para dispor do planeta e, quiçá, das vizinhanças do sistema solar. Fomos educados na convicção de sermos o pináculo de um processo evolutivo, o resultado de uma convergência de antecedentes que se plasmaram com a única finalidade de parir essa espécie “eleita” e criada “sob os à imagem do divino”. Às demais espécies animais e vegetais restaria o honroso desígnio de nos servir.

A Terra se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos. As bactérias surgiram há cerca de 3,8 bilhões de anos, habitando sozinhas durante os primeiros 2 bilhões de anos. Os organismos multicelulares só apareceram há 700 milhões de anos. Há 550 milhões de anos ocorreu a explosão cambriana marcando o início do reino animal aquático, tendo as espécies vegetais surgido há 400 milhões de anos. Há 280 milhões de anos surgiram os dinossauros, resultando nas aves 60 milhões de anos mais tarde. Nesta época surgiram também os primeiros mamíferos. O homo sapiens passou a compartilhar a Terra com outras espécies de hominídeos há pouco mais de 150 000 anos e a elas sobreviveu. Já teremos daqui desaparecido milhões de anos antes que o sol se consuma, incendiando a Terra.

Somos, portanto, nada mais especial do que uma dentre as muitas espécies que o planeta hospedou e talvez ainda hospedará.

Relutamos em aceitar como normal a esquizofrenia de uma origem divina embotada pelas artimanhas mentirosas de uma espécie assassina, gananciosa, corrupta, egocêntrica e desrespeitosa que nas suas permanentes disputas não hesita em cometer até o infanticídio. São características nossas, que as chamadas “bestas” da espécies animais não demonstram.

Dotados, por um lado, de genial capacidade para resolver problemas de sobrevivência e por outro, a incapacidade de superar problemas individuais, de ser feliz e de preservar o ambiente que nos sustenta, destruindo estruturas vivas que levaram bilhões de anos para se formar. Parecem ignorar que cada vida aniquilada jamais poderá ser substituída. Apesar da inteligência abstrata e todo um cabedal de experiência, nosso cerne sempre permaneceu inalterado. Porque deriva de um fator genético.

Estamos, pela nossa genética, incapacitados de incorporar as regras morais ditadas pelos esforços religiosos. A questão não é comportamental, pois a História comprova que esse tipo de repressão ou adestramento acaba explodindo de forma ainda mais selvagem e visceral.

Muitos cientistas que inicialmente aceitavam sem relutância a versão darwinista da evolução, à falta dos necessários elos que comprovariam as fases de transição entre as espécies, também estão convencidos de que o homo sapiens , tendo surgido “pronto” na face da Terra, foi resultado de um experimento genético promovido por inteligências alienígenas.

Atualmente, também correntes ligadas ao esoterismo mencionam com frequência a presença de um código genético reptiliano presente em certas elites da espécie humana. Seria originário da implantação de genes de seres provenientes de mundos extraterrestres. Examinando a espécie humana como um todo, diríamos que esse código não se restringe às elites dominadoras, mas a toda a espécie humana, pois as características reptilianas, avêssas as noções de paz e solidariedade tem estado presentes em todos os estágios das mais diversas civilizações, em todos os tempos, desde sempre.

Daí proviria a dicotomia que nos faz capazes de atos de extrema abnegação e compaixão – nossa essência Divina - até ímpetos da mais brutal e indiferente selvageria - herança reptiliana.

Aqueles que detém o poder político tem estado preocupados em dominar e conhecer o mundo exterior, inclusive alimentando a pretensão de desbravar / explorar outros planetas, quando sequer temos conseguido dar conta dos problemas que geramos aqui. Enquanto isso, o nosso interior, nosso sentido do Eu Sou, nossa mente eterna permanece relegada a um plano adormecido na ilusão da separatividade. Seus cuidados acabam entregues a terapeutas e medicamentos.

É preciso uma alteração profunda na mente para que uma transformação se concretize.

 

A proposta é, portanto: deflagrar uma ação imediata e efetiva para reparar o genoma individual, implantando uma Nova Consciência, sem resquícios de ímpetos reptilianos.

A Ciência costuma dizer que os seres, individualmente, mutam mas não evoluem. Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. O que evoluiria seriam as espécies. Entretanto, se nos basearmos na ressonância magnética da Teoria dos Campos Mórfogênicos, (v.artigo anterior), no atual estagio em que nos encontramos, nós não somos unidades distintas num meio fragmentado. É possível que ocorra uma filtragem da seleção natural de mutantes genéticos individuais influenciando e alterando o meio que estiver em sintonia e conectado.

Baseado no exposto no artigo anterior, trata-se de uma tarefa perfeitamente possível para quem se empenhar com vontade e disciplina.

Segundo Aldous Huxley, “O homem é a natureza que tomou consciência da sua própria existência”. Portanto, o caminho é assumirmos a responsabilidade do nosso processo evolutivo, partindo do espiritual. Essa nossa pulsão de morte, identificada por Freud como sendo de cunho estritamente biológico, dificilmente será resolvida pela cultura, mas sim pela Inteligência Espiritual.

Só ela, alterando a sequencia dos comandos que possibilitarão as modificações estruturais do Ser, pode nos tornar os agentes da nossa própria evolução.

Só ela, num estudo consistente voltado para o autoconhecimento, pode abrandar e anular esses arroubos de disputa, egoísmo e agressividade que não se alinham com a nossa natureza Divina. Só ela pode nos transformar a ponto de evitar nossa inevitável extinção, antes mesmo que tenhamos atingido nosso completo apogeu nesse tempo aqui na Terra.

Só ela é capaz desenvolver nossa potencialidade real para podermos usufruir da inestimável oportunidade do milagre da Vida, sendo felizes e pacíficos nesse planeta de beleza deslumbrante.

É trabalhando individualmente na mutação rumo à Nova Consciência que pretendemos nos inserir no projeto de uma Nova Era na Terra.


IMPLANTANDO A NOVA CONSCIÊNCIA - parte 1

Segundo o fisiologista, químico e biólogo inglês Rupert Sheldrake (* 1942) campos morfogenéticos são estruturas invisíveis que se estendem no espaço-tempo, moldando forma e comportamento de todos os sistemas do mundo material. Todo átomo ou célula gera um campo organizador que afeta todas as unidades desse tipo. Assim, sempre que um membro de uma determinada espécie aprende e repete um comportamento, o campo é modificado e essa modificação afeta toda a espécie, mesmo que não haja contato entre seus membros.

Cada espécie viva está cercada por um campo energético que contém uma memória comum aos demais desta espécie. Esses campos são o meio pelo qual os hábitos de cada espécie se formam, se mantém e se repetem. Sheldrake denominou “ressonância mórfica” o processo através do qual essas informações se propagam e sedimentam a memória coletiva – na espécie humana conhecida como inconsciente coletivo.

Segundo Sheldrake, “ Quando uma nova substância química é sintetizada em laboratório, não existe precedente que determine a sua forma de cristalização. Quando uma forma se efetiva, um novo campo mórfico passa a existir e, à partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável, em qualquer laboratório do mundo. Quanto mais vezes esse padrão se efetivar, maior será a probabilidade de que se repita em experimentos futuros."

A ressonância mórfica tende a reforçar todo padrão repetitivo, seja ele bom ou mal e, segundo essa teoria, seria mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam.

Essa modelagem fornece uma espécie de roteiro básico ou matriz para a ativação ou inativação de determinados genes.

Como todo inovador da Ciência, Dr. Sheldrake foi divinizado e demonizado no meio científico. Importante é que essa teoria vem sendo assimilada pelas mentes abertas voltadas para a Nova Consciência.

Exemplo do que acontece a nível subatômico na interação do observador com o observado está no experimento de Heisenberg (1901- 1976) onde ele formula a impossibilidade de se medir a posição /velocidade de uma partícula simultaneamente, pois o ato da simples medição vai afetar diretamente a medida dessas variáveis.

As atuais teorias sobre supercordas e hiperespaço enxergam um Universo multidimensional onde a matéria é representada por pequenas cordas de energia a nível quântico. Isso significa que todas as coisas e habitantes do planeta se interligam através de uma teia de relações de energia.

O “somos todos um”, incansavelmente repetido pelos místicos da Nova Era, tem fundamento e não é um apelo vazio baseado em crendice fanática.

Nada mais natural que transportar um conceito da teoria que acontece no âmbito quântico ao mundo em que vivemos.

Conforme se sabe, o próprio projeto homo sapiens sapiens foi resultado de uma implantação genética sem elo com as espécies precedentes e, ao que tudo indica, parece já ter cumprido o seu papel, pois a humanidade chegou ao impasse onde a dicotomia entre inteligência tecnológica e inteligência espiritual está ameaçando a própria Vida do planeta e da espécie.

O pequeno setor auto-consciente da humanidade (aqueles que no seu cotidiano ultrapassam as necessidades básicas de dormir, acasalar e trabalhar para se alimentar), move-se em busca de um diferencial capaz de implantar no aqui e agora uma Nova Consciência.

Neste contexto, citam-se relatos sobre a presença de crianças índigo e fala-se em alteração no DNA.

Da mesma forma que o homem de Neandertal foi, durante algum tempo, contemporâneo do homo sapiens, é provável que a atual e ainda majoritária espécie conviva com a que está sendo projetada e introduzida.

Partindo do principio de que tudo na Natureza cumpre um propósito e considerando todo o acima exposto, não é nem um pouco utópica a pretensão de que se tome individualmente a tarefa de se efetuar uma transformação de tal magnitude, capaz de alterar nossa vibração.

Anulando os traços reptilianos do nosso DNA, poderemos gerar uma estrutura orgânica compatível com uma mentalidade menos feroz e mais solidária.

No genoma reside a fábrica de proteínas responsável pelo trabalho químico, estrutural e regulador dos corpos e do nosso comportamento. Toda a selvageria e destruição na marcação de território, matando para comer, para ter, para competir, para dominar, todo esse desequilíbrio doente, pertencem a um DNA que já não terá mais serventia na Era que se pretende implantar.

É esse genoma que deve ser alterado, através de disciplinado Trabalho individual, voltado para o auto-conhecimento. É esse genoma que precisa ser alterado, para gerar e receber os seres de uma evolução superior que estão encarnando

Todas essas teorias científicas aqui abordadas servem para nos encorajar a empreender tal tarefa. Somos capazes de promover tal mudança e, desta vez, já galgamos o nível de maturidade espiritual suficiente para não precisar esperar pela intervenção Divina.


A Escola da Águia Dourada está, como tantas outras, alinhada com essa missão.

A Nova Consciência está ao alcance de quem quiser participar desse Projeto e dela usufruir, ainda em vida aqui na Terra, sem qualquer fanatismo utópico. Podemos nos afetar e transformar – nosso dia a dia e o do nosso meio mais próximo, em oásis de paz, bem-estar, amor e discernimento.

Co-criar essa Realidade.