ELIANE HAAS

ELIANE HAAS

Todas as matérias podem ser veiculadas, desde que citada a fonte.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ALIMENTAÇÃO VIVA - controvérsias

Uma das mais populares tendências junto aqueles que pretendem uma maior qualidade de alimentação é o Crudivorismo – a dieta composta exclusivamente de frutas, folhas, raízes e grãos crus, na convicção de que o fogo mata os nutrientes e que o corpo humano só estaria verdadeiramente adaptado a consumir os alimentos da forma como a natureza os fornece – assim como o fazem os animais.

Se, por um lado, a chamada “alimentação viva”, ou seja, de alimentos não-cozidos, vem conquistando cada vez mais adeptos, esta inovação vem suscitando controvérsias, inclusive do antropólogo Richard Wrangham, professor da Universidade de Harvard.
Ele sustenta que o hábito de cozinhar os alimentos remonta a 1,8 milhão de anos, época em que o homo erectus surgiu na África, e que graças justamente a esse hábito, pudemos nos tornar “humanos”. Segundo ele, no cozimento dos alimentos reside o segredo da nossa evolução.
Analisando os cardápios dos esquimós do norte do Canadá, dos kalahari africanos e dos aborígenes australianos, concluiu que não há registros de povos que tenham uma dieta inteiramente crua. O cozimento da refeição esquimó do final do dia foi objeto de estudo na Universidade de Oxford e a conclusão foi que viver de uma dieta inteiramente crua resultaria na perda de peso e deficiência crônica de energia.
Alimentos cozidos são digeridos mais facilmente , já que o organismo gasta menos energia para quebrar suas moléculas. Estudos sobre o amido cozido presente na aveia, no trigo, nas batatas e no pão, revelaram que 95% dele é digerido pelo corpo humano, enquanto que no cru a taxa cai pela metade.
Pesquisas do Dr. Wrangham junto a grupos crudívoros demonstraram que a proporção de alimentos crus diminui o índice de massa (relação entre peso e altura de uma pessoa), indicando talvez que os alimentos crus não proporcionem a quantidade suficiente de calorias para manter um corpo saudável.
Um estudo realizado com 513 pessoas, na Alemanha, comprovou que, além de perderem em média 10 kg quando passavam da dieta cozida para a crua, quase um terço das pessoas apresentava deficiência crônica de energia. 50% das mulheres pararam de menstruar e os homens apresentaram disfunções sexuais – o que, se não alterar objetivos pessoais, pode ser comprometedor para a manutenção da própria espécie humana.
Segundo o mito grego, o fogo nos foi concedido por Prometeus, após roubá-lo de Zeus.
Não há consenso sobre a data exata em que os humanos começaram a controlar o fogo, mas certa é a sua sacralidade atávica, em todas as civilizações da Terra, quando guardiões cuidavam para que não se extinguisse.
Presente dos deuses ou não, significou a maior conquista da humanidade, passo decisivo na nossa sobrevivência e evolução. Graças a ele os primeiros hominídeos puderam se defender de predadores e manter o calor necessário para a preservação da vida, além de forjar instrumentos para extensão da mão, que permitiram o desenvolvimento da agricultura e possibilitaram todo o avanço tecnológico que nos preservou a vida e nos transformou no que somos: criadores e destruidores.
O cozimento dos alimentos por parte dos nossos ancestrais, alem de conservá-los por mais tempo ( numa situação difícil e incerta, em que a comida não se encontrava à disposição nos supermercados ) também matava parasitas e outras bactérias que poderiam ser nocivas. Vale ressaltar também que sem a fervura da água, certamente não teríamos sobrevivido.
O cozimento tornou a digestão mais fácil, diminuindo também o tamanho dos maxilares, estômagos e intestinos.
Além disso, tudo indica que o cozimento estaria diretamente ligado ao desenvolvimento do neocórtex próprio do homo sapiens sapiens. Segundo Wrangham, a alimentação cozida produziu crescimento na caixa craniana dos habilinos (um tipo de símio) e esse fator teria também levado ao aparecimento do homo erectus – nosso antecessor -, com o aumento do cérebro em cerca de 40%. Devido a dieta cozida, o cérebro teria crescido de 870 cm³ até a caixa craniana atual, de aproximadamente 1 400 cm³.
Então, a arte, a filosofia e toda a contribuição científica e tecnológica que nos tornaram o que somos, só foram possíveis devido a esse crescimento de massa cerebral, decorrente da dieta cozida.
A questão está lançada e o debate está aberto.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

Religião não conduz, necessariamente, à Espiritualidade e, para se vivenciar a Espiritualidade, não é necessário seguir alguma religião formal.

Independente das civilizações que a Terra possa ter hospedado, mas ainda não são admitidas pela arqueologia oficial, fato concreto é que, há pelo menos 80.000 anos – conforme atestam pinturas rupestres e rituais de sepultamento - podemos assegurar que o homo sapiens prestava reverência ao Sagrado, na forma de Poder criativo/destruidor de uma Inteligência Superior.
A forma de acessar e cultuar esse Poder apresenta, nas sociedades arcaicas, uma uniformidade surpreendente, se considerarmos a total falta de comunicação entre os continentes. Teorias que tentam comprovar, num mundo sem tecnologia e ciência, peregrinações à pé através dos continentes ou viagens oceânicas, são, no mínimo, uma tentativa de forçar alguma outra “ explicação plausível ” para o óbvio, que seria um Governo Central que aqui nos colocou e ensinou os rudimentos que tornaram viável a nossa sobrevivência no contexto de uma natureza inóspita e ameaçadora.
Todas as mitologias apontam para Seres Divinos que aqui “ desceram” e nos instruíram também como cultuar e manipular as energias que nos re-ligam ao Princípio Criador e , por fim , nos abandonaram à própria responsabilidade para que, mais maduros, exercêssemos o livre-arbítrio. Na literatura de Ifá há o relato de que Orunmila – Aquele que, como testemunha da Criação/Emanação (big bang), tudo sabe - após instruir os humanos, ausentou-se, deixando, no entanto, o oráculo como instrumento de aconselhamento.
Então, podemos registrar dezenas de milênios de rituais semelhantes em todos os continentes, onde a forma de se manipular as energias Divinas da Natureza – reconhecidas como “ deuses” (ou, no nosso caso, Orixás) – obedece a um padrão único, encontrando apenas diferenças e variáveis culturais. Este foi o ambiente onde imperavam a magia e o êxtase da Espiritualidade maior.
Com o passar dos tempos, diante do crescimento demográfico e, certamente, devido a uma necessidade de controle de massas e do desenvolvimento da tecnologia, a prática espiritual nos últimos milênios foi assumindo um cunho estritamente moral, adotando “cartilhas de comportamento” dogmáticas e padronizadas que eximiam as pessoas do exercício do seu livre-arbítrio pleno, fazendo com que apenas executassem as ordens, sob pena de castigo. O “pecado” substituiu o livre-arbítrio com suas conseqüências - uma espécie de camisa de força que, de um modo geral, descaracterizava completamente a simbiose com o Divino dentro de cada um. Os fiéis - sob pena de se tornaram excluídos da sociedade – passaram a cumprir uma espécie de contrato de adesão, remunerando seus sacerdotes (sempre masculinos) como legítimos intermediários entre o Divino e sua Emanação, e podendo mediante comportamento adequado ao cabresto das doutrinas, receber, ao final da vida, a recompensa ou o castigo eternos.
Esta foi a forma de religião que norteou os últimos milênios, principalmente no ocidente. Pela primeira vez, viu-se na Terra uns impondo aos outros - à força - suas convicções a cerca da sua comunicação – que deveria ser íntima e sagrada - com o Divino. Sob o nome de “religião” legitimaram-se incontáveis guerras e massacres.
A comunicação com o Divino passou a ser padronizada e quem não se adequou, perdeu o direito de existir. Sob a autoridade auto-conferida de um pseudo “certo ou errado” , foram dizimadas todas as etnias das Américas. Cabe ressaltar que eram civilizações onde o profano e o sagrado se interligavam profundamente, pois uma coisa não deveria se dissociar da outra.
Diante desse desrespeito ao próximo, das violências, intolerâncias, ganância e péssimos exemplos de comportamento, as instituições religiosas passaram a ser muito mal vistas e repudiadas, pelo menos, pelas pessoas que valorizavam o respeito próprio/mútuo e cultivavam no interior do seu Ser um resquício de vínculo com a Divindade Suprema que permeia todo o Universo. Essas pessoas, pelo seu inconformismo libertário diante de interesses corporativos estranhos ao genuíno acesso ao Sagrado, buscaram as fontes originais da Espiritualidade arcaica, que mesmo relegadas à clandestinidade, nunca desapareceram.
Outros, menos sensibilizados pela Espiritualidade maior, optaram pela via do ateísmo, confundindo o Divino com as tiranias e selvagerias das religiões estabelecidas, não querendo, tampouco, compactuar ou se submeter à mediocridade retrógrada das suas doutrinas.
Com o advento de uma Nova Era que se avizinha, estando uma pequena parte da humanidade pronta e sedenta de se libertar de doutrinas falidas que “ educaram” uma humanidade covarde, corrupta, gananciosa e auto-destrutiva, restabelecendo seus vínculos com a Espiritualidade Maior, presenciamos o reflorescer das inúmeras práticas iniciáticas das culturas arcaicas, tidas como primitivas e inferiores. Aquelas que nos foram legadas pelos instrutores primeiros, conhecidos como “povos das estrelas”, construtores das pirâmides e detentores de conhecimentos registrados no nosso inconsciente coletivo através dos mitos.
Vários elementos das práticas xamânicas das culturas africanas e ameríndias, sua concepção ecológica na veneração pela Natureza do nosso planeta e magia dos seus elementos, práticas de meditação e inteiração com as Plantas Mestras vem sendo despertadas e reabilitadas.
Chegamos, finalmente, ao ponto em que as pessoas sedentas de uma direta conexão com o Divino ( também ) dentro de si, passam a se conscientizar da diferença entre Religião e Espiritualidade.
Enquanto as religiões “conduzem” uma esmagadora maioria adormecida e incapaz de questionar, mediante regras e proibições ameaçadoras - que instigam a culpa, a repressão e a falsidade, - seguem dogmas e preceitos de supostos “livros sagrados”, incompatíveis com a atual realidade social e psíquica, - baseiam-se na crença cega em um deus antropomórfico e externo a nós, que nos vigia, favorece, pune, “ama” – e desagrega - conforme o grau de obediência, sustentando promessas para depois da morte.
.

Quem atingiu maior grau de sensibilidade e maturidade espirituais, desperta para um patamar mais conectado com o Sagrado, entendendo que as religiões massificadas dificilmente conseguem resgatar aquele elo perdido do acesso ao Divino dentro de nós mesmos. O Divino que não está nas doutrinas e dogmas dos livros, mas na própria Natureza Cósmica.

Então, busca o êxtase do Sagrado que nos faz, não crente em, mas consciente absoluto de Deus, na transcendência atemporal da nossa Voz Interior - que é o nosso Eu Divino - e em profunda intimidade e conexão com a Emanação Universal.
Não “amamos” a Deus porque alguém nos ordenou, dizendo que ele é “bom e pai”, mas porque sentimos a transcendência da Sua absoluta magnitude - na pele, na mente, no Todo.
Assim, livres e soltos no Universo, vamos prosseguindo na nossa jornada eterna, totalmente conscientes e responsáveis, procurando aprender com nossos erros e nos tornando seres mais íntegros, corajosos e, principalmente, vivendo em Paz no aqui e agora.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O ENIGMA DOS CRÂNIOS DE CRISTAL

Na década de 20 do séc. XX, Mitchell Hedges e sua filha adotiva Anna realizavam uma expedição nas então Honduras Britânicas, atual Belize, quando encontraram evidencias de uma antiga cidade perdida. Denominaram a área como “Lubaatum”, que significa “Cidade das Pedras Caídas” no idioma Maia. Anna teria avistado um material brilhante entre uma escavação e convenceu seu pai a dar continuidade aos trabalhos, mesmo descrendo da possibilidade de se encontrar algo importante no local.
Tratava-se da parte de um crânio esculpido em cristal de quartzo. A mandíbula só veio a ser encontrada cerca de três meses depois à sete metros do local inicial. Ele mede 13,18 cm de altura, 12,38 de largura e 20 cm de comprimento com 5,13 kg de peso. Denominou “Skull of Doom” ou “Crânio do Juízo Final”.
Em 1970 o restaurador de obras de arte Dorland examinou o crânio denominado Mitchell-Hedges e declarou que este seria uma réplica quase em tamanho natural de uma mulher jovem de 21 a 29 anos.
Examinado nos laboratórios da Hewlett-Packard em Santa Clara / Ca., por D. Trull, obteve-se o fator de dureza do material que é de 7 Mhos e gravidade específica de 2,65. Para termos idéia, um canivete não consegue produzir sequer um arranhão. D. Trull da Hewlett-Packard finaliza declarando que não teria condições de realizar um trabalho semelhante. Segundo a equipe da HP sobre o 'Skull of Doom' :
"Os testes revelaram que ele possui um elaborado sistema interior de prismas e lentes que permite refratar e refletir a luz projetada sobre o Crânio de Cristal de maneiras específicas. Esses sistemas de lentes pressupõe uma competência técnica atingida apenas recentemente ( é importante ressaltar que esse Crânio foi encontrado em 1924 , quando não existiam computadores , nem se conhecia o laser ). Depois de lançar um foco de luz forte diretamente sobre o crânio, e enquanto ele era banhado em uma solução de álcool benzílico, descobriu-se que quem o tenha esculpido ou manufaturado o crânio, ao fazê-lo havia desconsiderado o eixo natural do próprio cristal. Teoricamente, o cristal deveria ter se despedaçado. Outro detalhe embaraçoso é o de que não importando a que temperatura ele fosse submetido pelos pesquisadores, o Crânio de Mitchell – Hedges permanecia sempre a 21,11 graus celsius."
Todas essas conclusões foram surpreendentes e outro fenômeno associado aos Crânios de Cristal seria sua capacidade de projetar imagens holográficas em seu interior.
Teria sido esculpido contra o eixo natural do cristal, ou seja, de maneira "incorreta". Quem trabalha com cristais atualmente, sabe e baseia-se no eixo para a sua confecção, porque se esculpido contra a granulação, o material se quebra - mesmo com o uso do laser ou qualquer material de corte. Exames microscópicos não detectaram qualquer arranhão no material, evidenciando que não houve uso de instrumentos metálicos para o corte.
Os arcos zigomáticos (o arco ósseo que se estende ao longo dos lados e parte frontal do crânio) são precisamente separados da peça do crânio e agem como tubos de luz, usando princípios similares aos da óptica moderna, à fim de canalizar luz da base do crânio para os orifícios oculares. Estes, por sua vez, são pequenas lentes côncavas que também transferem luz de uma fonte abaixo, para a parte superior do crânio.
No interior do crânio há um prisma e minúsculos túneis de luz, pelos quais os objetos que são colocados abaixo do crânio são ampliados e aumentam o brilho. Eles teriam sido utilizados pelos Astecas e Maias em rituais e cerimônias religiosas.
Exames realizados no material atestam que não foram elaborados nos tempos contemporâneos. Alguns exemplares são feitos de puro cristal de quartzo transparente, outros de ametista, quartzo rosa e quartzo escuro, compostos de tamanhos diferentes, variando desde uma polegada até próximo ao tamanho natural.
O emprego do quartzo como material para sua confecção evidencia finalidade específica além da meramente estética, quando poderiam ser utilizados materiais de mais simples manuseio.
O quartzo é um material que possui propriedades físicas de catalizar e serem autoperceptivos. Atualmente, o mesmo tipo de quartzo empregado é usado em aparelhos eletrônicos de vídeo, áudio e informática em geral, devido a sua capacidade de amplificação e ressonância. Ainda temos como propriedade natural o efeito piezo-elétrico que amplifica, transforma, concentra e transfere energia, substituindo o ímã em instrumentos sonoros, como os tweeters.
Se a sua lapidação fosse feita por diamantes, resultaria numa tarefa exaustiva que demandaria inúmeras pessoas em horas de trabalho que abrangeriam séculos para que cada peça fosse finalizada, devido à dureza do material.
Diante destas evidências, não resta dúvida sobre a procedência alienígena da tecnologia que confeccionou as peças.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A CURA E A MENTE

Se na África ocidental a divindade Orunmilá ofereceu um conjunto de 256 caminhos desdobrados em várias vezes mais possibilidades de aconselhamento, no Egito helenístico, Hermes era tido como o autor de um conjunto de textos sagrados, ditos "herméticos", contendo ensinamentos sobre artes, ciências e religião e filosofia - o Corpus Hermeticum - cujo propósito seria o esclarecimento da humanidade através da sabedoria Divina. Hermes Trismegisto (Hermes, o três vezes grande) é o nome dado pelos neoplatônicos, místicos e alquimistas ao deus egípcio Thot (ou Tehuti), que na nossa tradição africana é Orunmilá, conhecido como Ifá.

Simbolizando a lógica organizada do Universo, é o deus do verbo e da sabedoria.

A filosofia hermética compreende 7 Leis, cuja primeira é o Principio do Mentalismo - o Todo é Mente - o Universo é Mental. Este Princípio concebe tudo como Mental, ou seja, que o Todo é uma inteligência incognoscível e indefinível em si mesma,
podendo ser considerado como uma mente infinita e universal. Estabelecendo a Natureza Mental do Universo, explica a verdadeira natureza da Força, da Energia e da Matéria, como e porque elas são subordinadas ao Domínio da Mente Universal.

O Universo funciona como uma super Mente que 'pensa' tudo que existe. É o Todo. Toda a emanação se iniciou como uma ideia da Mente Divina que continuaria a viver, a mover-se e a existir no que denominamos Divina Consciência.

A matéria se equivale aos neurônios de uma Mente infinita, um Universo Inteligente que 'pensa' e detem a totalidade de todo conhecimento. Por sua vez, o nosso limitado conhecimento flui e reflui desta Mente, já que Nela tudo se interliga. Não se trata, neste caso, de suposição mística, pois esta noção de "teia" interpenetrando o Universo manifestado vem sendo corroborada pela Física e até prevista na Teoria das Supercordas.

Tudo o que acontece em nossa vida tem um propósito específico. Sendo este propósito pré aceito pelo nosso Eu antes da encarnação, tudo a ser aprendido/assimilado ao longo da nossa jornada na Terra é uma pré determinação cármica.
Nosso livre-arbítrio não nos permite evitar o aprendizado, mas optar pela forma de aprendizado. Se será concretizado pela via do "bem" ou pela via da "dor" - ou simplesmente adiado para a oportunidade de uma reencarnação futura.
Dentro desta perspectiva, não existe castigo, mas aprendizado, buscando a razão pela qual padecemos de uma certa deficiência ou doença.
Muitas correntes da medicina, atualmente, já não concebem doenças, mas doentes.
Eliminar uma doença já manifestada no corpo físico, seja ela física ou emocional, requer, nesses estágios extremos, intervenção medicamentosa. No entanto, ao eliminar o sintoma, não eliminamos a razão inicial da sua manifestação e por essa razão, ela provàvelmente retornará, não raro com maior pujança, instalando-se de forma crônica, levando a intervenções mais invasivas e, por fim à morte muitas vezes prematura.
Mascarar o sintoma não é curar. Acreditando que eliminando os sintomas estamos eliminando a doença, esquecemos que o elemento que a gerou permanece dentro de nós.
O verdadeiro inimigo é nossa recusa em realizar através de autoexame o aprendizado necessário que possa limpar este trauma. Nossa mente, ao negar o aprendizado, pensando optar pelo caminho mais simples, promove uma reação física que tende a agravar a patologia.
Os medicamentos só funcionarão na medida em que a nossa mente esteja pronta para a mudança que gerou o mal estar. Pensamento positivo é importante mas não suficiente. Mais do que isso, só a descoberta da causa que está gerando a doença poderá reverter e remover os padrões destrutivos.
Durante o autoexame, na intimidade do nosso Trabalho, perante um fato desagradável ou conflito é necessária muita atenção para todo negativo, destrutivo ou duvidoso que emerge das profundezas do nosso Ser. Não se deve jamais aceitar as inúmeras justificativas tentando nos convencer da legitimidade desses sentimentos. São álibis que irrompem do nosso Eu Inferior, acomodado na inércia que compromete o discernimento e a verdadeira evolução . São Eus que se vitimizam e procuram adiar soluções ou justificar todas as nossas falhas e indícios de fraqueza.
Conforme o ensinamento de Ifá, só há um único Ser capaz de nos derrotar e, por conseguinte, comprometer a nossa imortalidade: - nós mesmos.
À Luz da Ayahuasca buscamos, na intimidade do nosso Eu mais profundo e secreto a honestidade inconfessável que revela a nossa Verdade implacável. Quase sempre dolorosa, mas sempre pronta a ser revelada.
Encarando de frente e superando situações negativas que impõem uma mudança, estaremos à caminho da queima do carma que gera todo tipo de doenças, rumo a uma evolução espiritual verdadeira - pois vem de dentro para fora - e não mediante atitudes exteriores, destituídas de conteúdo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O PODER DO "ORI"

Enquanto as religiões ocidentais do ramo judaico-cristão fundamentam sua fé em rogos e promessas a Deus e santos / entidades à fim de obterem proteção e a satisfação de seus desejos, Ifá - talvez a religião mais antiga da Terra, já que a ciência concluiu que o homo sapiens teria surgido na África - baseia-se numa concepção praticada hoje pela moderna psicologia.

Atualmente os livros de auto-ajuda fundamentam-se na premissa de que assim como o sucesso é o resultado de uma soma de pensamentos positivos, assim como escolhas acertadas e disciplinadas durante um longo período de tempo, o fracasso é o resultado inevitável de um acúmulo de pensamentos e escolhas inadequadas que fizemos.

Um casamento mal sucedido, a falência de uma empresa, problemas no trabalho, a doença que se "faz" - nada ocorre repentinamente ou é fruto de uma eventual má sorte. Lògicamente existem predisposições e pré requisitos, mas o fator livre-arbítrio é relevante, inclusive perante o desafio de avaliarmos com lucidez nossos limites, medos, inseguranças e conseqências a longo prazo.

Segundo os ensinamentos de Ifá, nenhuma Divindade ou entidade externa apoia mais o ser humano do que o seu "Ori", ou seja, a sua própria mente. As rezas ao Ori dizem que "nosso Ori sobreviverá com o seu próprio axé (energia). Tudo o que queremos para a nossa vida, é ao Ori que devemos pedir, pois ele é o criador de tudo na nossa vida. É quem faz tudo acontecer e pode mudar o nosso destino.

Ori é tão soberano e seu livre-arbítrio tão sagrado que até os Orixás - energias divinas que propiciam a nossa existência em matéria - não interferem, se esta não for a sua real vontade. Ori está, portanto, acima dos Orixás e nenhum deles, nem mesmo Olodumare ( Deus Supremo Universal ) atenderá um pedido do ser humano que não tenha sido autorizado pelo seu Ori. Aqui vemos claramente o conflito entre o consciente e o inconsciente.

Como os ensinamentos de Ifá são totalmente baseados na sua literatura, conta o mito que:

Orixás e Ancestrais se rebelaram, querendo obter os poderes e a sabedoria de Olodumare. Como mensageiro desta reivindicação nomearam Exu, que as transmitiu a Olodumare. Este lhes enviou um obi (noz de cola, portadora da Vida) e, Orixás e Ancestrais deveriam tentar parti-lo para provar o seu poder. Ori era apenas uma pequena bola, sem corpo para se apoiar e ninguém o respeitava. Para conseguir partir o obi, procurou Orunmilá, Pai do segredo de Ifá, que o aconselhou a fazer uma oferenda para os Odus (caminhos do Destino), à fim de obter a força de cada um deles. Além disso, deveria espojar-se na terra. No dia seguinte todos tentaram, sem sucesso, partir o obi. Quando Ori se apresentou , como última opção, deixaram-no tentar. Com seu peso, caiu sobre o obi, que se partiu. Todos ficaram muito felizes. Olodumare, ao receber a notícia, imediatamente enviou uma linda almofada, onde Ori se instalou. Dessa forma, Ori ganhou um corpo para sustentá-lo. À partir deste momento, Ori nasceu. Passou a ser dotado de Iwa - a existência - concedida por Olodumare, como prêmio por ter sido o único a conseguir partir o fruto-ventre.

Com o advento de uma Era que revela "tudo o que estava oculto", a profundidade e a sabedoria dos ensinamentos de Ifá - à luz da psicologia e da física - surpreendem a todos, obrigando a uma revisão de valores, principalmente junto àqueles que classificavam a espiritualidade e práticas religiosas das etnias negras como supersticiosas e atrasadas.

As Jornadas Neo Xamânicas na linha da Ayahuasca do Céu da Águia Dourada trabalham especialmente com o Ori e seus mistérios. À título de ilustração, observemos a letra da minha Cantiga de Poder :

"Aqui saúdo e invoco a Luz da minha Mente,

que me conduz e faz de mim um vencedor,

que me auxilie a construir um bom destino

germinando esta semente do Divino Criador.

Força da Mente eu convoco e vou pedir:

que ilumine as profundezas do meu Ser.

Me dê coragem, equilíbrio e clareza

pois mesmo que doa muito, não quero deixar de ver.

Meu Pai comanda o Império Celestial

e minha Mãe reina no ar, n'água e na terra.

Que me permitam esta herança cultivar

superando desafios o seu tesouro conquistar.

Este tesouro é assegurar a eternidade

sem que no nada um dia eu vá me dissipar.

À minha Mente cabe sempre discernir

pra no fim desta existência eu ter o que apresentar".

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A SERVIÇO DO CICLO ATUAL - A PARTIR DE 2011

A corrupção desmedida, a destruição da natureza, a violência urbana e as guerras constituem um vantajoso negócio para o ganancioso poder financeiro e para os governos dos países ricos – e não tão ricos, mas que se escondem sob o manto do populismo demagógico.

Não há necessidade de apelarmos para profecias, a fim de constatar que este sistema pernicioso que assola o Brasil e o planeta ainda ganhará mais terreno neste final de ciclo.

Apesar de, a cada instante haver, disseminados por todos os lugares, milhões de seres padecendo sob todas as formas de miséria e desespero, a forma mais eficaz de oferecer-lhes auxílio efetivo, consiste no envio de pensamentos salutares de regeneração a nossa Mãe Terra, sem dirigi-los a objetivos específicos por nós escolhidos.

Há, nos planos internos da Vida, uma Hierarquia Espiritual que atrai magnèticamente, recolhe e conduz essas energias positivas, encontrando o destino adequado para as emanações destes pensamentos, da oração e da mentalização de uns poucos seres devotados ao serviço espiritual e silencioso. Assim, essas energias são canalizadas para onde se fazem mais necessárias, sob a forma de impulsos restauradores.

Essas formas-pensamento inteligentes, altruístas e construtivas, ainda que pouco numerosas, são mais eficientes que todo o montante das demais, egocêntricas e desconectadas da realidade, que poluem ininterruptamente a aura da Terra.

A base do trabalho da Hierarquia de Luz do Governo Oculto do planeta não é uma localidade geográfica, mas um ponto de convergência vibratória dessas emissões que, nos momentos cruciais, auxiliam a humanidade e os pequenos seres dos outros reinos da natureza.

Produzindo essas mentalizações higienizadoras sem nos deixar, também no dia a dia, contaminar por esses padrões involutivos, estaremos prestando a melhor ajuda nos momentos caóticos que vivemos atualmente. Outros auxílios, práticos e materiais, também podem ser oportunos, mas nem sempre tão eficientes como este mais sutil, que vai realmente ao encontro ao cerne da necessidade real, sem poder acabar sendo desviado pelo egoísmo dos canais oportunistas.

Essas energias mentais de padrão superior convergentes elevam a capacidade de regeneração do planeta, detendo um pouco as forças involutivas que progridem em todos os níveis. Através disso, todos aqueles que com este padrão superior se sintonizam, podem estar a salvo das catástrofes maiores, nos âmbitos cármicos pessoal e coletivo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

AS ORIGENS DO NATAL

No período anterior aos dois últimos milênios, grande parte das civilizações desde a Ásia, passando pelo Egito, todo o Mediterrâneo, Europa, até a atual América do Norte, festejava o novo ciclo do Sol como sendo o acontecimento mais importante da Terra. O chamado solstício de inverno (no hemisfério norte) acontece anualmente no período que varia entre 17 e 25 de dezembro, dependendo do ciclo solar de cada ano, quando o sol ingressa no signo de capricórnio.

Nas arcaicas culturas solares, o solstício de inverno, marcando a mais longa noite e o mais curto dia do ano - a partir de quando a duração do dia começa a aumentar - simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão.

A mitologia hindu-iraniana fala do Sol como “sol vencedor” e, representando a Luz, era associado ao deus Mitra. Representava também o bem e a libertação da matéria. Junto aos persas, Mitra nasce como filho de Ahura-Mazda, Deus do Bem, segundo as imagens dos templos e os escassos testemunhos escritos que não foram queimados. O culto era celebrado em grutas sagradas e após a vitória de Alexandre sobre os persas, o culto a Mitra se propagou por todo o mundo grego.

A partir do século II, o Mitraismo passa a ser um dos cultos mais importantes no Império Romano, que o incorporou como “sol invictus” e em sua honra, numerosos santuários foram construídos, a maior parte em câmaras subterrâneas.

No ano de 336 o Cristianismo foi decretado religião oficial de Roma, tornando todas as outras ilegais. Se até então, Roma era uma potência mais preocupada com o recolhimento de impostos nos territórios ocupados, deixando que os povos praticassem livremente as respectivas religiões, com o imperador Constantino tornou-se um império religioso, sediando a Igreja Católica Apostólica Romana.

Como o nascimento de Mitra era celebrado em 25 de dezembro, a Igreja Cristã, com a intenção de abolir os cultos pagãos - e como não houvessem registros oficiais sobre o nascimento de Jesus - passou a adotar a data de comemoração do “sol vencedor” como o dia do seu nascimento.

Assim, as celebrações do nascimento do Sol, o filho da Luz, esvaziaram-se do seu real significado e foram substituídas pela festa que receberia o nome de Natal, coincidindo com o solstício de inverno no hemisfério norte.

Tomando por molde os significados místicos e mitologias sagradas legadas pelas antigas civilizações, os diversos Concílios construiram as bases de sustentação para o que hoje se conhece por Cristianismo.

Incorporando essas tradições milenares, possibilitou que fossem adotados os hoje conhecidos relatos sobre o nascimento virginal numa caverna, vida repleta de milagres, morte e ressurreição da sua divindade principal.

A simbologia do nascimento da Luz na sempre Virgem Mãe Terra, dos Seres Divinos que junto a nós operavam curas e milagres foram recolhidas e readaptadas com o intuito de escrever a sua própria história, formatando uma nova religião, que deveria ser única para todo o Império – e, quiçá, para o mundo inteiro.

Desta forma, a data de 25 de dezembro, destituída do seu simbolismo milenar, passou a assinalar a comemoração máxima do mundo cristão.