ELIANE HAAS

ELIANE HAAS

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sábado, 8 de agosto de 2020

NÃO TIRAR CONCLUSÕES - terceiro compromisso tolteca

Nossas conclusões acerca de opiniões e atitudes alheias decorrem quase sempre da nossa própria perspectiva e a sensação de aparente segurança que certezas pessoais e absolutas nos conferem. A maior agravante decorrente desse hábito é quando, por conta de generalização, rotulamos as pessoas – como frequentemente acontece em meio aos ânimos exaltados pelas discussões.

Apontar causas e justificativas nos dá uma falsa sensação de segurança. Essa segurança é alimentada, fortalecida, e cresce na medida em que a conclusão é compartilhada por um grupo. Mesmo abdicando da independência do discernimento, é compensada pela segurança da sensação tribal, atávica, de “pertencer”. Como na torcida pelos times de futebol, independente do mérito, ou nas ideologias, quando a adoção das posições ideias “oficiais” do grupo a que se pertence ou da maioria, substitui o discernimento.


A necessidade da segurança de estar certos é tal que, se não tiramos conclusões e nos aferramos a essas certezas, nos sentimos ameaçados, passamos a encarar qualquer opinião contrária como inimiga e preferimos destruir relacionamentos para defender nossas posições “certas”.

Até a Ciência se tranquiliza procedendo desta forma, não hesitando em formular teorias absurdas para questões que absolutamente não consegue explicar, para não admitir que ignora respostas. 
Tiramos conclusões criando uma teia de controle, principalmente quando tagarelamos sobre elas. Não pedimos esclarecimentos, concluímos e acreditamos estar certos.

Ao defender nosso ponto de vista como “certo”, tentamos tornar a outra pessoa automaticamente “errada” e ruim – mesmo não estando no lugar da pessoa para enxergar sob o seu foco.
Enxergamos e escutamos seletivamente o que queremos – inclusive ignorando fatos - à fim de endossar conclusões e fortalecer o rótulo que colocamos em alguém ou alguma situação. Interessante notar que o rótulo, por si, tem caráter profético e parece já definir acontecimentos futuros.

Mesmo quando vemos e escutamos, mas não compreendemos, tiramos conclusões. 

Quando nos contam algo, tiramos conclusões e tomamos partido. Se não nos contam, a necessidade de “saber” é preenchida com conclusões, pois é imperioso emitir opinião e tomar partido.

Para uma comunicação mais fluida e sem mal entendidos, é sempre melhor sermos mais assertivos e não nos furtarmos a perguntar, ao invés de partirmos do pressuposto de que conhecemos a verdade dos outros.

É sempre melhor perguntar diretamente do que fazer suposições. O diálogo é sempre melhor do que a discussão.

 

NADA TOMAR COMO PESSOAL - segundo compromisso tolteca

 Este seria o segundo passo para a liberdade dos padrões restritivos que nos aprisionam, examinado na nossa Jornada.

Medo, Cobiça e Desejo de Poder são os três pilares da percepção distorcida que, invariavelmente, está por trás dos conflitos e guerras.
Ocorrências são fatos. Já as suas causas são passíveis de interpretações errôneas - com atenuantes e agravantes - pois dependem da perspectiva do observador. Essas perspectivas advindas de um foco individual geram reações e “julgamentos” também pessoais. 
Da mesma forma que nenhuma pessoa é igual a outra, a perspectiva também muda. Não havendo duas pessoas iguais, não há Verdade absoluta fora da Consciência individual.
Criticar ou “condenar” alguém, gera a satisfação de se sentir superior.
O Medo atávico arraigado na natureza humana também produz a necessidade do coletivo, de fugir da solidão, de se alimentar da ilusão de “pertencer”. Essa consciência coletiva que vai desde as corporações esportivas até as ideologias políticas cria a robotização que obedece a palavras de ordem, embotando o Ser Sagrado individual, deixando de operar o seu próprio discernimento e de assumir as suas próprias responsabilidades.
Se juntam na ilusão de se proteger e fortalecer, sem saber que a verdadeira Força está na própria Consciência.
Nós x Eles – implica numa opinião grupal que embota a Consciência, pois assim como não há duas pessoas iguais – além do factual incontestável - só pode haver Verdade na consciência individual. 
Não se permitir ser atingido pelo que pensam, dizem ou fazem não é fácil, mas constitui um instrumento libertador por excelência.
Poucos tem objetividade para observar o externo com isenção e só enxergam o mundo através dos seus próprios olhos. O que pensam, dizem ou fazem é motivado por eles mesmos ou pela mentalidade grupal na qual elegeram se inserir, na ilusão de se fortificar.


Toda vez que levamos alguma atitude alheia para o lado pessoal, permitindo que nos atinja, estamos concordando com o que está sendo dito/feito. É importante notar que não passa de projeção da realidade do outro. Portanto, toda vez que nos ofendemos é porque sentimos no íntimo que há ali um fundo de verdade.
No momento em que nos ofendemos, já fomos capturados pela auto - importância expressada no orgulho que tenta encobrir que nós não somos sempre o centro das atenções.

Se somos insultados diretamente, independente de ser justo ou não - não importa. Quem se ressente está aceitando e incorporando o veneno propagado.
Ninguém consegue agradar a todos. Unanimidade não existe.
Nada do que o outro pensa, diz ou faz, é problema seu. É dele.
O ressentido concede Energia ao ofensor e energia é Poder.
E por que isso é ruim ? Cada vez que concedemos Poder ao outro, isso gera ira e tristeza. Cada vez que acolhemos esse parasita, ele nos captura e se torna poderoso, abrindo espaço para emoções negativas que acabam nos invadindo.

Os Seres humanos estão viciados em sofrer, se enredam e se escoram uns nos outros para alimentar esse vício.
Todo aquele que ainda não despertou totalmente, sente a Dor de estar aqui sem saber por que, de onde veio, para onde vai, atropelado pela poderosa atração da Matéria.
Quem sabe quem é, ama-se com suas qualidades e defeitos, Luz e Sombra. Confia no seu valor e responsabilidade perante a vida, não sentindo a necessidade de ser aceito.

O Guerreiro Espiritual cuida da sua missão primordial de Despertar, examinando e cultivando suas emoções com as próprias armas : a plena atenção e a disciplina. 
Nessa empreitada, a Ayahuasca é um aliado valorosíssimo, pois facilita que foquemos a nossa atenção em outra direção que não a do pessoal.
... não nos esquecendo que, para onde dirigimos nossa atenção, flui a Energia. E a Energia fecunda, muitas vezes, o que não queremos.

A IMPECABILIDADE DA PALAVRA - primeiro compromisso tolteca

 “Ser impecável com a própria palavra é empregar corretamente a sua energia e usá-la na direção da verdade e do amor por você mesmo” – Don Miguel Ruiz – Os Quatro CompromissosToltecas 

Desde que aprende a falar, o ser humano utiliza as palavras exaustivamente, falando por falar, na maioria das vezes dizendo coisas sem significado e importância. Apenas pelo gosto de não precisar se confrontar com o seu tagarelar mental e não se sentir sozinho consigo mesmo, confrontando-se com um vazio que lhe parece sem sentido.

Então entrega-se a um passatempo que vai do inútil “jogar conversa fora” até a nociva fofoca. Disseminar informações cuja veracidade não podemos comprovar ou, pior, que absolutamente nada acrescentam em benefício de quem quer que seja, é uma das piores formas de envenenamento mental através da palavra. Envenena também porque influencia, com a palavra descuidada e leviana, a opinião de terceiros. Conquistar a opinião de terceiros significa o apoio para o próprio ponto de vista que nos confere a ilusão de engrandecimento e poder. 

A Palavra é um atributo da mente humana, única espécie capaz de se manifestar, comunicando e expressando uma intenção.
Impecável é uma palavra com origem latina – impecabille - cujo significado é “incapaz de pecar”. 
A palavra pecado deriva do latim ‘
peccatum, i’ , que significa “delito”(do verbo ‘pecco, as, vi, ātum, are’), tropeçar , dar um passo em falso, enganar-se. Em grego é “hamartia” - errar o alvo, sair da rota. 

Impecabilidade significa “sem pecado” Então, a Impecabilidade da Palavra seria a capacidade de utilizarmos esse maravilhoso instrumento à serviço do melhor nível que o nosso caráter possa atingir e não contra nós mesmos – que é o alvo onde refletem todas as nossas intenções e ações .

A linguagem verbal, como manifestação do pensamento racional, é o principal instrumento de comunicação da mente humana. Instrumento que, devido a conotações subjetivas dá origem a mal-entendidos, mas, ainda assim, tem sido extremamente útil como expressão do conhecimento.

A existência de uma suposta “palavra de Deus” é uma consideração bem recente na História da humanidade. Embora os Vedas sejam reverenciados como uma escritura sagrada, ninguém considera que tenham saído, literalmente, da “boca” divina. O verdadeiro livro Divino, dada a extrema complexidade não linear da Manifestação Universal, não caberia nas limitações da comunicação verbal. Sua linguagem é simbólica. O “livro” é a própria Natureza Cósmica.

Na área devocional o ser humano tem, desde sempre, se utilizado da palavra para melhor canalizar e expressar suas emoções, chegando ao ponto de  materializa-las com mais eficiência. Bênçãos e pragas pertencem a todas as culturas.

A vivência comprova que, quando focalizamos nossa mente em algo, e a isto somamos o sentimento e a emoção para finalmente expressá-lo verbalmente, estamos exteriorizando e materializando um Poder capaz de afetar a dimensão material densa.

As tradições espirituais do Hinduísmo e do Budismo utilizam mantras como técnica meditativa para alcançar determinados estados mentais. Já a yorubá, que tem suas raízes na mais remota antiguidade e foi, até os últimos séculos, exclusivamente oral, utiliza três modalidades principais que poderíamos denominar genericamente “rezas”:Oriki (invocação),Adura (louvação) e Ofó (encantamento).

A intenção dos Oriki e Adura é facilitar a conexão com o Divino. O Ofó (encantamento) direciona uma intenção. Considerando a boca um dos mais potentes transmissores de energia, o Ofó pronunciado e acrescido de elementos de magia dos diversos elementos da Natureza tem grande poder de concretização.   

Diante da energia liberada em cada palavra que pronunciamos, podemos nos conscientizar de que elas afetam não só a quem as dirigimos, como também a nós mesmos. Alguns psicólogos chegam a afirmar que “tudo o que dizemos aos outros, primeiramente estamos dizendo a nós mesmos”.

Em decorrência desse enorme Poder, é importante essa conscientização da influência da palavra tanto para o Bem como para o Mal, pois pode se tornar um veículo de Justiça ou de Manipulação. Promove tanto a Conciliação quanto alimenta o Conflito.

Expressão do nosso livre arbítrio, ela é capaz se mudar nosso destino e o de nações inteiras.

Se por um lado a Palavra, como fonte sublime da poesia, atinge o auge da expressão da inteligência, sensibilidade e criatividade da nossa espécie, pode se tornar também um perigoso instrumento escravizador.
Como vemos no mito bíblico da Torre de Babel, a palavra mal empregada tornou-se um obstáculo ao entendimento, promovendo guerras. A palavra não só liberta, como também é capaz de captar ideias à ponto de transformá-las em agentes da mentira e da opressão. 

Palavra Impecável é a que só transmite aquilo em que se acredita, ou seja, a sua própria Verdade, uma vez que esta, fora da realidade factual, é opinião relativa e depende do foco.

Opinião é apenas opinião e raramente nos deparamos com a Verdade absoluta, mas apenas com opiniões. A Verdade não precisa de quem a defenda e dispensa que se diga : eu estou certo e vc errado.
Este primeiro Compromisso é talvez o mais difícil de ser honrado e interage com todos os outros. Por isso, é importante que atentemos para o mau uso da Palavra, que pode requerer muitas frases para construir algo positivo e uma única para tudo destruir.
A motivação inconsciente por trás do ego é estar sempre fortalecendo a imagem que paulatinamente construímos de nós, pois todas as suas atividades são governadas pelo medo de não ser alguém.

Na esfera cotidiana podemos considerar a mente  como um terreno fértil onde sementes são plantadas continuamente. O seu desabrochar só depende de nós.

Segundo os estudos de Eric Berne que geraram a Análise Transacional, o estado de consciência denominado Ego Pai é formado a partir das primeiras influências de pais/cuidadores da criança não só através de gestos e atitudes, mas grande parte também através de normas, valores, conceitos, regras e programas de conduta expressados verbalmente. Assim se formam opiniões, ideias e (pré)-conceitos emitidos e replicados ad infinitum. A pessoa acaba – sem refletir se naquilo acredita ou não – repetindo o que, durante anos, ouviu. 

O medo, que é o ponto central do nosso drama terrestre - que é o medo da não existência, a dor da própria finitude, de saber que nenhuma forma é permanente e que tudo e transitório. 

Impecabilidade é ser coerente perante a Verdade do seu coração. É ter a idoneidade de assumir a responsabilidade por todos os atos, sem se julgar ou culpar, sem atribuir culpa a outras pessoas ou a fatores externos.

Ser impecável é amar e respeitar a si próprio, pois a auto-rejeição significa a destruição da própria vida. 

No nosso Trabalho com o primeiro Compromisso Tolteca à Luz da Ayahuasca contamos com seu Poder Aliado para detectar, reconhecer e começar a superar toda a nossa falsidade em torno da utilização da Palavra, como primeiro passo para a Libertação rumo a uma vida mais pacificada – e agradável. 

No decorrer da vida, palavras capazes de captar nossa atenção vão nos influenciando, podem alterar nosso posicionamento no mundo e também influenciar outros.

Não há possibilidade de Iluminação, ascensão espiritual (ou como é moda se dizer hoje em dia: mudar o DNA ) se não nos libertarmos desses padrões de comportamento – a começar pela Impecabilidade da Palavra – reflexo do medo atávico.

Não há passe de mágica para transcender esse nível de falsos condicionamentos que fazem da nossa estadia neste planeta uma batalha incessante que só nos leva a frustração e ao sofrimento. 

Por ser tão difícil limpar o veneno emocional de toda uma vida programada pela insegurança e pela auto-rejeição, a Ayahuasca pode ser um valioso instrumento de trabalho para uma clara autoanálise. Se existir, evidentemente, o desejo sincero de se entregar a essa empreitada.


Com a finalidade de autoexame se reconhecendo dentro da nossa mais profunda intimidade, examinamos alguns pontos recorrentes: 

Mal entendidos - com relação as palavras vem do fato de pensarmos que ao vincularmos um termo a uma determinada coisa, captamos o seu significado e sabemos o que ela é. No entanto, essa palavra é apenas um rótulo. Rótulos verbais tornam a realidade mais superficial e vazia, podendo transmitir informação, mas nunca pleno conhecimento.

Ofensas - ser impecável com a palavra significa, em primeiro lugar, não revertê-la contra si mesmo. Se a palavra ofensiva contra mim chega ao ponto de me ofender, é porque me identifico emocionalmente com ela. Estou dando crédito e me envenenando com essa energia. Da mesma forma, se me deixo empolgar com elogios que me envaidecem, mas que, na verdade, bem sei que são desproporcionais e  não  correspondem a realidade que só eu conheço. Há que ter cuidado com as palavras alheias para que não se incorporem ao nosso sistema de crenças.

Críticas – como o ego está permanentemente lutando pela sua sobrevivência e supremacia, precisa se fortalecer. Esse fortalecimento depende do seu oposto: o outro, o “oponente inimigo”. Dentro desse padrão egoico da consciência surge a compulsão de diminuir, de encontrar defeitos nos outros a fim de ganhar força e superioridade. É preciso que se atente para comentários “inocentes” que mencionam fatos ou aspectos desabonadores a respeito de terceiros, por vezes até exprimindo falsa simpatia, enquanto a intenção oculta e real é revelar a inferioridade do outro para salientar a própria superioridade.

Incoerência – dizer uma coisa e fazer outra. Acaba com a credibilidade, gerando descrédito e desrespeito. A Palavra Impecável assume responsabilidade por suas convicções e só promete o que tem certeza de poder – e querer – cumprir.
Pregar um princípio e defender atitudes contrárias com dois pesos e duas medidas faz a pessoa sustentar o protecionismo do “ aos meus, tudo; aos outros, nada”.

Reclamações - esse padrão aplica rótulos negativos a situações ou pessoas, com a intenção e se justificar ou se engrandecer. É óbvio que não se trata aqui de se manter passivo e tolerar situações inadequadas ou ofensivas. Mas tudo depende de como essas falhas são apontadas. Neste caso elas serão objetivas, impessoais e direcionadas para a mudança em questão - e não voltadas para o ataque pessoal.

Queixas – quase sempre acompanhadas de ressentimento vitimizador, com pessoal / falsa(?) interpretação de fatos , a projeção de uma mente condicionada a ver inimigos por toda parte, para justificar seus fracassos e poder se colocar como certa e superior. Pode descambar para a raiva, que vai ruminando o diálogo interior e acaba envenenando a pessoa que, no final, até se perde de onde tudo começou.
De toda forma, elas sempre buscam nutrir um sentimento de superioridade, pois nada fortalece mais o ego do que estar “certo”.
Toma por verdade e compartilha informações que alguém afirmou sobre um terceiro, deturpando-lhe a palavra que, à custa de repetição cria um rótulo que acaba se aderindo a pessoa e se torna "verdade" oficial de um personagem.

Tagarelices - identificadas com o fluxo incessante da Mente que não quer calar, transmitindo pensamentos compulsivos, pois parece se sentir incomodada com a própria Presença. Precisa fugir do confronto com o mistério da sua própria solidão. Não tendo algo relevante a ser dito, apenas se distrai com o ruído da própria voz e as sucessivas cascatas de relatos e comentários sem conteúdo importante. Conhecido como “jogar conversa fora”.

Fofocas – a satisfação em mostrar que “sabe” o que o outro desconhece, que vai passar uma informação, dar uma notícia, não importa se boa ou má. Pode vira acompanhada de um falso tom de compaixão ou solidariedade, mas bem no íntimo carrega em si uma crítica velada e a sensação vitoriosa de “comigo não aconteceu” , colocando-se numa posição de vantagem.
Insinua-se como veneno sorrateiro até usando como alvo pessoas que diz amar, pois a intenção primordial é captar a atenção e a aprovação de quem ouve.
Pode conter os elementos ciúme e inveja. Se alguém tem mais ou sabe mais, nosso ego se sente ameaçado, diminuído e procura se recuperar menosprezando e reduzindo o valor da capacidade do outro. Tenta depreci-a-lo aos olhos dos demais.
Toma por verdade e compartilha informações que alguém afirmou sobre um terceiro, deturpando-lhe a palavra original que, à custa de repetição cria um rótulo que acaba se aderindo a pessoa e se torna "verdade" oficial de um personagem.

Feitiços – comentários e opiniões emitidas por pessoas que prezamos já geram, por si, influência. Muitas vezes uma palavra tendenciosa já é suficiente para captar nossa atenção à ponto de mudar o nosso foco e alterar os fatos. No momento em que nela acreditamos sem examinar outros aspectos, ela se perpetua como parte do nosso sistema de crenças, transformando-se em veneno. Daí a importância da imparcialidade. Á partir de um certo nível de Consciência emancipada, já passam a ser nocivas as associações de natureza “tribal” como ideologias, partidarismos e demais corporativismos próprios da mente adolescente, à moda do “um por todos, todos por um”.

Xingamentos – é mais um rótulo sobre pessoas e situações que exprime nossa necessidade de triunfar. Linguagem chula e palavras de baixo calão são a expressão mais primitiva de quem não tem o que argumentar e são incompatíveis com a boca que se propõe comunicar com o Divino. Verbalizar reforça a intenção e acessa o pensamento, dentro do campo energético correspondente.

Esses pontos recorrentes são uma sugestão e permanecem em aberto para outras questões que eventualmente surjam no prosseguimento desses estudos. 

OS QUATRO COMPROMISSOS TOLTECAS

Dentro da programação de estudos e práticas nos Trabalhos do Céu da Águia Dourada, que já contemplou o Gokkai ( os Cinco Princípios do Reiki), abordamos agora os Quatro Compromissos Toltecas.

A civilização pré- colombiana Tolteca foi um império notável, localizado onde hoje é a região central do México. Introduziu na América o calendário, desenvolveu a escrita, a fundição de metais e trabalhos em pedra, tendo seu florescimento no período denominado pós-clássico,a (aproximadamente 700 d.C., a 1250 d.C.) considerada uma cultura refinadíssima, que introduziu não só novos padrões arquitetônicos, mas primou pela busca e destinguiu-se pelo cultivo do mais alto nível de aperfeiçoamento espiritual que um ser humano pode almejar na Terra – conhecido como Toltequidad. 
O reflexo da sua sabedoria, certamente herdada de tradições ancestrais, incorporada e transmitida por diversas linhagens até hoje, encontra seu expoente máximo em Teotihuacan, a “cidade onde o homem se torna Deus”.
Os Compromissos foram compartilhados conosco pelo xamã e pesquisador Don Miguel Ruiz.

Nossa Mente é constantemente invadida por energias psíquicas que criam toda sorte de sentimentos desagradáveis e perturbadores, como tristeza, frustração, discórdia, ciúme, inveja, carência, egoísmo, dependência, irritabilidade, etc. São verdadeiros parasitas que se alimentam de brechas abertas por emoções negativas, quase sempre produzidas pelo medo. Tudo isso acaba se incorporando num sistema de crenças onde a pessoa acaba aprisionada – como se fizesse parte irreversível da sua personalidade – viciando-se na dor, no sofrimento, na ausência de uma plenitude que se distancia cada vez mais, num futuro inalcançável.
Examinar cada Compromisso à luz da Ayahuasca facilita a identificação e o treino do controle da emoção por trás de cada parasita, à fim de parar de alimentá-lo. Não se trata de tarefa fácil e daí a importância de se contar com a Ayahuasca como Aliada, pois a cada Compromisso nós nos defrontamos com essas formas vivas que emergem poderosa e sorrateiramente no nosso dia a dia.
Vigiar e deixar de cultivar as emoções que alimentam os parasitas requer treino e determinação onde muitas vezes falhamos, mas nem por isso se desanima e deixa de refazer o acordo perante o Compromisso. 
A finalidade de se trabalhar para honrar os Compromissos Toltecas é tornar a vida na Terra mais leve e agradável. É cumprir seu tempo aqui como verdadeiro Guerreiro/a, aumentando seu Poder Pessoal, na condição de um Ser Livre.

Estes são os Quatro Compromissos, conforme apresentados por Don Miguel Ruiz : 

1 - SEJA IMPECÁVEL COM SUA PALAVRA

É o compromisso mais importante. É através da palavra que expressamos nosso poder criativo, seja através da fala ou do pensamento. Nosso mais poderoso instrumento, que tanto pode ser usado para nos libertar como para nos escravizar.

O primeiro passo é ter consciência do poder da palavra e então, torná-la impecável. Impecável significa "sem pecado". "Pecado" significa ir contra a nossa essência. Nossa natureza mais íntima. Nossa Verdade.

Se formos, cada vez mais, nos tornando impecáveis com nossa palavra, poderemos re-criar nossa vida na direção do bem, do amor, da harmonia. Realizando exatamente o que dizemos.

Alinhando palavra e ação, sem mentiras que muitas vezes só nos reconhecemos, podemos nos libertar de todo tipo de conflito.

Este é um compromisso difícil de assumir, pois vai contra a "programação" que nos foi ensinada. 

Por isso é fundamental que se esteja consciente do poder da palavra, pois foi o uso inadequado deste poder que criou tanto conflito e trauma em nossa vida.

Assumindo o compromisso de sermos impecáveis com nossa palavra, é preciso observar o que pensamos e o que dizemos. Observar nosso diálogo interior, evitando toda crítica, julgamento e culpa. Substituir tudo isso por intenções de apoio, afeto, confiança, aceitação. Aos poucos vamos realizando esse processo na forma como lidamos com os outros, como falamos com eles, como pensamos sobre eles.

Ser impecável com nossa palavra é usá-la para cultivar a semente do amor que existe em nós. É só em terreno fértil que esse amor pode crescer e frutificar.


domingo, 2 de agosto de 2020

PELO DESPERTAR DE UM NOVO TEMPO

No atual estágio em que nos encontramos na Terra, é imperioso que - nós que realizamos um Trabalho que consiste em auxiliar a nossa missão de aprendizado e despertar - dediquemos toda a atenção à sincronicidade com as mais altas Consciências que comandam a Terra e tudo o que aqui ocorre.
Assim, o Trabalho do Céu da Águia Dourada se volta para o equilíbrio interno que nos permite aprender, desenvolver e explorar nosso potencial espiritual - que é o que nesse momento realmente importa.
Sabemos que o Planeta-água, como Ser vivo, é sensível as nossas emanações vibratórias.
Estamos aqui para, através da nossa transformação interna, dar nossa pequena parcela de contribuição para a elevação da gama vibratória que abrigará a Nova Mentalidade. Mentalidade esta que, em meio ao caos, vai despontando e seguindo o fluxo da Alma coletiva para, inexoravelmente, evoluir.
Se pessoas indagam por que não tomamos posição perante os gravíssimos problemas sócio-políticos, respondemos que é porque estamos convictos de que eles são reflexo do interior de cada um e não serão resolvidos através de medidas externas. Essas medidas jamais atingirão a consciência das pessoas.
Isso não significa que não estamos cientes dos acontecimentos, porém a implantação de um novo paradigma requer, como única solução, uma transformação das mentalidades.
Até o presente, todas as tentativas no sentido de buscar soluções externas só mascararam as "boas" intenções e geraram hipocrisia, opressão, violência e injustiça - porque só houve uma mudança de lado nos conflitos, enquanto a essência permaneceu a mesma.
Toda vez que uma palavra se perde em discussões inúteis e disputas infindáveis, não constrói e deve se calar. Portanto, quem está desperto segue com calma e firmeza perante a certeza de que, em decorrência das ações coletivas pelas quais todos somos responsáveis, tudo ocorre como deve ser e a seu tempo se transformará, quando a medida de cooperação generosa for atingida.
Assim, estaremos engrossando as fileiras daqueles que, cada vez mais numerosos, despertam para a Fraternidade de um Novo Tempo.
Esta é a Instrução para aqueles que, ao longo das décadas tem, nesta Casa, usufruído dos ensinamentos e esclarecimentos proporcionados por essa Luz Divina que é a nossa Sagrada Ayahuasca.


“ O Novo Tempo é Deus no Céu quem determina.
É liberdade, paz, justiça e emoção.
Que a Imperatriz afaste os véus da ilusão
e aqui na Terra vingue a Lei do Coração”
(As Filhas da Lua – Hinário da Era de Aquário nº13)



 

Muitas são as cobranças para que nos posicionemos perante as ocorrências que se sucedem em nosso meio, por parte de pessoas até então ligadas entre si por laços de amizade e hoje separadas em facções opostas.

Temos a convicção de que existe um Comando Superior na Terra, que independe do poder das potências políticas e respeitando o livre-arbítrio, permite e assiste pacientemente a tudo que acontece. Por ter sido este o caminho escolhido pelo nosso coletivo, nada há o que dizer e sim vibrar para que se fortaleçam as energias positivas, cada vez mais em consonância com as decisões de quem realmente decide: o verdadeiro Governo da Terra.
No momento estamos em plena colheita de tudo o que foi semeado pelo inconsciente coletivo do país e do mundo.

Quando todo o malefício for purgado e as forças involutivas forem se enfraquecendo, as mudanças ocorrerão de forma rápida. Toda Crise é o olho do furacão da mudança. Seu ponto de mutação.

Assim como uma Nova Consciência vai nascendo nos corações e nas mentes, o velho paradigma vai morrendo e aqueles que o sustentam e dele se alimentam, pressentem o perigo da morte e se debatem ferozmente contra isso. Por este motivo, a separatividade, o egoísmo, a ganância, a injustiça, a perversidade e o desrespeito a tudo e a todos, parecem ganhar força - pois ainda encontram eco dentro de um número suficiente de corações.

No entanto, muitos corações estão sendo tocados e quando o processo evolutivo espiritual atingir o nível necessário, a hora vai chegar.

Mesmo em meio a essa aparente carência de consciências alinhadas com o Bem Superior, aqueles que então se sentirão convocados para implantar o novo modelo de desenvolvimento e convivência humana – que não contemplará as obsoletas ideologias que até agora conhecemos – estarão preparados.

O que temos a fazer no momento é nos recolher em meditação e focar nas nossas palavras, pensamentos e emoções, contribuindo para que, através das nossas ações, essa transição seja a mais breve e menos dolorosa possível.

 


sábado, 1 de agosto de 2020

IMPLANTANDO A NOVA CONSCIÊNCIA - parte 2

“Nenhuma espécie se dedica, com tanta tenacidade, à realização de sua desgraça, à destruição dos seres e das coisas; nenhuma pratica com tanta obstinação a violência e o assassinato individuais e coletivos; nenhuma trata suas crias com tamanha incoerência, descuido e até crueldade; nenhuma sujeitou suas fêmeas durante tanto tempo. Assim, por mil razões, o homem se tornou um animal louco”.

André Bourguignon - História Natural do Homem

 

De fato, o ser humano é o único que mata impiedosamente os membros da sua espécie, não para aplacar a fome, mas por motivações supostamente autotranscendentes como a família, a pátria, a religião – fatores que a Natureza desconhece. Este é um comportamento inquestionàvelmente patológico.

Nossa propensão às guerras religiosas, patrióticas ou ideológicas, nosso vício pelas intrigas, separatividade, o domínio e a manipulação, sempre se manifestou, independente dos avanços nas civilizações. Aos primeiros clamores de tresloucados líderes, a massa se inflama e parte para defender família, pátria, dinheiro – e até Deus - sacrificando a própria vida. Sempre dispostos a matar o diferente, pessoas que sequer conhecem. Defendem sua opinião e todos os opositores de seus interesses são declarados inimigos.

As noções abstratas de família e pátria incitam à violência e os que melhor matam e dominam são aclamados e venerados como heróis. Apesar dos esforços filosóficos, culturais e religiosos desde o início da civilização o comportamento e os impulsos permaneceram inalterados. Acumulando riquezas, não raro de forma ilícita, poucos refletem sobre o propósito da vida e a maioria insiste em ignorar a sua finitude.

Impregnados de profundo antropocentrismo e teocentrismo, seriamos uma abençoada espécie criada a imagem divina que atingiu o objetivo final de todo um processo cósmico para dispor do planeta e, quiçá, das vizinhanças do sistema solar. Fomos educados na convicção de sermos o pináculo de um processo evolutivo, o resultado de uma convergência de antecedentes que se plasmaram com a única finalidade de parir essa espécie “eleita” e criada “sob os à imagem do divino”. Às demais espécies animais e vegetais restaria o honroso desígnio de nos servir.

A Terra se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos. As bactérias surgiram há cerca de 3,8 bilhões de anos, habitando sozinhas durante os primeiros 2 bilhões de anos. Os organismos multicelulares só apareceram há 700 milhões de anos. Há 550 milhões de anos ocorreu a explosão cambriana marcando o início do reino animal aquático, tendo as espécies vegetais surgido há 400 milhões de anos. Há 280 milhões de anos surgiram os dinossauros, resultando nas aves 60 milhões de anos mais tarde. Nesta época surgiram também os primeiros mamíferos. O homo sapiens passou a compartilhar a Terra com outras espécies de hominídeos há pouco mais de 150 000 anos e a elas sobreviveu. Já teremos daqui desaparecido milhões de anos antes que o sol se consuma, incendiando a Terra.

Somos, portanto, nada mais especial do que uma dentre as muitas espécies que o planeta hospedou e talvez ainda hospedará.

Relutamos em aceitar como normal a esquizofrenia de uma origem divina embotada pelas artimanhas mentirosas de uma espécie assassina, gananciosa, corrupta, egocêntrica e desrespeitosa que nas suas permanentes disputas não hesita em cometer até o infanticídio. São características nossas, que as chamadas “bestas” da espécies animais não demonstram.

Dotados, por um lado, de genial capacidade para resolver problemas de sobrevivência e por outro, a incapacidade de superar problemas individuais, de ser feliz e de preservar o ambiente que nos sustenta, destruindo estruturas vivas que levaram bilhões de anos para se formar. Parecem ignorar que cada vida aniquilada jamais poderá ser substituída. Apesar da inteligência abstrata e todo um cabedal de experiência, nosso cerne sempre permaneceu inalterado. Porque deriva de um fator genético.

Estamos, pela nossa genética, incapacitados de incorporar as regras morais ditadas pelos esforços religiosos. A questão não é comportamental, pois a História comprova que esse tipo de repressão ou adestramento acaba explodindo de forma ainda mais selvagem e visceral.

Muitos cientistas que inicialmente aceitavam sem relutância a versão darwinista da evolução, à falta dos necessários elos que comprovariam as fases de transição entre as espécies, também estão convencidos de que o homo sapiens , tendo surgido “pronto” na face da Terra, foi resultado de um experimento genético promovido por inteligências alienígenas.

Atualmente, também correntes ligadas ao esoterismo mencionam com frequência a presença de um código genético reptiliano presente em certas elites da espécie humana. Seria originário da implantação de genes de seres provenientes de mundos extraterrestres. Examinando a espécie humana como um todo, diríamos que esse código não se restringe às elites dominadoras, mas a toda a espécie humana, pois as características reptilianas, avêssas as noções de paz e solidariedade tem estado presentes em todos os estágios das mais diversas civilizações, em todos os tempos, desde sempre.

Daí proviria a dicotomia que nos faz capazes de atos de extrema abnegação e compaixão – nossa essência Divina - até ímpetos da mais brutal e indiferente selvageria - herança reptiliana.

Aqueles que detém o poder político tem estado preocupados em dominar e conhecer o mundo exterior, inclusive alimentando a pretensão de desbravar / explorar outros planetas, quando sequer temos conseguido dar conta dos problemas que geramos aqui. Enquanto isso, o nosso interior, nosso sentido do Eu Sou, nossa mente eterna permanece relegada a um plano adormecido na ilusão da separatividade. Seus cuidados acabam entregues a terapeutas e medicamentos.

É preciso uma alteração profunda na mente para que uma transformação se concretize.

 

A proposta é, portanto: deflagrar uma ação imediata e efetiva para reparar o genoma individual, implantando uma Nova Consciência, sem resquícios de ímpetos reptilianos.

A Ciência costuma dizer que os seres, individualmente, mutam mas não evoluem. Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. O que evoluiria seriam as espécies. Entretanto, se nos basearmos na ressonância magnética da Teoria dos Campos Mórfogênicos, (v.artigo anterior), no atual estagio em que nos encontramos, nós não somos unidades distintas num meio fragmentado. É possível que ocorra uma filtragem da seleção natural de mutantes genéticos individuais influenciando e alterando o meio que estiver em sintonia e conectado.

Baseado no exposto no artigo anterior, trata-se de uma tarefa perfeitamente possível para quem se empenhar com vontade e disciplina.

Segundo Aldous Huxley, “O homem é a natureza que tomou consciência da sua própria existência”. Portanto, o caminho é assumirmos a responsabilidade do nosso processo evolutivo, partindo do espiritual. Essa nossa pulsão de morte, identificada por Freud como sendo de cunho estritamente biológico, dificilmente será resolvida pela cultura, mas sim pela Inteligência Espiritual.

Só ela, alterando a sequencia dos comandos que possibilitarão as modificações estruturais do Ser, pode nos tornar os agentes da nossa própria evolução.

Só ela, num estudo consistente voltado para o autoconhecimento, pode abrandar e anular esses arroubos de disputa, egoísmo e agressividade que não se alinham com a nossa natureza Divina. Só ela pode nos transformar a ponto de evitar nossa inevitável extinção, antes mesmo que tenhamos atingido nosso completo apogeu nesse tempo aqui na Terra.

Só ela é capaz desenvolver nossa potencialidade real para podermos usufruir da inestimável oportunidade do milagre da Vida, sendo felizes e pacíficos nesse planeta de beleza deslumbrante.

É trabalhando individualmente na mutação rumo à Nova Consciência que pretendemos nos inserir no projeto de uma Nova Era na Terra.


IMPLANTANDO A NOVA CONSCIÊNCIA - parte 1

Segundo o fisiologista, químico e biólogo inglês Rupert Sheldrake (* 1942) campos morfogenéticos são estruturas invisíveis que se estendem no espaço-tempo, moldando forma e comportamento de todos os sistemas do mundo material. Todo átomo ou célula gera um campo organizador que afeta todas as unidades desse tipo. Assim, sempre que um membro de uma determinada espécie aprende e repete um comportamento, o campo é modificado e essa modificação afeta toda a espécie, mesmo que não haja contato entre seus membros.

Cada espécie viva está cercada por um campo energético que contém uma memória comum aos demais desta espécie. Esses campos são o meio pelo qual os hábitos de cada espécie se formam, se mantém e se repetem. Sheldrake denominou “ressonância mórfica” o processo através do qual essas informações se propagam e sedimentam a memória coletiva – na espécie humana conhecida como inconsciente coletivo.

Segundo Sheldrake, “ Quando uma nova substância química é sintetizada em laboratório, não existe precedente que determine a sua forma de cristalização. Quando uma forma se efetiva, um novo campo mórfico passa a existir e, à partir de então, a ressonância mórfica gerada pelos primeiros cristais faz com que a ocorrência do mesmo padrão de cristalização se torne mais provável, em qualquer laboratório do mundo. Quanto mais vezes esse padrão se efetivar, maior será a probabilidade de que se repita em experimentos futuros."

A ressonância mórfica tende a reforçar todo padrão repetitivo, seja ele bom ou mal e, segundo essa teoria, seria mais fácil aprender o que outras pessoas já aprenderam.

Essa modelagem fornece uma espécie de roteiro básico ou matriz para a ativação ou inativação de determinados genes.

Como todo inovador da Ciência, Dr. Sheldrake foi divinizado e demonizado no meio científico. Importante é que essa teoria vem sendo assimilada pelas mentes abertas voltadas para a Nova Consciência.

Exemplo do que acontece a nível subatômico na interação do observador com o observado está no experimento de Heisenberg (1901- 1976) onde ele formula a impossibilidade de se medir a posição /velocidade de uma partícula simultaneamente, pois o ato da simples medição vai afetar diretamente a medida dessas variáveis.

As atuais teorias sobre supercordas e hiperespaço enxergam um Universo multidimensional onde a matéria é representada por pequenas cordas de energia a nível quântico. Isso significa que todas as coisas e habitantes do planeta se interligam através de uma teia de relações de energia.

O “somos todos um”, incansavelmente repetido pelos místicos da Nova Era, tem fundamento e não é um apelo vazio baseado em crendice fanática.

Nada mais natural que transportar um conceito da teoria que acontece no âmbito quântico ao mundo em que vivemos.

Conforme se sabe, o próprio projeto homo sapiens sapiens foi resultado de uma implantação genética sem elo com as espécies precedentes e, ao que tudo indica, parece já ter cumprido o seu papel, pois a humanidade chegou ao impasse onde a dicotomia entre inteligência tecnológica e inteligência espiritual está ameaçando a própria Vida do planeta e da espécie.

O pequeno setor auto-consciente da humanidade (aqueles que no seu cotidiano ultrapassam as necessidades básicas de dormir, acasalar e trabalhar para se alimentar), move-se em busca de um diferencial capaz de implantar no aqui e agora uma Nova Consciência.

Neste contexto, citam-se relatos sobre a presença de crianças índigo e fala-se em alteração no DNA.

Da mesma forma que o homem de Neandertal foi, durante algum tempo, contemporâneo do homo sapiens, é provável que a atual e ainda majoritária espécie conviva com a que está sendo projetada e introduzida.

Partindo do principio de que tudo na Natureza cumpre um propósito e considerando todo o acima exposto, não é nem um pouco utópica a pretensão de que se tome individualmente a tarefa de se efetuar uma transformação de tal magnitude, capaz de alterar nossa vibração.

Anulando os traços reptilianos do nosso DNA, poderemos gerar uma estrutura orgânica compatível com uma mentalidade menos feroz e mais solidária.

No genoma reside a fábrica de proteínas responsável pelo trabalho químico, estrutural e regulador dos corpos e do nosso comportamento. Toda a selvageria e destruição na marcação de território, matando para comer, para ter, para competir, para dominar, todo esse desequilíbrio doente, pertencem a um DNA que já não terá mais serventia na Era que se pretende implantar.

É esse genoma que deve ser alterado, através de disciplinado Trabalho individual, voltado para o auto-conhecimento. É esse genoma que precisa ser alterado, para gerar e receber os seres de uma evolução superior que estão encarnando

Todas essas teorias científicas aqui abordadas servem para nos encorajar a empreender tal tarefa. Somos capazes de promover tal mudança e, desta vez, já galgamos o nível de maturidade espiritual suficiente para não precisar esperar pela intervenção Divina.


A Escola da Águia Dourada está, como tantas outras, alinhada com essa missão.

A Nova Consciência está ao alcance de quem quiser participar desse Projeto e dela usufruir, ainda em vida aqui na Terra, sem qualquer fanatismo utópico. Podemos nos afetar e transformar – nosso dia a dia e o do nosso meio mais próximo, em oásis de paz, bem-estar, amor e discernimento.

Co-criar essa Realidade.