ELIANE HAAS

ELIANE HAAS

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domingo, 22 de agosto de 2010

CONSIDERAÇÕES SOBRE A REENCARNAÇÃO

Seria justo que alguns nasçam e vivam sob miseráveis condições, enquanto outros já dispõem de todos os atributos para evoluir ou se realizar vitoriosamente na vida?

Como explicar capacidades tão díspares compartilhando o mesmo espaço-tempo, a genialidade e a quase demência, a saúde e a deficiência nata, seres humanos que beiram a iluminação e outros capazes de maldades de uma barbárie inacreditável?

Mesmo que a genética explique essas diferenças, permanece a pergunta: qual foi o critério de seleção?

Existiriam "eleitos" e "enjeitados" de Deus?

Como evoluir plenamente durante o breve tempo de uma única existência?

Iremos para o "céu", "paraíso”, ou como queiram chamar – poluindo esses lugares / dimensões com toda essa bagagem de (na mais inocentes das hipóteses) frustrações, complexos, ambições e mesquinharias mal resolvidas? ou estaremos, após tão breve oportunidade, condenados à danação eterna ?

Também chamada metempsicose, a doutrina da Reencarnação ensina que o ego imortal, com a morte do corpo físico e após determinado período, transmigra para outro corpo, recém-formado, retomando a sua existência de aprendizado e evolução, refazendo a sua história.

Assim, um único indivíduo passa por uma pluralidade de vidas, cada vez num “invólucro” diferente. Sempre acumulando experiências na saga de uma existência única, porém alternada por capítulos de atividade encarnado na Terra e fases de atuação em planos não físicos.

Cabe ressaltar que não são os nossos quatro corpos inferiores (mais densos, vinculados ao mundo físico) que reencarnam, pois estes são constituídos de elementos mortais e transitórios. Servem apenas a uma encarnação. O que realmente transmigra de uma vida a outra é a entidade superior e imortal que a literatura yorubá de Ifá denomina Ori e a Teosofia, Buddhi-Manas – a mente individual, princípio imortal do ego e parte integrante da tríade superior dos corpos do ser humano. Manas luta para evoluir, finalmente libertar-se da roda das encarnações e ser absorvido pela Monada Divina.

Monada é a essência do Uno, do Absoluto incognoscível que penetre o Universo em todas as dimensões através dos estágios da evolução e involução cósmicas. Ou seja, o que conhecemos por “Deus”.

Presente nas Escrituras Sagradas da maior parte das religiões orientais, o conceito da Reencarnação sempre foi mencionado como realidade subentendida que não necessita de provas ou demonstrações, como verdade coerente e incontestável.

No ocidente foi endossado ao longo da história por Sócrates, Pitágoras, Platão, Lessing, Emerson, Goethe ... para citar alguns.

Apesar de não reconhecida pelo Cristianismo, Islamismo e uma parte do Judaísmo, é a crença de dois terços da população mundial.

Há, na Bíblia, diversas citações que corroboram a crença na reencarnação, mas não cabe aqui discussão sobre interpretações.

Fato é que, quando o Cristianismo tornou-se religião oficial, dentre muitas alterações de conveniência introduzidas pelos vários Concílios e impostas às populações convertidas, também a crença na reencarnação foi abolida, ou melhor, distorcida e substituída pela crença na “ressurreição da carne”.

Não vamos nos deter numa hipótese que contraria absurdamente as leis da natureza, afirmando que no futuro todos os mortos que jazem no planeta Terra há centenas de milhares de anos estão aguardando para, finalmente, ter seus corpos físicos inteiramente reconstituídos e poder usufruir “de uma vida eterna”.

No séc.XX, a expansão da Doutrina Espírita de Allan Kardec muito contribuiu para a difusão do Reencarnacionismo no ocidente, principalmente no Brasil onde foram registrados casos assombrosos. No entanto, permaneceu restrito, pois o aspecto religioso do Espiritismo encontrou resistência por parte de quem à priori negava-se a confrontar-se com o assunto.

A Reencarnação sempre se situou como coluna mestra das religiões africanas e afro brasileiras, que, objetos de preconceito e discriminação, permaneceu rotulada como “superstição de gente iletrada e atrasada”.

Já as centenas de pesquisas sobre experiências de quase morte (EQM) publicadas, destacando-se as realizadas por cientistas sérios como Raymond Moody (Vida depois da Vida, 1975) e Thorwald Detlefsen (Vida após a Vida, 1974; A Experiência da Reencarnação, 1976) já tiveram repercussão avassaladora.

Diante de tantas centenas de casos relatados e comprovados, pouco ceticismo sobre o assunto permaneceu inabalado, a não ser junto aos que temem discernir com liberdade, ainda apegados fielmente a uma “crença” imposta pela cabeça de outrem, mesmo que sem fundamento plausível.

A obra de Carl Gustav Jung contribuiu decisivamente para que psicólogos estudassem o assunto com profundidade e hoje, utilizando a hipnose, a Terapia de Vidas Passadas (TVP) é uma técnica plenamente legitimada e adotada por médicos e psicólogos.

NOSSO LAR

É com grande prazer que queremos destacar a estréia do filme NOSSO LAR, do diretor Wagner de Assis, baseado na obra de Chico Xavier ditada por André Luiz, que transmite suas impressões sobre o mundo espiritual pós vida.

O livro foi um best seller publicado em 1944 e avalia-se que tenha sido lido por 16 milhões de pessoas.

O filme estará nos cinemas a partir de 03/09 e, tratando de questão que tange o mistério da morte e, portanto, diz respeito a todos os seres humanos, certamente atrairá todos os públicos.

Justificar

Um comentário:

nelson disse...

MUITO BOA SUAS COLOCAÇÕES SOBRE REENCARNAÇÃO. QUE BOM QUE EXISTEM ESFORÇOS NESSE SENTIDO, O ESCLARECIMENTO SÉRIO, RESPONSÁVEL À DISPOSIÇÃO DE QUER DESEJAR BUSCAR. Nelson de Oliveira Lemes